sábado, 28 de setembro de 2013

Outono

Sem muitas palavras. Apenas que é maravilhoso sentir os cheiros, os sons e as cores do Outono. Os tons terra, o cheiro de terra molhada, os pingos das últimas chuvas e o canto dos pássaros e das folhas que caem. Tudo é envolvente.
 




















 
A minha oferta para vocês, com os votos de um bom fim de semana!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Cumplicidades

Sem dúvida, entre mãe e filho vive-se um sem número de experiências que marcam para sempre a vida de ambos, pelo facto de estarem carregadas de uma força emotiva tão grande que é capaz de derrubar as barreiras da insegurança e do medo.
Diz-se que se estabelece um elo muito forte entre mãe e filho durante a amamentação. Mas, e que dizer do privilégio de ir levar o filho à escola? Para mim, que vivo agora essa experiência, poucos momentos há em que se transmita tanto mutuamente, como o de ir levar o filho à escola. As conversinhas pelo caminho, o abracinho antes de entrar pelo portão, o beijinho, o "tchau, mãe", o "porta-te bem, filho", o ir a caminhar e lá à frente voltar a cabeça para trás para acenar com um sorriso bonito, não tem preço. Nada se compara a isto, a esta comunicação de peso eterno que transmite cumplicidade num elo inabalável de amor. Ainda que muita coisa possa estar errada à nossa volta, nestes momentos tudo se acerta e o coração fica cheio, e cheio da certeza de que tudo vale a pena quando é por amor.

sábado, 14 de setembro de 2013

Bom fim de semana

 
A todos, um fim de semana cheio de descanso, boas leituras ou boas escritas e alimentação saudável. Tudo de bom para o corpo e para a alma.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Tornando a vida mais bela

 


Enquanto observamos as nossas "propriedades" e percebemos que os crisântemos têm imensos rebentos prestes a darem flor, vamos fazendo coisas bonitas para a casa.





O cheiro característico desta planta entra-me pelas narinas e delicia-me com as memórias que me traz. Tardes frescas e soalheiras, pensamentos bons como só o Outono tem capacidade de me dar, passeios cheios de aventuras... E pegamos em pedaços do passado para construir uma coisa bonita para nós.


Olhamos lá para fora e vemos que o céu está cheio de nuvens branquinhas, manchando o azul claro. Tão bonito...


Bastou pegar numa tábua velha de cozinha em forma de porco, a minha primeira nesta casa, colar um pedaço de serapilheira, uma roseta de uma almofada da avó materna, uma pega de lã do meu enxoval e bonita demais para pôr a uso, um taleigo feito pela carracinha no atl, um porta lista das compras oferecido pela sogrinha há já muitos anos, um bonequinho de feltro feito no jardim escola e um laço de ráfia, são os enfeites que nos animam e nos levaram a fazer algo que nos alegra o coração. Vale sempre a pena.


 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Outono

Ainda faltam uns dias para o Outono chegar oficialmente.


Ainda está bem quente durante o dia. Mas a verdade é que as manhãs e as noites já são bem frescas. E durante a noite, já apetece puxar o cobertor para cima.



E a luz já é outra. Adoro a luz do Outono. Mais límpida. E o céu é bem azul.



E depois há as chuvadas ocasionais. E a trovoada. Como eu adoro assistir aos relâmpagos a rasgarem o céu e ouvir o estrondo que provocam.



Sim, eu também tenho respeito pelas trovoadas. Já aqui falei nisso. Tenho todo o respeito, porque sei quem é o Criador delas. Mas muito mais poderoso é o criador do que a coisa criada.



Adoro o Outono. Tem o seu quê de nostalgia, mas até esse sentimento pode ser transformado numa coisa muito boa, se for bem administrado e aproveitado dentro de nós. É só apertar o casaco que já apetece contra o corpo e sorrir.



E enquanto isso, aproveito e agradeço o que tenho. A minha "horta" e o meu "jardim" vão prosperando. Lentamente, através de tentativas com acertos e erros. Mas, em vez de viver frustrada, escolho tirar partido do que possuo sem ansiedade desmedida, aquele tipo de ansiedade que nos faz viver fora da realidade e a viver numa realidade constantemente sonhada.



