terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Por estes dias





Por aqui os dias fazem-se de espera, anseios, desilusões, sol, chuva, vento, muito vento, previsões, alegrias, preocupações, ralhos, beijinhos, abraços, amuos, sonhos, pesadelos, preocupações com a escola, brincadeiras, passeios, comidas novas, ingredientes novos, mercearias biológicas, gente bonita, noites aconchegantes, lareira eléctrica a bombar, férias, trabalho, convívios de Natal, Árvore de Natal natural, tudo o que compõe uma vida normal e a deixa preenchida e a pulsar. Neste Outono quase Inverno sinto os meus níveis de energia a recuperarem-se lentamente do Verão intenso, mas aconchega-me a alma pensar nas noites frias que estão aí e nas preparações (sem stress!) do Natal que se aproxima. E assim se vive. Um dia de cada vez...


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Faça chuva ou faça sol, uma boa semana a todos!

 




As coisas boas levam tempo

 

sábado, 18 de novembro de 2017

Bom fim de semana!



Cada vez mais o simples faz sentido para mim. Descomplicar, abrandar, observar, apreciar, dizer não ao que não acrescenta paz, alegria e crescimento. 
Deixar o pó em cima dos móveis e ir à floreira da janela apanhar uma flor para pôr num simples frasco de vidro com água em cima da mesa, reparar na luz de Outono que entra pela casa, sentar na varanda a ler uma revista cujo sentido é esse mesmo: abrandar e apreciar as coisas simples da vida.
Respeitar o corpo tendo atenção à sua comunicação conosco. São tantas as distracções da vida, são tantas as imposições, as amarras, os pedidos. E nesta percepção, não é fácil mudar. Mas é possível. Sim, é possível. Não ir com a corrente é ser contra-corrente e qualquer dia a contra-corrente já é corrente, mas neste meio tempo, importa respeitarmo-nos e vivermos por inteiro, de acordo com a necessidade que o nosso ritmo pede.
Sim, é possível. 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Boa semana a todos!





A alma é uma borboleta. 
Há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose.


Rubem Alves


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Um dia de anos como se quer











Um dia de anos sem prendas, sem festa, nem sequer bolo. Que importa?  Fui eu que escolhi assim. Para mim, o importante são os momentos e as emoções. E essas, foram do melhor. 
Um dia calmo, muitas mensagens e telefonemas mas, sobretudo, muito passeio, e com a melhor companhia. Por sítios da minha infância e juventude onde eu não ia há muito, revisitados e redescobertos com outros olhos e outro coração. 
Para mim, esta foi uma das melhores maneiras de celebrar os meus 45 anos :)


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Bom dia!



Os melhores professores
são aqueles que te mostram para onde olhar,
mas não te dizem o que ver.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Bom dia!



"E é por viver contente que concluo 
sem demora:
é a menina que vive por dentro, 
que alegra a mulher de fora! "

Luan Jessan


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Praia, pedras e vida









Quando uma pedra se transforma em fio e quando esse fio se transforma num baú portátil de memórias a acarinhar. Carregar esta pedra ao pescoço tem para mim o valor simbólico de me fazer regressar às férias do Verão, onde caminhei pela praia, joguei beach ball, tomei banho, comi bem, vi os pescadores trazerem peixe do mar e essencialmente, onde sonhei e redimensionei a minha vida. De lá, trouxe o compromisso de abrandar cada vez mais e pôr cada coisa no seu devido lugar. De lá, trouxe esta certeza de que é no desacelerar e tomar consciência do aqui e do agora que a vida toma outro sabor e outro sentido. De lá, abracei a convicção de que não é pecado usufruir das coisas bonitas da vida e de que não é errado descansar aquilo que o corpo pede. Não faz sentido correr, se essa corrida não nos leva a um destino de paz e felicidade interior. Não faz sentido lutar por coisas materiais se, como diz a velha frase: as coisas mais importantes da vida não são coisas. Talvez me sinta desajustada neste mundo, mas isso só significa que talvez tenha sido criada para ajudar a construir um mundo novo!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Casa







