quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Primeiro dia






Estava fresco, choveu e fez uma ventania daquelas de levar o chapéu. Mas lá em baixo, na praia, estava abrigado. Fui só eu e a carraçita, que mais ninguém foi doido o suficiente para nos acompanhar. Mas não estávamos sós. Rodeados de gaivotas e de pescadores que tinham acabado de trazer o peixe do mar, peixeiras que vendiam o peixe ali mesmo, na areia, e outros veraneantes (a palavra até soa estranha com este Verão esquisito que temos tido) que por ali deambulavam, estávamos muito bem. Muito bem. A maresia entrava-nos pelas narinas dentro, as gaivotas faziam voos rasantes que nos faziam encolher, as peixeiras olhavam para nós a brincar na areia.
Serenidade. É o que esta praia me transmite. Uma praia verdadeira, longe do bulício das massas e da vida nocturna e riquíssima em iodo, como só as praias da nossa costa o são. É verdade que não são boas para tomar banho como no Algarve, mas para quem, como o pequenito, só gosta mesmo é de sentir a adrenalina de ver as ondas a rebentar e fugir delas e saltar por mim acima para não ser salpicado pelo rebentamento, é uma festa. Uma festa tão bem vivida, tão bem apreciada, tão intensa. É uma alegria ver a alegria dele.

domingo, 31 de julho de 2011

Pensamento do dia

Bom dia!
Achei esta frase plena de significado:

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!
Caio Fábio

Desejo a todos um óptimo Domingo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Viver asssim

Viver assim... como que a querer sempre chegar mais alto, mas com os pés bem agarrados na terra firme para não ser derrubada na primeira ventania.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mais um quadro

Depois deste, segue-se o da foto. Passado quase um ano, terminei o segundo de quatro quadros sobre praias descansadas, onde apetece estar a contemplar a força do mar e a serenidade do horizonte salgado, quadros com que gostaria de vestir as paredes do meu quarto. Seguindo o pensamento da querida Myrian e da minha prima, é realmente uma terapia dar continuidade a trabalhos de mãos. Quem tem o coração aberto para abraçar a natureza e as mãos ocupadas com um trabalho, poupa-se a algumas angústias que teimam em permanecer e investe num bom tempo para pensar em coisas boas que edificam.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Preciso disto





Preciso disto, mais do que nunca e cada vez mais. De ver a água a correr mansamente e os peixes a saltarem. De ver a relva verde a descansar sobre a terra e a ser aquecida pelos últimos raios de sol do dia. Viver por uns instantes presa neste mundo à parte e pensar que a vida é realmente boa. Cheirar o ar, a terra e a água. Ouvir os sons do dia que se despede lentamente. Renovar as forças e a esperança na natureza que nunca nos desilude. Querem encontrar-me? Procurem-me à beira da água ou encostada a uma árvore. Agora, que tenho um pouco mais de tempo para mim, preciso disto mais do que nunca e cada vez mais.

domingo, 24 de julho de 2011

O que estou a ler

Às vezes tenho a noção de que ainda me falta tanto para alcançar os mínimos... Às vezes tenho noção de que ando às voltas atrás do meu próprio rabo, perdida no meu mundo e esquecida do essencial. Acredito que estou no processo, não quero que esta dor saia até que eu não chegue lá, mas por vezes fico ansiosa por lá chegar!
Estou quase no fim desta leitura. Fascinam-me as pessoas que amam pessoas e se entregam a elas! Que vêem em cada ser um indivíduo inigualável, que merece sempre outra e outra e outra oportunidade para viver o milagre da vida, ao ser valorizado como ser humano e dignificado com amor.

sábado, 23 de julho de 2011

Mimos do dia de ontem





- Os momentos solitários mas revigorantes que levaram a estas imagens;
- Reler as vossas palavras tão calorosas;
- Chegar a casa depois de um dia de trabalho produtivo mas cansativo e ouvir a correr para mim: "Mamã!" E quando ouço mamã, é coisa boa na certa, porque já estamos muito crescidos para estas "mariquices", e dizer mamã é sinal de muito mimo e muito boa disposição. "Mamã, tenho uma surpresa para ti!" E faz-me baixar ao nível dele: "Chuac! Um beijinho." E salta por mim acima: "E um abraçinho. Gostaste, mamã?" Adorei, filho!
Sou tão abençoada...