E assim absorvo toda a energia colorida e vibrante das flores que vão despontando nas minhas floreiras, planeio colocar mais algumas para alegrar as janelas, mudo terra, mudo plantas, acrescento outras, usufruindo de cada momento.
Pois só vivendo intensamente o momento, ele se poderá eternizar dentro de nós e tornar-se especial em significado.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tudo o que sei é que quando tudo parece fechado, Deus pode abrir caminho.
 

 Quando tudo parece escuro, Deus pode iluminar.



Quando parece que estamos sós, Ele aí está connosco.



Quando tudo parece perdido, Ele é a nossa bússola.



Quando nos esquecemos de tudo isto, Ele relembra-nos, seja de que maneira for, porque Ele não nos deixa cair no buraco fundo, frio e escuro sem estender a mão para nos socorrer.



Quando tudo isto parece teoria, só quem está fraco sabe que isto é vida.



E quem tem medo? Quem tem medo, diz a Palavra, não foi ainda aperfeiçoado no amor de Deus. Porque, vejamos, o medo é o sentimento de fraqueza objectiva e subjectiva, mas nem sempre o medo é objectivo pois, já repararam que, na maioria das vezes, o que o medo imagina é quase sempre maior do que a coisa que se teme? Não é verdade? Quem pode dizer o contrário? Posto isto, quem tem medo e permanece nele, vive com a certeza de estar desprotegido.



É por isto que aquele que teme ainda não foi aperfeiçoado no amor de Deus, pois se alguém crê no amor absoluto e fiel de Deus, esse não teme mais nada. Mais forte do que o medo como certeza de estar desprotegido, terá de ser a certeza do cuidado do amor do Pai que nos ama.


Não digo isto para condenação de ninguém, não digo isto para que quem está fraco e abatido se julgue miserável por não confiar suficientemente em Deus. Digo isto para edificação! Porque eu, filha imperfeita, também fui socorrida por estas palavras que se transformaram em vida no meu coração. Porque todo aquele que está em pé pode cair. E quando cai, só o coração do Pai o pode levantar.



E por isso sou grata. Porque, ainda que a vida grite o contrário, guardo esta certeza dentro de mim, a certeza de que até aqui tenho sido amparada e irei sempre sê-lo. Isto é fé. E fé é não ver o milagre acontecer, mas crer que ele pode acontecer. E quando vemos, ele já aconteceu! E depois só nos resta ficar de boca aberta e olhos brilhantes de espanto, alegria e agradecimento. Mais uma vez, o milagre aconteceu.

domingo, 18 de agosto de 2013

Um olhar e a história de uma maçaneta



Era uma vez uma maçaneta que, nos seus tempos de glória, fez furor com a sua forma redonda, metalizada, ergonomicamente trabalhada e elegante. Muitas mãos, ao longo dos anos, lhe alisaram a superfície, muitas mãos a acariciaram para fecharem a porta a que pertencia. Essa porta podia também contar muitas histórias. Histórias de amor a que deu guarida, histórias de lágrimas que escondeu, histórias de gritos que abafou, histórias de risos que partilhou. Mas isso não interessa agora, porque é da maçaneta que falo. Bom, um dia, alguém (eu) decidiu que o seu tempo tinha chegado ao fim. Não que não gostasse dela, mas queria conferir um ar novo à porta e ao recanto que ela escondia, o recanto onde ainda se sonhava. Até que outro alguém veio do outro lado do Atlântico e sabendo da intenção de ela ser substituída por algo novo, exclamou com toda a convicção que isso não era algo bem feito, porque a maçaneta era LINDA! Com todas as letras e com toda a força do seu coração, elogiou tanto a maçaneta obsoleta, que ela ainda ali está. E estará. Pois, o poder de um olhar está em ver algo deslumbrante onde outro olhar vê o velho e o gasto. E como o que prevalece é o bem, o dar valor ao que se tem e atribuir-lhe beleza, este novo olhar veio transformar o destino desta velha maçaneta, que voltou aos seus tempos de glória... pelo menos cá em casa!