Mostrar mensagens com a etiqueta Tomar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tomar. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de julho de 2015

A cidade mais linda!

A minha, claro!
Tomar veste-se de cor e papel estes dias, para a Festa dos Tabuleiros. E muita gente a vem ver. Na minha calma e na melhor companhia do mundo, a minha cria, revisitamos a cidade com outro olhar. São estes momentos que ficam no coração para sempre, recheando-nos de alegria e emoção quando a memória apelar para eles. E saber disto, enche-me a vida enquanto caminhamos, partilhamos um cachorro quente, damos as mãos, conversamos e fazemos tudo o que de bom uma mãe e um filho têm direito num momento destes :).


















domingo, 28 de outubro de 2012

Santa Iria



Conta a história que na antiga Nabância (Tomar) nasceu Iria, uma bela jovem. Desde cedo, Iria descobriu a sua vocação religiosa e entrou para um mosteiro. A região era governada pelo príncipe Castinaldo, cujo filho Britaldo tinha por hábito compor trovas junto da igreja de S. Pedro. Um dia, Britaldo viu Iria e ficou perdidamente apaixonado por ela. Ficou doente de amor e, em estado febril e desesperado, reclamava a presença da jovem. Temendo o pior, os pais foram buscá-la. Iria pediu-lhe que a esquecesse, porque o seu coração e o seu amor eram de Deus. Britaldo concordou sob a condição de que ela não pertencesse a mais nenhum homem. Passados tempos, Britaldo ouviu rumores infundados de que Iria tinha atraiçoado a sua promessa e amava outro homem. Furioso, seguiu-a num dos seus habituais passeios ao rio Nabão, apunhalou-a e atirou o seu corpo à água. O corpo de Iria foi levado pelas águas até ao Zêzere e daí ao Tejo. Foi encontrado junto da cidade de Scalabis (Santarém), encerrado num belo sepulcro de mármore. O povo rendeu-se ao milagre e, a partir de então, a cidade passou a chamar-se de Santa Iria, mais tarde Santarém. Cerca de seis séculos depois, as águas do Tejo voltaram a abrir-se para revelar o túmulo à rainha D. Isabel, que mandou colocar o padrão que ainda hoje se encontra na Ribeira de Santarém. (Fonte)

Segundo a crença, foi ali, na esquina do convento, onde hoje se encontra a estátua da santa, que ela foi apunhalada e atirada ao rio.


 
 E hoje chega ao fim a feira que lembra todos os anos, na nossa cidade, este acontecimento. Novas subidas e descidas na montanha-russa dos pequenitos, a adorada lagarta, só para o ano.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"Aquela coisa grande com arcos"...


...chama-se aqueduto! Mais concretamente, Aqueduto dos Pegões...









...e tinha como objectivo conduzir a água para os senhores que moravam no Convento de Cristo. 
É bom passear pela história, vê-la, cheirá-la e tocá-la. Deixa-nos a lembrança de que parte de nós vai embora para sempre, mas outra parte fica também para sempre...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tomar




Vale sempre a pena passear a pé pela minha cidade e aproveitar estes dias lindos de sol para respirar a história que aqui se viveu.

sábado, 23 de julho de 2011

Mimos do dia de ontem





- Os momentos solitários mas revigorantes que levaram a estas imagens;
- Reler as vossas palavras tão calorosas;
- Chegar a casa depois de um dia de trabalho produtivo mas cansativo e ouvir a correr para mim: "Mamã!" E quando ouço mamã, é coisa boa na certa, porque já estamos muito crescidos para estas "mariquices", e dizer mamã é sinal de muito mimo e muito boa disposição. "Mamã, tenho uma surpresa para ti!" E faz-me baixar ao nível dele: "Chuac! Um beijinho." E salta por mim acima: "E um abraçinho. Gostaste, mamã?" Adorei, filho!
Sou tão abençoada...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A pé

Hoje amanheceu cheio de brilho mas, no início desta semana, passando eu a pé por sítios onde habitualmente passo de carro, fiquei comovida com a paisagem à minha volta.

Só a pé dá para sentir o cheiro húmido no ar e o vento frio que faz apertar mais o casaco contra o corpo, numa tentativa de o aquecer.

O fuminho sai pela boca na manhã fresca, mas sabe mesmo bem ter uma perspectiva calma e minuciosa dos sítios por onde se passa a correr a maior parte das vezes.


Nesse mesmo dia apanhámos raminhos de mimosas ainda orvalhados da chuva e fizemos as alegrias da casa com mimos amarelos e cheiro doce.

E agora o sol já reina, o cheiro no ar já é outro e a Primavera parece estar mesmo aí a chegar...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eu vi





Pois é, isto cá por Tomar andou turbulento, hoje. Foi assustador. Nunca tinha visto um tornado assim, mais parecido só nas notícias na televisão, e ver o reboliço que este pequeno fez, foi preocupante. O barulho era imenso, as folhas andavam no ar e entravam dentro de casa, os pombos andavam desgovernados ao sabor do vento que girava, ouvia-se pessoas a gritar, as sirenes dos bombeiros, ambulâncias e INEM eram assustadoras. O trânsito estava um caos. Acidentes causados talvez pelos nervos e pela distracção dos condutores, aconteciam. Estava tudo em polvorosa, é verdade. E como estávamos privados de energia eléctrica, não havia acesso a notícias, só pela rádio e na altura dos acontecimentos, ainda não havia notícias, só barulho. Só descansei quando fui buscar o pequenito e vi que estavam todos bem. As previsões meteorológicas não são animadoras, mas esperemos que outro não volte.

Correcção: por falta de meios de comunicação, só há pouco soube que as minhas sobrinhas estavam no sótão de um prédio na altura em que passou o tornado. Para além do pânico, uma perna atingida por estilhaços e alguns pontos em cima. Tadinhas. Mas está tudo bem.

domingo, 28 de novembro de 2010

Dia em cheio

Depois do trabalho, que foi só de manhã, ontem, fomos buscar as primas para almoçar.
A casa estava em pé de guerra, enquanto eu fazia o almoço. Nunca vi uma diferença de 7 anos de idade esbater-se tão bem como com estes três. Admiro-me com isso sempre que os vejo juntos a brincar. Como diria uma amiga, há mistério nos laços familiares...

Depois do almoço fomos à Mata. Sempre linda. Mesmo com frio e com poucas folhas. As brincadeiras a inventar são sempre muitas e as risadas sem fim. Adoro rir com eles. Rir a bom rir. E depois repetir as piadas já sem graça só para continuar a rir assim. E nós rimos, mesmo que ninguém ache piada, mas também não importa nada.

Vimos tapetes de vegetação, árvores com musgo, fontes secas, caminhos trilhados, famílias a passear, pessoas a correr, pedaços do castelo, um tractor a cair de velho mas tão bonito assim, vimos tanta coisa e fizemos tanta coisa nesta tarde.







Depois ainda fomos passear pela Corredoura, que já estava iluminada para o Natal e cheia de músicas pelo ar, misturadas com o cheiro das castanhas. E frio, muito frio, já com direito a sair fuminho pela boca e cada um a fazer figura mais triste que o outro, de boca aberta e lábios em bico a tentar fazer a fumaça maior.