Claro que a ideia já é velha, a de pegar em calças de ganga velhas e transformá-las em algo mais útil do que uma ida para o lixo. Aqui a inovação está na minha tentativa de ir deixando, aos poucos, o "V. Exa." e "Sua Eminência" de lado com a máquina de costura e tentar algo mais íntimo. Certo, até chegar ao ponto de a vir a tratar por tu ainda há uma longa distância a percorrer, mas como eu até posso ser lenta, mas não sou moçoila de desistir, sei que chegarei lá. Então, costura daqui e dali, tudo muito básico, foi só cortar a parte de cima das calças e uni-las. Com uma alça de uma necessaire já estragada e sem uso e com as argolas de porta-chaves esquecidos, preguei a alça para poder transportar a nova mala dos meus trabalhos aqui pela casa. Sim, que eu não me atrevo a levá-la à rua. Que eu sou lenta, persistente, mas ajuizada também, eh eh.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Tornando a vida mais bela
Claro que a ideia já é velha, a de pegar em calças de ganga velhas e transformá-las em algo mais útil do que uma ida para o lixo. Aqui a inovação está na minha tentativa de ir deixando, aos poucos, o "V. Exa." e "Sua Eminência" de lado com a máquina de costura e tentar algo mais íntimo. Certo, até chegar ao ponto de a vir a tratar por tu ainda há uma longa distância a percorrer, mas como eu até posso ser lenta, mas não sou moçoila de desistir, sei que chegarei lá. Então, costura daqui e dali, tudo muito básico, foi só cortar a parte de cima das calças e uni-las. Com uma alça de uma necessaire já estragada e sem uso e com as argolas de porta-chaves esquecidos, preguei a alça para poder transportar a nova mala dos meus trabalhos aqui pela casa. Sim, que eu não me atrevo a levá-la à rua. Que eu sou lenta, persistente, mas ajuizada também, eh eh.
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Casa
domingo, 10 de novembro de 2013
Sol
Luz e força. Crescimento e ensino.
Tudo ficará bem no fim. Se não ficar, não é o fim.
Tudo, tudo tem um propósito. Descobrir qual é e aceitá-lo é um dos passos para ser feliz.
Por isso, entre o caminho certo e o caminho errado, o melhor é escolher aquele que nos faz feliz. E penso que isto diz tudo.
E é nesta fase da vida que me encontro. Entre o escutar e o atender, entre o acalmar e o ansiar, entre o ir e o ficar.
Acima de tudo, procuro um lugar dentro de mim mesma onde me encontro junto às origens.
Anseio por chegar lá. A um ritmo de vida onde o tempo se demora, o espaço se espraia e a vida acontece duramente doce. Onde o alcatrão é substituído por caminhos de flores, onde os apartamentos dão lugar a ninhos, onde os motores dão a vez ao canto dos animais e onde um bom dia é dado com um sorriso e olhos nos olhos. Isto é possível... Porque se não fosse, eu não respiraria.
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Flores
domingo, 3 de novembro de 2013
É uma casa portuguesa...
... com toda a certeza.Nada como aproveitar um Domingo de sol de outono e ir passear a família e com a família.
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passeios
domingo, 27 de outubro de 2013
Deus escreve direito...
... por linhas tortas. Não é o que dizem? Pois eu também começo a achar que sim.
Por tantos testemunhos que tenho ouvido, lido e visto e também pelo meu próprio, creio que grande parte dos sonhos que nascem dentro de nós são postos em prática de uma maneira ou de outra, só que de uma forma que não estávamos à espera. O que nos desconstrói, nos surpreende, nos decepciona ou então nos mostra uma perspectiva apenas diferente.
Dois sonhos estão há muito dentro de mim: pessoas e campo. Não forçosamente interligados mas também não de todo desligados entre si. Seja como for, a verdade é que dentro da minha cabeça tudo está bem delineado em relação a estes dois temas. E, se for a ver bem, eles já estão a ser postos em prática. Não da maneira que imaginei, não da forma que sonhei, não como eu queria realmente, mas estão a ser exercidos.
Pessoas. Área difícil, sem dúvida, mas ainda assim sempre quis abraçar a causa de ajudar quem precisa. E ainda que durante um tempo da minha vida isso tenha sido posto em prática de maneira intensiva e da maneira que eu queria, foi um tempo que ficou para trás, mas que não saiu do meu coração. Servir os outros não tem de ser forçosamente de maneira vistosa, pode bem revestir-se de uma forma discreta e isso eu já tenho feito, se for a ver bem. Seja como a chata que bate às portas a fazer inquéritos e que no processo aluga os ouvidos a quem precisa de falar; seja como auxiliar de acupunctura, distribuindo sorrisos e esperança a quem tem a saúde debilitada; seja a lavar rabinhos de velhinhos, como já falei aqui no penúltimo post e como costumo dizer carinhosamente. Estas também são formas de servir. Serviço remunerado, é certo, mas ainda assim serviço feito com o coração para aquelas pessoas em necessidade.