Quem me conhece, sabe que há uns poucos de anos que anseio ir morar para o campo. Há 5 ou 6 anos, não me lembro bem, pus o meu apartamento à venda, pesquisei, encontrei, negociei, tudo, só me restava que alguém o comprasse para eu poder comprar a casinha dos meus sonhos. As coisas não correram como eu desejava, e conformei-me, adquirindo novas formas de amar a minha casa. Novamente, há coisa de dois anos, voltei ao mesmo sentimento forte e voltei a pôr o apartamento à venda. A tal casinha dos meus sonhos já não estava à venda e encontrei outra. Novamente a espera saiu infrutífera. 
E hoje? Hoje mantenho o sonho. Mas aprendi a amar a minha casa. E percebo que, para onde quer que vá, é aqui que criei raízes, que já vivi o melhor e o pior da minha vida, de onde já saí e acabei por voltar. E amo-a. Por vezes desejo que não seja definitivo este amor, mas tenho, realmente, de ser muito grata pela casa que tenho. Muito arejada, muito luminosa, muito bem situada, com vista para o campo, de um lado e vista para a cidade de outro, e mesmo esta, com um jardim bonito e cuidado. Quando saio e regresso, sinto as mesmas emoções de há 21 anos atrás: a minha casa. A luz das diferentes estações, os cheiros dos dias, as pessoas que vão envelhecendo e outras crescendo, um pormenor aqui e ali que muda, mas o mesmo velho bairro onde me sinto em casa. Do lado com vista para o campo, é onde, afortunadamente, tenho a minha marquise, arejada no Verão e acolhedora no Inverno, de onde ouço o galo cantar a altas horas da madrugada, de onde ouço as ovelhas balirem, de onde vejo o vizinho a cultivar o seu terreno, transformando-o num jardim hortícola, com os seus sons próprios: o motor de rega, o tractor a fresar, os amigos que se juntam para a patuscada, um ou outro que pára para cumprimentar e trocar uns dedos de conversa. A minha casa. É aqui que vivo hoje. Com a graça de Deus.
E depois, convenhamos, qual é a casa que é abençoada com a visita de passarinhos que aqui ficam por horas? Ok, provavelmente muitas, mas deixem-se sonhar, está bem? ;)
E já agora, um feliz mês de Outubro a todos! :)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Bom dia!





Tem paciência. 
Todas as coisas são difíceis 
antes de se tornarem fáceis.

Saadi


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Como o rio que flui...



Vejo o sol cintilar na água.


Vejo ao longe um peixe a saltar.


Vejo na outra margem uma pessoa a pescar enquanto outros passeiam de bicicleta.


Vejo as nuvens brancas e cinzentas no céu, anunciando esperança de chuva.


Ouço os passarinhos que chegaram depois de mim.


Sente-se o ar e a paisagem secos à minha volta. Não está a ser fácil, este Verão.


Sinto o cheiro do sol a aquecer a minha pele.


Sinto o cheiro da rama dos pinheiros pequeninos perto da mesa onde me encontro.


Sempre imaginei como seria viver à beira da água...
Esta mistura de cheiros e de sons é completamente envolvente. Toma conta de mim. E faz-me sentir que a vida é isto. Que é perfeita.
Todos nós devíamos dedicar momentos da nossa vida a momentos como este, só nossos, para partilharmos se quisermos ou para deixarmos assim, só entre nós e Deus...


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Nem tudo são retrocessos...








