domingo, 8 de maio de 2016

Domingo de gratidão


Domingo. Dia de abrandar. Dia de reconhecer as bênçãos da semana que passou. Dia de agradecer. Independentemente das circunstâncias da vida, há sempre algo pelo que ser grato.




  • Começar o Dia da Mãe a adorar a Deus.

  • Passar um tempo calmo com a cria na varanda, depois das prendas oferecidas, ele a jogar no telemóvel, eu a fazer crochet e ambos a conversar um com o outro - pura delícia.
  • Apanhar as poucas flores que temos na nossa simples varanda para fazer um bouquet e oferecer à avó, que ficou sensibilizada com a acção.
  • Levar a avó a passear pelas aldeias da infância dela, recordando peripécias do passado, e pelo caminho ainda conversar com uma antiga simpática colega de trabalho numa esplanada arejada e verdejante - uma surpresa deliciosa.




  • Fazer o embrulho da prenda que tinha feito para a colega aniversariante. Adorei que ela tivesse gostado!




  • Terminar o trabalho de crochet que tinha em mãos, transformando a aprendizagem de um ponto novo para mim, num saco a tiracolo. E começar outro trabalho com o último ponto novo que tenho para aprender. Os restantes trabalhos, diz o livro, resultam da conjugação de todos estes pontos aprendidos.




  • Passar um bom tempo, sozinha, na casa velha da mãe, onde se pode ver de tudo: osgas a subir pelas paredes, ratos a espreitar por entre caixotes, aranhões para todos os gostos e... passarinhos - qualquer canto serve para fazer um ninho. Este encontra-se na casa de banho. Tive de ter muita paciência e alguma destreza a pressionar o obturador para captar as imagens que queria, e mesmo assim, diante da pressão dos momentos e porque não queria interromper o processo da mãe a alimentar as suas crias, muitas saíram assim, tremidas. Mas ficam-me na memória os quatro biquinhos abertos e as cabecinhas esticadas para fora do ninho à espera que caísse alguma coisa no papo - doçura pura!




  • Mais uma aniversariante, mais uma prenda feita. Esta também muito simples, consistindo apenas em pintar parte do cabo das peças de madeira em três cores diferentes, bem como o suporte que as arruma. Adorei!


  • Render-me ao fascínio da flor de sabugueiro, com a sua cor, forma, textura e aroma, na preparação de um xarope para degustar nos dias quentes de Verão.



  • Agradecer as rosas que me foram trazidas do nosso terreno, oferecidas num momento menos bom e que animaram o meu coração.
  • Fazer uma sopa de alho francês dos deuses. Muito, muito simples. 1 kg de batatas, 2 alhos franceses médios, água, sal e o creme fez a delícia das gentes cá de casa. E o pequenito ainda matou saudades dos tempos de bebé, quando as sopinhas eram todas passadas, tendo aproveitado a oportunidade para sugerir que eu podia passar a fazer todas as sopas assim! Pois, dá trabalho mastigar, eu sei...
  • Gozar estes dias de chuva, enquanto ela ainda não me chateia. Pura delícia. O ar fresco e húmido regeneram o corpo e alimentam a alma. Adoro.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Água de Maio, pão para todo o ano



















