quinta-feira, 18 de maio de 2017

Penalties e a maternidade






Nestes dias de sol chuva vento calor frio trovoada mini tornados, nesta amálgama de estados de tempo que ninguém entende, muitos são os sentimentos que tenho vivido. Mais ou menos como o tempo... 
O meu último post foi no dia da mãe e precisamente, um desses sentimentos fortes tem a ver com o facto de ser mãe e de estar a viver esta fase com uma nova intensidade.
Com 11 anos, o meu pequeno já não tão pequeno assim mas que para mim será sempre pequeno :), cresce por fora e por dentro. Continuamente. Sem interrupção. A um ritmo que poderia ser um pouco mais lento, para me facilitar a vida a mim e me dar algum tempo para respirar... Mas enfim, as coisas são como são e graças a Deus por isso :)
São tantas as perguntas dele, tantas as curiosidades, tantos os desafios, tantas as solicitações, que a minha maior oração é: "não o tires do mundo, mas livra-o do mal e dá-me a mim a sabedoria e a firmeza de o encaminhar na direcção certa".
Os treinos de futebol estão a ser uma grande lição de vida para ele, porque me permitem utilizar os seus exemplos de fracasso para lhe demonstrar aspectos do crescimento e do tornar-se Homem, que de outra forma se tornariam mais abstractos e creio não entrarem tão directamente no seu coração.
Penso que ele ainda não descobriu o seu lugar no meio do grupo. São todos "séniores", do alto da faixa etária limite até aos 11 anos! :), sendo ele o último a ter entrado. Sente-se inseguro ainda. E reflecte-se no campo o modo como ele ainda vive a vida. Com insegurança e sem determinação. Meu rico filho...
Diz ele que a bola é pesada e que não a consegue lançar com força aquando do momento dos penalties. De facto, os poucos lançamentos a que assisti foram dados sem vigor, sem confiança, sem garra. Antes, foram frouxos, numa atitude de quem vai atacar a bola só para marcar o ponto no calendário de tarefas a desempenhar e como quem já sabe de antemão que não vai conseguir.
Chega a casa, no parque das traseiras, e nos "treinos" com a sua bola que, por estar mal cheia, se torna ainda mais pesada que a do campo, consegue chutar alto, com firmeza, marcar golos e fazer truques lindos. No seu ambiente, sem pressão, sem julgamentos que ele próprio se inflige, consegue fazer aquilo que gostaria de fazer diante dos coleguinhas e dos misters.
Uma grande lição de vida que tiramos daí, com grandes conversas à mistura, com injecções de autoconfiança, de determinação, de persistência, de luta, de planeamento, de foco, de auto estima. Tantas lições que uma mãe pode dar num lançamento falhado da bola...

4 comentários:

  1. Um bom desabafo, vida de mãe é sempre igual, temos sim que viver intensamente os momentos que passam muito depressa.Apoio é fundamental, e sim a bola é pesada...e ele logo vai se sentir seguro no grupo.
    Já nem me lembro de tudo que passei com os meus cinco filhos...também criei um neto até os nove anos ....muita emoção.Essa semana em voltas com médicos para mim e para o neto, jogando vôlei rompeu os tendões do joelho...engessado, aguardando cirurgia, 15 anos fazendo exames para as forças armadas ...agora nem sei que vai acontecer, sofro com ele.

    "Desabafos" lindo dias bjssssssssss

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que chato, isso do seu neto. Mas tenho a certeza que vai correr tudo bem, afinal um homem é um homem :) Força, querida Lena, os médicos vão cuidar bem do seu menino, tenho a certeza! Beijinhos.

      Eliminar
  2. Ana, eles crescem mesmo muito ligeiro e gostaríamos de parar o tempo. Até de um jogo de futebol, lindas lições pra vida.Cabe aprendê-las! Lindo fds! bjs, chica

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Beijinhos e bom fim de semana também para si e para a sua família, cheio das mais lindas lições! :)

      Eliminar