segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Aqueduto dos Pegões - parte III























Finalmente chegámos à última parte desta aventura que nos levou a percorrer o nosso Aqueduto dos Pegões. Parte que foi dividida em duas. 
A primeira, num dia em que começou a chover quando nos pusemos ao caminho, teve de ser abortada porque as condições de visibilidade e o piso lamacento não eram os melhores para podermos continuar a descoberta. Mas este pequeno passeio valeu pelo verde intenso da erva, que fica mais intenso ainda com o contraste do céu cinzento e pelo barulho da água a correr num regato. Só por este último motivo já valeu a pena o passeio. Há taaanto tempo que não ouvia este som! E que bem que me soube!
O percurso do aqueduto nesta última parte em direcção à nascente está como os outros: completamente desprovido de qualquer sinalização. Em primeiro lugar, aquele não é um sítio de passagem para turistas, apenas para os locais e poucos. Em segundo lugar, nada ali remete para o Aqueduto. Valeu-nos a certeza dada por um casal idoso que encontrámos perto da sua horta e que nos elucidou que as nascentes eram para aquele lado, 1,5km mais à frente.
Confiámos e deixámos essa parte do percurso entregue a um dia mais soalheiro.
Nesse dia que chegou com ares de primavera, não fosse o vento forte, fizemo-nos ao caminho mas a paisagem lunar deixada pelos últimos incêndios deixava um amargo no estômago, difícil de digerir. Ainda assim fomos andando por cima ou ao lado das ruínas do velho Aqueduto, aqui já muito mais desprezado. Os pontos altos foram a comporta, onde descobrimos uma pedra pendente em forma de coração, assim esculpida pela água ao longo dos muitos anos que ali caiu e duas pequenas mães de água que, no campo das suposições, assinalam as nascentes de que nos falaram. Assim, supondo porque não há qualquer informação e assim, sem qualquer aparato. Mas, mais uma vez, o passeio valeu também pelo pequeno regato que levava água, o qual ladeámos até ao fim, como se estivéssemos sedentos daquela doce companhia. E estávamos! Sem explicações, só sentimentos: água é vida!
Apesar de esta ter sido a parte menos excitante, bonita e "monumental" do nosso percurso por todo o Aqueduto dos Pegões, foi uma experiência e tanto percorrer as pedras centenárias e imaginar todo o bem que este canal levou às populações vizinhas. Água é vida, repito!
E obrigada por me terem acompanhado neste passeio. Valeu!


6 comentários:

  1. Foi ótimo acompanhar contigo essa bela experiência e ver essas pedras centenárias em fotos lindas aqui! beijos, chica

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  2. Gostei das fotos, eu sabia que essa area tinha ardido, e preocupa-me essa "leiva" de agua com pouca intensidade. Falta agua em Portugal, é pena...é necessária. Como tu gostas de passear, sugiro um, é perto para ti, o caminho romano que liga Rabaçal a Coninbriga. Muito giro.
    bjo.

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    1. O problema da falta de água é, de facto, um GRANDE problema. Obrigada pela sugestão. Fá-lo-ei assim que me for oportuno. Que tudo corra bem por aí.

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  3. E como adorei passear contigo, bela pedra parecendo coração. Imagina como já ouve vida e muita por aí.
    Me fez lembrar a infância quando passava férias em um vilarejo com minha nona.
    A água está ficando escassa em todo mundo.bjs

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    1. Obrigada pela companhia, Lena. Ainda bem que gostou:) Beijinhos.

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