Hoje chove. Ouro para a terra e para as sementeiras. Dia para agradecer.
E já estamos quase no meio do ano. Como o tempo passa... Mas a verdade é que, graças a este meu sentir mais calmo neste ano, apesar de rápido, como sempre, também sinto cada dia como o dia a ser vivido e isso tem o efeito psicológico de prolongar mais o tempo dentro de mim.
Maio. Que seja um mês calmo, pacífico, chuvoso e soalheiro q.b., que nos permita dias de paz e sorrisos, seja qual for a forma que isso venha à vida de cada um. 
Por cá, aproveitamos para vender o estrume que temos tirado do curral, que ele é muito só para nós e assim tentamos rentabilizar o trabalho.
Aproveito para olhar o céu e admirar as diferentes tonalidades que se apresentam a cada dia, conforme os seus humores. E que lindas são elas todas! A contrastar com a cor das flores dos frutos que hão-de vir, sonha-se já com as marmeladas caseiras do fim do Verão.
Continuo também a esperar e a sonhar com o licor de sabugueiro que planeio fazer, provavelmente ainda este mês, que as flores estão a amadurecer. Suspiro, que é isto que faz o meu coração dilatar-se de prazer.
Aproveito para admirar a natureza no seu processo de multiplicação das espécies. Ver esta mãe gata escondida com as suas crias irrequietas à procura de alimento foi uma imagem enternecedora. É verdade que estamos fartos de tantos gatos por aqui, que estão a ser uma verdadeira praga, mas não há como impedir a natureza de seguir o seu curso e acaba por ser bom saber que não controlamos tudo.
Aproveito para apreciar as abelhas que zumbem ferozmente à volta das glícinias, e nós a usufruir da beleza, do cheiro e da sombra. E ver os prados calmos, que ondulam suavemente ao sabor do vento, produz uma calma indescritível enquanto os pulmões se enchem de ar fresco.
Aproveito para ansiar pela tosquia das ovelhas velhinhas que temos cuidado. Talvez este ano consiga conversar mais com o senhor, talvez ele me dê mais informação que no ano passado, talvez também ele tenha contactado com mais alguém curioso sobre a lã, como eu. Adorei a experiência do ano passado, talvez este lhe adicione mais lições.
De toda esta minha vivência no campo, o que tenho aprendido é que a aprendizagem tem sido um processo muuuuito lento, para mim. Trabalhar a natureza é um processo cíclico, hoje é uma coisa, amanhã é outra, e só para o ano o processo se volta a repetir e se não aprendemos este ano, teremos de esperar pelo próximo... Isso é bom e é mau. É bom, porque nos ensina a paciência. É mau porque, para quem é ansioso como eu, esperar implica também lidar com a frustração de não se ter alcançado o objectivo desejado. Mas importa abraçar as lições da vida e respeitar o seu ritmo próprio. E depois, temos todo o tempo do mundo. Que é como quem diz, enquanto há vida há esperança, e se não houver vida, não é preciso aprender mais neste lado de cá!
Um dia de cada vez e graças a Deus por cada um. E que Maio nos traga motivos para sorrir e agradecer.


terça-feira, 3 de maio de 2016

O Dia da Mãe é todos os dias :)






...um filho, afinal, é quem dá à luz a mãe. Pois cada menino nascido faz nascer uma mãe de uma respectiva mulher.
(Mia Couto)



domingo, 1 de maio de 2016

Domingo de gratidão


Domingo. Dia de abrandar. Dia de reconhecer as bênçãos da semana que passou. Dia de agradecer. Independentemente das circunstâncias da vida, há sempre algo pelo que ser grato.




  • Faz hoje uma semana que, mais uma vez, passeámos juntos para um lugar bem bonito e conhecido da infância de alguns. Sabe sempre bem passear, mas mais ainda quando é para tirar novamente alguém do "buraco" a que costuma estar confinado. Nada como ver luz, gente, respirar novos ares, abrir horizontes e viver a existência, mesmo quando esta se apresenta com um futuro curto e dorido. Sair faz prolongar a vida e aliviar as dores. E a mim ainda me deu toda a energia para regressar ao trabalho depois das férias.




  • Cozinhar croquetes para a família e fazer um suprimento na arca para aquelas refeições que pedem mais urgência. A vaca e o porco não são nossos, mas pelos menos sabemos o que contêm estes croquetes, carne mesmo, e outros ingredientes por mim adicionados com muito amor. Só podiam ter saído bem saborosos!




  • Apesar do tempo instável que temos tido e de a horta estar a sofrer com isso, é sempre bom voltar à terra e gastar energias a sachar batatas e grão. E no meio disso, ainda ir encontrar um ninho bem aconchegadinho numa corda grossa na arrecadação. Natureza maravilhosa.




  • Recomeçar um trabalho de crochet inacabado por falta de motivação. A cor não me satisfazia e por isso desanimei. Foi só recomeçar com cor, restos de lã esquecidos e a coisa animou num instante. Em 4 dias, aos poucos, tenho o trabalho quase pronto! Com muita satisfação.




  • O momento em que me sento antes de abrir as páginas da minha Country Living é quase um momento solene. Detenho-me por instantes a apreciar a capa e o odor que se desprende das páginas ainda fechadas da revista. E depois, é todo um mundo novo para descobrir no mês de Maio. Adoro.




  • Fazer uma prenda muito simples para uma colega aniversariante no trabalho. Muito simples, mas cheia de boas energias!




