quinta-feira, 31 de março de 2011
Depois dos queijinhos...
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Momentos
terça-feira, 29 de março de 2011
Feliz, feliz, feliz
Eu era tão pequenina, mas ainda me lembro da minha avó materna fazer queijo fresco.
Tinha o curral da cabra lá por baixo, ao lado da divisão onde tinha o forno de lenha e onde fazia os famosos bolos dos Santos como só ela sabia fazer, apesar de na altura eu não ser grande apreciadora. Mas para lamber a massa, isso sim, era uma verdadeira gourmet. Lembro-me dela a tirar o leite da cabra para uma leiteira de barro e fazer o queijo, lá em cima no pátio, na entrada da casa. Era coberto, por isso estávamos à vontade, fizesse sol ou chuva. Lembro-me dos cardos e da linda cor lilás que eles têm e de apetecer roçar as pontas macias pela cara. Mas ela não deixava, ciosa dos seus queijinhos. No fim de prontos, pendurava alguns lá em cima, numa tábua pendurada do tecto, inacessível ao meu apetite insaciavel. Lembro-me de olhar lá para cima e ansiar pelo momento em que eles descessem até ao meu ávido estômago, mas só de vez em quando a minha avó se compadecia. Mas quando calhava, oh delícia. Lembro-me dos cheiros, dos sabores, do meu espírito observador que devorava e registava tudo o que via e sentia. Até hoje.
E hoje tive o prazer de provar o meu primeiro queijo fresco! Aqui em cima, ainda dentro da forma.
Aqui em baixo, vá lá, não gozem, o dito. Talvez lhe tivesse faltado mais coalho ou mais tempo de iogurteira, está assim meio desengonçado, mas é o meu queijinho. E depois de todo o soro escorrido, o sabor está todo lá!
Para comer simples ou com uma pitada de pimenta, como o meu pai me ensinou.

Sei que dá para fazer queijo fresco ao natural, cá fora, mas decidi experimentar fazer na minha iogurteira, que trazia as formas para fazê-lo. Seis formas, seis queijinhos deliciosos. Acho que vamos ter uma overdose de cálcio cá em casa. Queijo e iogurtes não faltam nunca por aqui. Seja como for, foi um prazer enorme ir encomendar o coalho na farmácia, comprar leite fresco na prateleira do supermercado e efectuar todo o processo aqui em casa, revivendo momentos passados e criando outros, novos, meus. Diferentes, mas com a mesma emoção e sabor.
Tinha o curral da cabra lá por baixo, ao lado da divisão onde tinha o forno de lenha e onde fazia os famosos bolos dos Santos como só ela sabia fazer, apesar de na altura eu não ser grande apreciadora. Mas para lamber a massa, isso sim, era uma verdadeira gourmet. Lembro-me dela a tirar o leite da cabra para uma leiteira de barro e fazer o queijo, lá em cima no pátio, na entrada da casa. Era coberto, por isso estávamos à vontade, fizesse sol ou chuva. Lembro-me dos cardos e da linda cor lilás que eles têm e de apetecer roçar as pontas macias pela cara. Mas ela não deixava, ciosa dos seus queijinhos. No fim de prontos, pendurava alguns lá em cima, numa tábua pendurada do tecto, inacessível ao meu apetite insaciavel. Lembro-me de olhar lá para cima e ansiar pelo momento em que eles descessem até ao meu ávido estômago, mas só de vez em quando a minha avó se compadecia. Mas quando calhava, oh delícia. Lembro-me dos cheiros, dos sabores, do meu espírito observador que devorava e registava tudo o que via e sentia. Até hoje.
Aqui em baixo, vá lá, não gozem, o dito. Talvez lhe tivesse faltado mais coalho ou mais tempo de iogurteira, está assim meio desengonçado, mas é o meu queijinho. E depois de todo o soro escorrido, o sabor está todo lá!
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Queijo
domingo, 27 de março de 2011
Pensamento do dia
"Não tenhas medo de ser fraco,
Não tenhas orgulho de ser forte."
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Momentos
sexta-feira, 25 de março de 2011
As nossas tardes
outras vezes até gostaríamos de poder escolher as duas. Mas só uma é a escolha porque só conseguimos andar com as duas pernas num só caminho. Uma perna num caminho e a outra noutro torna o andar desajeitado e à medida que os caminhos se vão afastando um do outro torna-se humanamente impossível alargar as pernas por forma a continuarem a caminhar.
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família
quarta-feira, 23 de março de 2011
Mudanças
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Casa
terça-feira, 22 de março de 2011
Mais receitas
Ok Norminha e para quem quiser, aqui vão as receitas. É verdade que não tenho o hábito de publicar aqui as receitas das quais mostro os resultados. É que experimento tantas receitas novas todas as semanas como parte das minhas ementas, que se as publicasse todas aqui isto virava um blog de culinária num instante, eh eh!
Mas as bolachinhas de aveia ficaram mesmo boas, e o bolo é óptimo para aproveitamento de claras cujas gemas gastámos noutras receitas. Então aqui vai.