Campo. Até perco o fôlego só de pensar nisso. Dentro de mim, continua tudo bem delineado. Mas ainda que de uma forma torta, já lá estou. Afinal, muitos dos inquéritos são realizados em meio rural e a casa dos velhinhos é no campo. E enquanto estendo a roupa ao ar, ouço passarinhos cujo chilrear me é desconhecido e delicio-me com esse som, ambicionando ser conhecedora de cada canto; e lá vem uma senhora com três ovinhos que as galinhas puseram; e os pintainhos nascidos há dias fazem a delícia de todos; e o pastor alemão bebé corre atabalhoadamente pela relva com uma sapatilha na boca; e o padeiro passa na carrinha branca a deixar o pão nos sacos pendurados nos portões; e o ar é mais puro...
Pessoas e campo. Quem não acredita que os sonhos se cumprem? Fiquem atentos, porque eles podem bem já estar a ser cumpridos, só que de maneira discreta. E é dessa maneira que se manifestam os maiores ensinamentos. Por isso é que, aos nossos olhos, as linhas podem ser tortas, mas Deus está a escrever direito!
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Momentos
sábado, 19 de outubro de 2013
As surpresas da vida
As surpresas da vida trazem consigo capacidades escondidas, dons devolvidos, forças por se revelarem.
As surpresas da vida confundem-nos, toldam-nos a visão, são como um soco bem forte no estômago, que nos faz dobrar sobre nós mesmos, gemer de dor, sufocar e cair.
As surpresas da vida abrem-nos os olhos para aquilo que durante muito tempo não quisemos ver: que nem todos os sonhos se tornam realidade, mas que existe em nós a capacidade para os concretizar, ainda assim.
Graças a Deus em tudo.
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Momentos
sábado, 12 de outubro de 2013
Vida... a minha
Até aos 24 anos fiz um percurso de vida mais ou menos linear. Salvo algumas excepções, fiz aquilo que se esperava de mim. O meu trajecto escolar foi razoavelmente constante, fui uma filha que não deu grandes sobressaltos, tive os sonhos comuns a tantos jovens, tive amizades bonitas, fiz a universidade toda e até fiz um estágio profissional na minha área de estudo. Fim da história.
Fim da história em linha recta. Aqui começam as curvas. Curvas e contracurvas, lombas, estradas a direito, mais curvas, buracos, tempestades, oh estrada mais doida. Mas o curioso é que fui eu que escolhi o caminho. Tenho consciência disso. E mais curioso ainda é que não me arrependo. Virei as costas ao curso, virei as costas ao emprego bem remunerado e de carreira ascendente, virei as costas ao status, ao dinheiro, à aparência, ao ter... para abraçar o mundo em nome do meu crescimento interior. Gostaria de afirmar que isso fez de mim um ser humano incrível. Isso é que era bom, sempre tinha valido a pena a escolha. Mas sou uma comum mortal, perfeitamente anónima, praticamente indetectável no meio da multidão. Contudo, contrariamente à esmagadora maioria das pessoas que me conhece, tenho todo o orgulho nas minhas escolhas, ao ponto de dizer que, estando onde estou, e falo da fase da vida, prefiro lavar o rabinho a velhinhos do que estar atrás da secretária de um qualquer gabinete de um presidente qualquer. Porque, para mim, lavar o rabinho a velhinhos pode fazer-me chorar, mas faz-me sem dúvida mais humilde e mais humana do que estar na tal secretária. E isso para mim é muito mais importante do que qualquer status, ambição de carreira, conta bancária, etc. Estando onde estou, sinto-me muito mais forte e determinada, cada vez menos aberta à mediocridade e à vulgaridade. E o engraçado é que, sentindo-me assim mais forte, a verdade é que nunca me senti tão fraca. O que me leva a crer, na pele, que a minha fraqueza se aperfeiçoa na força de Deus e é daí que me vem o ânimo e o fôlego para prosseguir.
Sim, hoje deu-me para o devaneio, para escrever palavras ao sabor do cansaço, da visão turvada da falta de descanso e do entorpecimento das situações. Sinto-me esmagada e nada cor de rosa, mas que ninguém se assuste, que isto não é nada que não passe com umas boas noites de sono. Só me apeteceu escrever e deixar escrito que nem todas as nossas escolhas recolherão o louvor dos que nos rodeiam. Mas se formos nós próprios e se agirmos de acordo com a nossa consciência, recolheremos o amparo de Deus e esse testemunho interior é o que nos fará prosseguir caminho. E ainda que, contrariamente a tudo o que desejo agora, possa vir a terminar atrás da tal secretária do tal presidente, chegarei lá muito mais humana do que se tivesse percorrido a estrada direitinha que todos (ou quase) querem percorrer. O preço é elevado, mas o produto final é de excelência. Creio nisto.
(E que me perdoe se por aqui passar alguém que esteja no papel da "secretária do presidente". Escrevo isto em sentido figurado e de mim para mim.)
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Momentos
sábado, 5 de outubro de 2013
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