  • Fazer uma tarte especial para saborear no Dia da Mãe. Bom, era suposto ter uma textura aveludada se tivesse seguido escrupulosamente as instruções da receita, mas também é verdade que o forno não ajudou muito e saiu uma textura de pudim normal. Mas ninguém se queixou!
  • Ter um dia sem trabalho para desfrutar à minha maneira. Inesperado a meio da semana, mas sempre bem-vindo!
  • Visita a familiares para mim quase desconhecidos e descobrir um novo mundo e somar perspectivas à vida. Todos nós temos de passar por certas coisas na vida, umas mais dolorosas que outras e convém não nos enchermos de orgulho fútil, antes convém-nos a humildade e aprendermos com a força daqueles que enfrentam a vida cara a cara, sem acharem que não vale a pena. Porque tudo vale a pena.
  • Tempo para estar em casa num dia de manhã, sem compromissos nem nada de especial para fazer, apenas estar e usufruir dos momentos. Do melhor!
  • Ir ao café, num impulso, com a mana e o pequeno, ao fim da tarde, antes do sol se esconder, com um casaco apetecido a aconchegar o momento para desfrutar.
  • Momento único, na varanda, à noite, com a criança a dormir e eu no meu crochet. Não há dúvida que há certos momentos que nos recuperam toda a sanidade mental e ainda enchem o depósito para algumas reservas futuras. Abastecer-me de serenidade num trabalho ritmado de mãos, faz-me chegar ao fim do dia com o sentimento de missão cumprida...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Em dia de poucas palavras...









O silêncio não é a ausência de fala, é o dizer tudo sem nenhuma palavra.



Mia Couto

🍀

domingo, 24 de abril de 2016

Domingo de gratidão



Domingo. Dia de abrandar. Dia de reconhecer as bênçãos da semana que passou. Dia de agradecer. Independentemente das circunstâncias da vida, há sempre algo pelo que ser grato.



  • Planear os presentes que vou fazer e oferecer para uns amigos com quem conto estar daqui a umas semanas. É sempre um prazer planear estas coisas e empenhar-me no tempo investido em executar coisas giras e, de preferência, úteis.


  • Terminar um trabalho é sempre muito agradável. Finalmente cheguei ao fim do meu conjunto de tulipas, que comecei há uns tempos, e só falta passá-las a ferro para as pendurar na parede. Yupi!


  • E como não dá para ficar com as mãos paradas, começar outro trabalho foi o passo seguinte. Desta vez, para oferecer a uma amiga com quem vou estar, para um momento especial.


  • Ficar extasiada diante dos raios de sol a conquistar a casa depois de um aguaceiro bem forte acompanhado de alguns trovões. Momento de paz e agradecimento...

  • Ir ao mercado semanal. É sempre uma explosão de sentidos, não há dúvida. A cor, a variedade, a simpatia, os pregões, tudo junto faz de uma ida ao mercado um momento único.

  • Visitar a mãe e a tia. Uma tarde bem passada em família, com um bom lanche e uma boa conversa, e perceber como o envelhecimento de cada um de nós é uma óbvia e incontornável passagem do tempo, que não pára, e que traz com ele a continuação de cada vida.
  • Tomar o pequeno-almoço na varanda continua a ser sempre a minha melhor forma de começar o dia!
  • Ver o pequeno a distrair-se e a brincar com qualquer coisa em vez de se despachar para ir para a escola. Depois é um corre corre para não chegar atrasado porque perdeu o tempo na brincadeira, mas deixa-me feliz como também ele é feliz com pouco.
  • Tomar um café com uma amiga é sempre motivo de bênção para mim, momento que valorizo sem medida.
  • Passar tempo na minha varanda. Como eu gosto! A bordar, a petiscar, a ler, a jardinar, a pensar na vida, a não fazer nada... Ainda de férias, tenho feito do tempo o meu aliado e tentado aproveitá-lo da melhor maneira.
  • Ir dar com o pequeno a tomar o pequeno-almoço na varanda, tal como a mãe. Aha, também ele percebeu como aquele cantinho é bom e que a primeira refeição do dia pode mesmo ser um momento especial para enfrentar o trabalho árduo de crescer com a escola.
  • Conversar com vista a um maior entendimento é também algo mágico. É sempre bom fazer as pazes e crescer junto, de mãos dadas.
  • Conversar com o pequenito e perceber que, apesar de tão brincalhão como só ele é, não é assim tão pequenito no pensar, que de vez em quando demonstra que pensa nas coisas e que acerta no dizer.
  • Ver o dia a começar com o sol a brilhar, finalmente, ao fim de tantos dias sempre cinzentos, quando não a chover.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Boa tarde!






Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas.
Johann Goethe