sábado, 18 de abril de 2015
Temos um carvalho
Temos um carvalho que está a crescer, num sítio estratégico para o qual já temos tantos planos. Não sei porquê mas, desde pequena que admiro a imponência dos carvalhos. E este resistiu a anos de abandono e desprezo para se mostrar agora a crescer na sua glória.
Hoje fomos abençoados com chuva. Tão necessária para regar as plantações. Lindo, quase podíamos ver as batateiras a rirem com tamanha alegria.
Quem disse que a vida no campo era monótona? Errou profundamente. A vida do campo é viver um dia de cada vez, sempre na espera do que ele reserva a cada nascer do sol. E nenhum é igual ao anterior. Viver do campo é depender das condições do tempo, que nem sempre são favoráveis. E este ano tem sido especialmente seco para a época, o que afecta todas as culturas e o seu crescimento. Relembrando que a água é um bem sem preço. Quem a tem, que faça bom uso dela. Porque quem não a tem, vive na ânsia de a possuir para poder viver e dar vida.
Nisto temos a certeza de que não mandamos em nada, muito menos no tempo. E hoje, rodeados de nuvens carregadas de água e electricidade, trabalhávamos com afinco e gratidão pela água que estava prestes a cair do céu. Os trovões que passaram ao largo não nos afectaram. Continuámos até a chuva quase nos ensopar. Para mim, ter trabalhado ao som dos trovões foi um embalo constante no meu louvor a Deus, certa da Sua grandeza e do Seu poder, da Sua magnanimidade e da Sua misericórdia, do Seu amor e da Sua direcção.
Não ambiciono mais que isto, mais do que esta vida quieta de aprender a trabalhar a terra e aprender a ser o mais auto-suficiente possível nas mais diversas áreas da vida. Viver é um aprender constante.
E chegar a casa cansada, mas com alegria para fazer um arranjo com as flores que o campo dá, é a recompensa mais que perfeita para um dia perfeito.
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Campo
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Por estes dias
Estes dias têm sido feitos de sol, calor, flores, borboletas e trabalho, muito trabalho.
A nossa estufa está quase terminada e nela já se encontram muitas sementes germinadas, aconchegadas no abrigo que construímos. Não está perfeita, talvez nem esteja bonita, mas tem o valor que lhe atribuímos e esse, é digno de um verdadeiro tesouro.
A terra está limpa, revestida de muitas plantas que darão o seu fruto no tempo certo, sem injecções, sem ajudas ao crescimento, apenas dependentes das condições do tempo e do nosso cuidado. É assim que queremos que seja porque é assim que vivemos. E o que produzimos, é o que comemos.
A tarde cai, tingindo o céu de laranjas e cinzentos misturados num tom de tempo incerto, mas lindo. Ficamos até não se ver mais. Ficamos até ser necessário vestir um casaco porque a noite já trouxe consigo o fresco, apesar dos dias serem quentes. Por vezes vemos a lua, por vezes não vemos. Mas as conversas na viagem de volta a casa são sempre feitas na segurança de quem está a viver o que gosta e o que sabe que é certo.
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Campo
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Passeio de Domingo
Na família grande à qual vim pertencer não faltam motivos para reuniões à mesa que se estendem pela tarde fora. Domingo de Pascoela, um dia soalheiro e de temperatura amena, foi mais um pretexto para um almoço e conversas no jardim cheio de flores, e também para passeios a pé pelas redondezas. Há tempos que estávamos para ir até ao rio, descendo o vale e apreciando a paisagem. Pois foi só lançar o desafio às duas crianças, que mais depressa nos pusemos ao caminho do que o tempo que levou a pronunciar as palavras "vamos?". Passear a pé é um refrigério. Foi um percurso longo, mas lento, pleno de descobertas, admirações, sonhos, deleites, brincadeiras e cansaço. Porque, se a descer a coisa vai bem, a subida já é mais penosa. Mas que bem eu aprecio estes momentos sem pressa, de coração aberto e mente desperta para entender os mistérios da vida. Mistérios que me têm espicaçado a minha cabeça em turbilhão, a minha alma inquieta e o meu coração ansioso por respostas, tendo ele saído da sua zona de conforto. Enfim, só me resta uma solução, que é continuar a entregar o meu caminho a Deus, confiando que Ele proverá. Muitas são as angústias e as questões ao longo do percurso, mas em cada estação há uma resposta, em cada paragem há uma direcção, em cada entroncamento um encontro. E no fim, que acabemos junto à água, fonte de vida, a atirar pedrinhas como crianças, contando os saltinhos que as tentamos fazer dar por sobre a superfície.
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passeios
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Grata, sempre
A cada dia sou grata pelas noites que se transformaram em manhãs.
Pelos amigos que se transformaram em família.
Pelos sonhos que se transformaram em realidade.
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Pensamentos
domingo, 5 de abril de 2015
Páscoa Feliz
Essencialmente, neste dia, fui grata pelo sacrifício que levou Jesus à cruz e pelo amor que o tirou de lá, elevando-o a uma outra dimensão que lhe permite estar connosco até ao fim dos tempos.
Desejo que todos tenham passado uma Páscoa feliz, tranquila, alegre e plena de reflexões.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Vale a pena viver isto!
É querer pensar no que vem depois, ficar a sonhar com essa coisa boa que se chama futuro, vida a dois. É não saber direito o que ele é, mas sentir tudo o que ele traz.
É pensar em desistir e desistir de ter pensado em desistir ao olhar para a cara da pessoa, ao sentir a paz que só aquela presença nos traz.
É nos melhores e nos piores momentos da nossa vida pensar «preciso de lhe contar isto». É não querer mais ninguém para dividir as contas e somar os sonhos. É querer proteger o outro de qualquer mal. É ter vontade de dormir abraços e acordar juntos. É sentir que vale a pena porque o amor não é só festa, ele também é enterro. Precisamos enterrar o nosso orgulho, a nossa prepotência, os ciúmes, o egoísmo, as nossas falhas e desajustes, o nosso descompasso. O amor não é sempre entendimento, mas a busca dele.
No fundo, e quando vale a pena, o amor é uma tentativa eterna.»
clarrisa corrêa
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Pensamentos
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Ando tão fraquinha...
Fraquinha na tentação mas fresquinha na barriga :). A onda de gelados continua cá por casa e ninguém se queixa. Mais uma receita bem simples, pecaminosamente simples!
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culinária
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