BOLACHAS DE FLOCOS DE AVEIA
Ingredientes:
125gr de flocos de aveia
1 colher café de fermento em pó
100 gr de açúcar
125 gr de farinha de trigo
125 gr de margarina
1 ovo
Unte um tabuleiro com margarina e polvilhe-o com farinha. Amasse a margarina com o açúcar; depois junte-lhe o ovo e amasse; depois junte a farinha, os flocos e o fermento e amasse tudo bem. Estenda com o rolo até à espessura de 3 ou 4 mm, polvilhando a mesa e o rolo com farinha sempre que necessário para não pegar. Coloque as bolachas no tabuleiro e leve a cozer em forno bastante quente, 15 a 20m. Depois retire e descole-as do tabuleiro. Guarde depois de frias.
FATIAS DE PRATA DOURADA
Ingredientes:
6 claras
250 gr de açúcar
100 gr de margarina
meia chávena de leite frio
sumo e raspa de uma laranja
250 gr de farinha de trigo
50 gr de miolo de amêndoa (facultativo)
margarina para untar a forma
Escalde as amêndoas, retire-lhes a pele, corte-as em filetes e seque-as. Unte muito bem a forma com margarina e polvilhe-a com farinha. Numa tigela, amasse 200 gr de açúcar com a margarina e o sumo e raspa de 1 laranja até ficar em creme; depois junte o leite e mexa muito bem; fica uma espécie de coalhada mas não faz mal, o que interessa é que mexa bem. Bata as claras em castelo e, quando estiverem quase levantadas, junte-lhes os restantes 50 gr de açúcar aos poucos e batendo continuamente. Quando estiverem bem firmes, misture na massa primeiro um pouco de farinha (cerca de 1/4 parte), mexa bem e, depois, a restante farinha e as claras, aos poucos e intercaladamente. Misture-lhe as amêndoas, deite o preparado na forma, alise e leve a cozer em forno que ao princípio pode estar bastante quente mas que, quando o bolo começar a querer alourar, reduz para médio. Leva 45 a 60 m a cozer e de início não convém abrir muitas vezes a porta do forno. Verifique se está cozido e, depois, retire-o. Deixe arrefecer um pouco, desenforme com cuidado e, depois de frio, pode cortar em fatias que são tostadas no grelhador ou em forno quente.
Mas as bolachinhas de aveia ficaram mesmo boas, e o bolo é óptimo para aproveitamento de claras cujas gemas gastámos noutras receitas. Então aqui vai.
BOLACHAS DE FLOCOS DE AVEIA
Ingredientes:
125gr de flocos de aveia
1 colher café de fermento em pó
100 gr de açúcar
125 gr de farinha de trigo
125 gr de margarina
1 ovo
Unte um tabuleiro com margarina e polvilhe-o com farinha. Amasse a margarina com o açúcar; depois junte-lhe o ovo e amasse; depois junte a farinha, os flocos e o fermento e amasse tudo bem. Estenda com o rolo até à espessura de 3 ou 4 mm, polvilhando a mesa e o rolo com farinha sempre que necessário para não pegar. Coloque as bolachas no tabuleiro e leve a cozer em forno bastante quente, 15 a 20m. Depois retire e descole-as do tabuleiro. Guarde depois de frias.
FATIAS DE PRATA DOURADA
Ingredientes:
6 claras
250 gr de açúcar
100 gr de margarina
meia chávena de leite frio
sumo e raspa de uma laranja
250 gr de farinha de trigo
50 gr de miolo de amêndoa (facultativo)
margarina para untar a forma
Escalde as amêndoas, retire-lhes a pele, corte-as em filetes e seque-as. Unte muito bem a forma com margarina e polvilhe-a com farinha. Numa tigela, amasse 200 gr de açúcar com a margarina e o sumo e raspa de 1 laranja até ficar em creme; depois junte o leite e mexa muito bem; fica uma espécie de coalhada mas não faz mal, o que interessa é que mexa bem. Bata as claras em castelo e, quando estiverem quase levantadas, junte-lhes os restantes 50 gr de açúcar aos poucos e batendo continuamente. Quando estiverem bem firmes, misture na massa primeiro um pouco de farinha (cerca de 1/4 parte), mexa bem e, depois, a restante farinha e as claras, aos poucos e intercaladamente. Misture-lhe as amêndoas, deite o preparado na forma, alise e leve a cozer em forno que ao princípio pode estar bastante quente mas que, quando o bolo começar a querer alourar, reduz para médio. Leva 45 a 60 m a cozer e de início não convém abrir muitas vezes a porta do forno. Verifique se está cozido e, depois, retire-o. Deixe arrefecer um pouco, desenforme com cuidado e, depois de frio, pode cortar em fatias que são tostadas no grelhador ou em forno quente.
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culinária
Receita de iogurte natural
Um amigo daqueles que se admiram por já terem entrado na idade em que a maioria já arrumou as botas, mas este parece que descobriu agora a vida! Fantástico. Trata a informática por tu, zela pela saúde como pela vida porque é ela que lhe dá vida e está cheio de projectos. Repito: fantástico.
Bom, a pedido do Sr. S., aqui vai a receita. Nada mais simples!
É só mexer muito bem o conteúdo de um iogurte natural comprado na loja, juntar um litro de leite pasteurizado, adicionar um ou duas colheres de sopa de leite em pó e misturar tudo muito bem. Depois é só encher os boiões e colocá-los destapados dentro da iogurteira durante 8 horas. Mas as instruções vêm geralmente com o aparelho.
Esta é a receita de iogurtes naturais, sem açúcar. Pode adicionar açúcar e fazer iogurtes de sabores, frutas, etc., tudo a gosto. Para mais receitas é só ir aqui e aqui, entre muitos outros sítios. Boas experiências!
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culinária
segunda-feira, 21 de março de 2011
Primavera
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Primavera
domingo, 20 de março de 2011
Agradecimento
Não se preocupem com os meus medos. Ainda que eles existam e eu não os consiga combater completamente, tudo está entregue a Deus e assim em confiança, tendo medo, não tenho.
Não vos agradeci na altura própria porque andei com a saúde em baixo durante toda a semana. Já estou quase boa e aos poucos, volto a ter novo interesse pelos meus cozinhados sem aversão aos aromas e às texturas. Aliás, novo interesse por tudo, uma vez que parece que se apagaram as luzes durante esses dias e de novo a luz volta a dar cor e brilho a tudo. Que bom é voltar.
Obrigada.
sábado, 19 de março de 2011
Dia do Pai
Neste dia do pai, a melhor homenagem que este filho faz ao seu, é tornar todos os dias do ano Dia do Pai. E fá-lo com esmero.
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família
segunda-feira, 14 de março de 2011
Mais compreensão
IJoão 4, 18,19.
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Deus
sexta-feira, 11 de março de 2011
Pensamento do dia
É velha, como ele é velho, mas é uma reflexão sempre actual:
A nossa maior glória não é nunca cair, mas levantarmo-nos de cada vez que caímos.
Confúcio
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Momentos
quarta-feira, 9 de março de 2011
Iogurteira
Iogurteira... Quem tem uma? Decerto bastantes pessoas, especialmente as que gostam muito deste alimento e apreciam aquilo que é feito em casa com dedicação e preocupação pela saúde. Mas uma destas...
Fui ao fundo do baú e desencantei esta, que o meu pai comprou há muitos, muitos anos, nem sei bem porquê. É que nunca ninguém lá em casa foi grande apreciador de iogurtes, daí a minha dúvida. O certo é que esta custou 60$00!! Um grande investimento na altura, para ficar lá em cima, escondida numa prateleira do meu quarto em casa da minha mãe, ainda dentro da embalagem.
Pois então, resolvi trazê-la para a luz e dar-lhe nova vida. Estava decidida a experimentar fazer iogurtes em casa. Não porque ache mais económico, porque não acho. Ao preço a que eles estão, de marca branca, não me parece que seja por aí. É que se fizermos as contas a um pacote de leite, a um copo de iogurte e ao leite em pó que é necessário ir adicionando em cada preparação, sem falar na electricidade gasta, não é mesmo por aí. Quanto a mim, a questão prende-se com a saúde, com os aditivos, a adição de açúcares e tudo o resto. Aí, sou eu que controlo. Sem falar no enorme prazer que é prepará-los em casa, claro.
É bem antiguinha, não é? Um mimo e uma relíquia. Reparem no pormenor da lâmpada ao centro. Lindo!
A verdade é que a experimentei ontem à noite e de manhã já tinha os meus primeiros iogurtes naturais, prontos a ir para o frigorífico. E quando cheguei a casa, toca a provar. Deliciosos! A carraçinha comeu logo dois seguidos com os primeiros morangos que comprámos este ano. Ia apanhando uma barrigada. Aprovados estes, seguem-se novas receitas de iogurtes com sabores, frutas e por aí fora. No Verão então, acho que a coitada vai estourar.
Junex, a sua iogurteira, pois então.
terça-feira, 8 de março de 2011
O nosso Carnaval
Do Grandioso Corso Carnavalesco (é que a minha carraçinha se farta de rir quando digo esta expressão com aquele ar de quem está a anunciar o maior espectáculo do mundo!), o que eu gosto mais é mesmo daquilo que me é tradicional e que não vai de modas, nem de sátiras, nem de actualidades. Do que eu gosto mais é dos Cabeçudos e Gigantones, que faziam os meus horrores em criança, ao mesmo tempo que me atraíam o seu colorido e a sua dimensão, dos Zés Pereiras com os seus bombos e gaitas de foles, e daqueles que se atrevem a mascarar-se com o que a imaginação lhes ditar. É disto que eu gosto. O resto, para mim, é paisagem, apesar de reconhecer o empenho daqueles que se esforçaram na decoração dos carros alegóricos neste dia tão cinzento.









E agora estou mesmo a ver o que se segue nos próximos dias, à semelhança dos anos anteriores: vai a minha carraçinha à frente a bater no seu tambor, e eu atrás, com os braços bambos, a rodopiar, a fazer de Gigantone. E assim deambulamos pela casa. Socorro!!
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Carnaval
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