Às vezes, 
precisas de dar dois passos atrás 
para ganhar balanço


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Desta vida real



Mais um marco na vida. Daqueles transformadores. Daqueles que não nos permitem ficar na mesma. Ou avançamos, ou recuamos. Ficar parados é morrer aos poucos. Bom, recuar, neste caso, será morrer... 
Momento de decisões. Principalmente as que partem do lado de dentro e se resolvem cá dentro.
Os meus dias, ou melhor, o meu interior, tem-se feito do que mostra a foto. Tapete, livros e luz.
Descobri o yoga há vários meses. Nada transcendente, no meu caso. Bem leve, online, ao meu ritmo, mas de uma descoberta bonita das maravilhas do corpo, das suas necessidades e dos seus limites. A professora é muito bem disposta e consciente do que fala. Nunca estou sozinha a movimentar o meu corpo. Nuns dias suo, noutros o ritmo é mais lento, nuns puxo por mim, noutros permito-me relaxar, mas quase sempre entregue à prática. Tem sido uma descoberta fantástica, esta, a qual já não passo sem.
Livros. De viagens interiores mas, principalmente a Bíblia e um pequeno devocional. Porque há momentos, ao longo do meu percurso, em que me pego afastada do essencial e da fonte da Vida e é a mesma vida que, por vezes de uma forma dura, me mostra que tenho de voltar ao Caminho. Muito, muito bom. Muito profundo. Restaurador voltar a ouvir, a falar, a ler, a ver Deus, o Pai em todos os momentos da minha vida. Que não estou só, eu já sei, mas sentir isso cravado na pele e no coração, é de todo vivificante.
Luz. A consequência mais natural. Porque quando nos predispomos a seguir a nossa voz interior, colocada ali pelo amor do Pai, por muito que a escuridão se faça sentir, a luz brilha por cima dela, tornando o caminho mais fácil de ser vislumbrado, ajudando a dar passos mais leves. O que é de todo importante para a leveza da vida. 
Sem dúvida, o mais importante não é o que nos acontece, é o que fazemos com o que nos acontece. É claro que a dor é inevitável, mas o sofrimento não. Que possamos sempre fazer as melhores escolhas na nossa vida, de modo a carregarmos um fardo o mais leve possível e a podermos iluminar o mundo com o nosso sorriso.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Confia!






Então, quando tu perdes o medo, aprendes, estás a ir muito bem e feliz, Deus diz: Ok. Agora, sem rodinhas!

:)



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Já com saudades das férias... :)









Fazer as coisas de todos os dias sem pressa, com mais pormenor, com mais intenção, com mais consciência. Fazer as coisas que não se tem tempo de fazer nos outros dias, que são mais corridos. Tirar um tempo para sair, ainda que pouco que seja, sabe sempre a evasão. Desta vez, caminhar pela praia, receber a brisa marítima, jogar beach ball e sonhar com dias de quietude. E também receber o inesperado quando ele acontece, ainda que esse inesperado seja o mais comum da vida: a morte.
Todos devíamos de ir a um funeral, de tempos a tempos. De preferência de alguém distante, que a dor de perder alguém próximo é demasiado pesada para ser escrita assim com leviandade, claro.
Digo isto porque é de todo importante lembrarmo-nos que não somos nada nesta vida e que um dia, mais cedo ou mais tarde, vamos todos para o outro lado. E já agora, também é importante lembrarmo-nos de agradecer cada dia que permanecemos do lado de cá e fazer dele o melhor possível.
Não tinha qualquer ligação com a falecida, mas sim com o filho, um homem que admiro muito, pela sua bondade e espontaneidade. 
E admirei a serenidade diante do facto consumado da separação física da sua mãe. E admirei a pregação do padre católico. E admiro profundamente todos aqueles que são bondosamente sinceros diante de Deus, independentemente da sua denominação religiosa. Cada vez mais rejeito, dentro do meu coração, que haja fronteiras a respeitar entre os que não professam a mesma doutrina. Nem sei se doutrina é a palavra adequada. Já que, para Jesus, A Doutrina, é simplesmente o amor. E o amor não tem credo, cor nem medida. É, simplesmente. E cabe a cada um zelar o melhor possível pela parte que lhe compete. 
Admirei a simplicidade daquele padre, ao que ouvi, novo na paróquia. Com uma manchinha de cabelo branco na frente da cabeça, identifiquei-me de imediato com ele, já que tenho a minha cabeleira quase toda alva ;) Essencialmente, na sua pregação, aquele padre focou-se na vida, exaltando a vida que pertenceu àquela que jazia no meio da igreja, e a vida que a esperava no céu, com Deus. As suas palavras fizeram para mim todo o sentido. Mas creio que muitos dos presentes que as ouviram, não as receberam no coração. Digo isto diante do comentário de uma familiar que nos acompanhava: "E pronto, acaba-se tudo aqui..." Imediatamente lhe interrompi as reticências: "Não acaba nada! Não ouviste o padre? A vida continua depois da morte. Jesus veio para nos dar a vida eterna. Numa outra dimensão, um outro tipo de vida, mas agora é que começa!" Bem disse o padre que era preciso fé para compreender estas palavras...
Todos devíamos de ir um funeral de vez em quando. Muito importante para nos manter no nosso lugar e para, diante da presença da morte, termos um verdadeiro encontro de vida com Deus, através das palavras do Seu servo e da Palavra que Ele nos deixa.
Jesus disse: "Que tem ouvidos para ouvir, ouça".