quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais da mata dentro de casa

Como não podia deixar de ser, as aquisições na mata foram muitas. Trazemos sempre qualquer coisa no saquinho.

A ideia era também ter encontrado muitos bichos, mas só conseguimos ouvir os passarinhos. Tão bonito o canto deles e ficar atento aos diferentes tons. A carraçinha também estava com atenção. Espetava o dedito, ouvido à escuta, movimentos parados, só os olhos mexiam, como quem diz: "Escuta, escuta." E eu escutava. Mas era só um momento. É muito tempo para uma criança ficar parada...

Havia tanta humidade que pensávamos ir encontrar cogumelos, mas só lá mais para a frente, quando o Inverno pegar a sério. E ele não se esqueceu de que temos de trazer cogumelos para pôr no presépio. Sim filho, é o que se pensa logo quando se fala em presépio: cogumelos!

E íamos apanhando o que encontrávamos entre uma trinca no pão, um golito de leite e uma bolachita, que isto de andar na Mata abre o apetite.

Também havia troncos pequeninos partidos no chão, muito húmidos e cobertos de musgo. Mas ficaram lá. Para a próxima trazemos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A nossa mata

Eu e a minha carraçinha passeamos muito. Com 4 aninhos, ele é uma companhia e pêras! Ontem fomos à Mata Nacional dos Sete Montes, a nossa floresta à beira da cidade. Uma floresta cheia de potencial mas, infelizmente, mal aproveitada. Nós fazemos o que podemos e aproveitamo-la o quanto podemos. Entrámos e enveredámos pela ala da esquerda. Não sei porquê, é sempre por ali que começamos. O dia estava bonito e não estava frio, mas estava muito húmido ali na mata, até parecia Inverno.














Uma tarde bem passada.

domingo, 10 de outubro de 2010

A Feira vem à cidade

Já estão a montar a Feira de Santa Iria, a nossa feira anual, que vai começar já no próximo dia 15, Sexta-feira. Um acontecimento. Especialmente quando se é pequeno e/ou se tem crianças pequenas!

Apesar de estar a chover, tivemos de ir lá abaixo ver qualquer coisinha, só para matar a curiosidade da carraçita, que já não aguentava esperar mais.

Este aqui vai ser a Lagarta. Ele andou comigo ali no ano passado - a montanha russa dos pequenitos. Detestou. Aliás, apesar do meu canitas ADORAR a Feira de Santa Iria, não é lá muito fã dos carroceis. Anda, mas quase para nos fazer o favor. Acho que ele gosta mesmo é da animação, da cor, do passeio, do algodão doce, do cachorro quente, das barracas de brinquedos, da emoção do querer experimentar tudo mas não querer ao mesmo tempo... Enfim, é um menino que até nos sai económico, eh eh.

Mas este ano, que já é um homem, pois tá claro, vai andar na Lagarta sem problemas. Mas... pensa lá com os botões dele e acrescenta: "Eu depois vejo se quero andar ou não." Ok, filhinho, sem stress.

É tudo tão colorido já.

Ao menos isto da feira está a fazê-lo esquecer do Natal. "Mãe, quando é que chega o Natal?" Pergunta todos os dias. "Mãe, eu quero que chegue o Natal." "Mãe, mostra-me no calendário quando é o Natal." "Mãe, onde é que está a caixa da Árvore de Natal?" "Mãe, ainda falta muito para chegar a Dezembro?" Socorro! Eu pensava que gostava do Natal... até conhecer o meu filho!


E apesar dos pinguinhos que caíam, ainda tivemos tempo de ir apanhar agúdias. Há-as às dezenas nas paredes e nos muros e nos vidros e por todo o lado! Hoje fez uma bela colecção, mas ele é lindo, porque acaba sempre por libertar todos os animais que apanha.


E o musgo nas árvores e o tempo cinzento fazem-me já antever o que nos espera em Dezembro: mais uma ida à Mata buscar musgo para o pequeno presépio. Um pequeno presépio onde deveriam figurar a vaquinha, o burrinho, a Maria, o José e o menino Jesus deitado em palhinhas. Quanto muito, um sininho por cima, para anunciar o nascimento do menino. Mas este presépio tem direito a cogumelos, bolotas e tudo o mais que ele conseguir trazer. Ainda bem que eu não o deixei trazer a salamandra que encontrámos lá no ano passado! Mas é tão bom... Recorda-me quando, eu própria, ia com a minha mãe arrancar o musgo nos muros húmidos da aldeia. Lembro-me tão bem do cheiro, da cor, da humidade, do frio e do alento que era estar a viver uma quadra única. E na Mata, eu e a carraçita repetimos o ritual. O cheiro é idêntico, bem como a cor, a humidade e o frio. Sabe mesmo bem.

sábado, 9 de outubro de 2010

Chuva e amarelo

Ontem foi assim, no meu trabalho. Até doeu. Cheguei a casa em mau estado. Poucos foram os bocados em que não choveu e o guarda-chuva de pouco me valeu em algumas situações, tal era o vento. Papeis molhados, pés molhados, tudo pingava.
Talvez seja por isso que, quem me ouve, me chame maluca. É que eu gosto de chuva! Repito: gosto de chuva. E frio, e vento, e trovoada, e casacos e só tenho pena que cá não neve. Gosto do Inverno, do tempo do aconchego à lareira a ver o lume crepitar. Não fico deprimida, talvez apenas um pouco nostálgica ou melancólica, mas deprimida, nunca! A chuva é revigorante. E ainda que limite os nossos passos no exterior, dentro de portas há milhentas coisas que se podem fazer e inventar.

Mais uma das minhas casinhas...

Das poucas vezes em que as nuvens carregadas não cobriram o Castelo de Ourém, ontem.


E foi assim até ao fim do dia. Cinzento e verde.

Mas hoje... amarelo! Enchemos a casa de amarelo! O sol brilhou e fomos novamente comprar flores. Foram estas que me luziram o olho.

A carraçinha quis também flores no quarto dele. Ia pôr este pequenino arranjo no meu, confesso, mas ele reservou para si este direito e eu não lhe resisti.



Desejo a todos um fim-de-semana luminoso.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Hoje

O meu dia, tal e qual ele foi. Por fora, a trabalhar; por dentro, assim: