domingo, 18 de agosto de 2013

Um olhar e a história de uma maçaneta



Era uma vez uma maçaneta que, nos seus tempos de glória, fez furor com a sua forma redonda, metalizada, ergonomicamente trabalhada e elegante. Muitas mãos, ao longo dos anos, lhe alisaram a superfície, muitas mãos a acariciaram para fecharem a porta a que pertencia. Essa porta podia também contar muitas histórias. Histórias de amor a que deu guarida, histórias de lágrimas que escondeu, histórias de gritos que abafou, histórias de risos que partilhou. Mas isso não interessa agora, porque é da maçaneta que falo. Bom, um dia, alguém (eu) decidiu que o seu tempo tinha chegado ao fim. Não que não gostasse dela, mas queria conferir um ar novo à porta e ao recanto que ela escondia, o recanto onde ainda se sonhava. Até que outro alguém veio do outro lado do Atlântico e sabendo da intenção de ela ser substituída por algo novo, exclamou com toda a convicção que isso não era algo bem feito, porque a maçaneta era LINDA! Com todas as letras e com toda a força do seu coração, elogiou tanto a maçaneta obsoleta, que ela ainda ali está. E estará. Pois, o poder de um olhar está em ver algo deslumbrante onde outro olhar vê o velho e o gasto. E como o que prevalece é o bem, o dar valor ao que se tem e atribuir-lhe beleza, este novo olhar veio transformar o destino desta velha maçaneta, que voltou aos seus tempos de glória... pelo menos cá em casa!
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Penso...


Já andamos todos a reclamar do Verão, em especial do calor excessivo. Já andamos muitos de olho no Outono que aí vem porque, de facto, o tempo passa a correr e se ontem era Ano Novo, amanhã já é Natal outra vez. Bom, a verdade é que há alturas no dia que já fazem lembrar o Outono: o dia mais curto, o brilho do sol que já não é tão acastanhado do calor, a aragem fresca que sopra ao início da noite, o céu mais azul e com nuvens branquinhas... Ainda falta mais de um mês, mas já se fala nas folhas e nas cores do Outono.
Tudo bem, eu adoro o Outono. O que me salta neste pensamento é que realmente nunca estamos satisfeitos com o que temos. Quando estamos no Inverno, suspiramos pela Primavera. Quando estamos na Primavera, suspiramos pelos dias longos e quentes na praia ou no exterior. Quando estamos no Verão achamos o calor cansativo e suspiramos pela frescura e pelo descanso do Outono. Quando estamos no Outono, suspiramos pelo Inverno por causa do Natal.
Em jeito de conclusão, que tal sermos como as crianças, que o que fazem de melhor é usufruírem do momento e tirarem dele o melhor partido?!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Coragem para ter paz


sábado, 10 de agosto de 2013

Aprendendo a voar


Quando você chega ao fim de toda a luz que conhece, e está para dar um passo na direção das trevas do desconhecido, fé é saber que uma de duas coisas acontecerá: ou haverá onde pisar, ou você será ensinado a voar.
                                                                                                                 Patrick Overton, educador e orador

Eu ainda estou a aprender...



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O único caminho é para cima


Também quero lá chegar...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Tornando a vida mais bela...


É giro como pequenos gestos, pequenas mudanças, pequenos projectos, podem dar uma lufada de ar fresco ao dia-a-dia. Viver num apartamento não tem de obrigar a, forçosamente, ter uma entrada desprovida de cor e de diversidade. Ainda que continue a não gostar da minha entrada e a querer vivamente mudar a cor à porta (!), tento dar-lhe um ar mais convidativo para quem cá chega. E desta vez foi tempo de reaproveitar um porta pousa tachos que tenho há quase vinte anos (!), já sem a cor original, já sem os pousa tachos, mas com a forma original que pode ser bastante útil. E está a ser. Na minha entrada. Ainda que com um look um tanto ou quanto kitsch, eu gosto. A carraça gosta. E o importante é sentirmo-nos bem com aquilo que de bom conseguimos mudar na nossa vida.


sábado, 3 de agosto de 2013

Última actualização tardia

 
 Para quem acompanhou a "odisseia columbófila nabantina", fiquei em falta com as actualizações, em parte devido ao facto de ter perdido parte das fotos, não sei como... Mas eis aqui as que sobraram, e que ilustram bem o que já me tinham dito: que os pombos bebés são criaturas muito feias. Subscrevo.


Quem disse que tudo o que é pequenino é bonitinho, venha falar comigo!


Aqui não quiseram dar as caras para a foto. Talvez estivessem amuados, porque os pais nunca mais vinham com comida e o calor abrasava.


 
Aqui já se pareciam pombos, enfim. Aquelas penugens amarelas são os últimos resquícios de uma meninice que não volta mais (não acontece só aos humanos...) e que lhes emprestam o ar da sua graça.
 

 
 E aqui já tinham lançado asas à aventura dos primeiros voos, e mudaram de parapeito, para a janela oposta, a do meu quarto. Só dei por eles quando, à noite, fui a baixar as persianas e elas fecharam todas tortas. Estranhei e quase praguejei, porque não me vinha nada a calhar mais uma despesa agora ao ter de arranjar uma persiana. Levantei, baixei, novamente torta. Socorro! Abri a janela, levantei a persiana mais uma vez e lá estavam eles, um em cima do outro, pelos vistos a posição preferida para dormir. O mais curioso é que, diante de tanto sobe e desce persiana, eles não saíram do mesmo lugar. Oh criaturas estranhas! Mas bom, deles só resta ainda algum cocó esquecido para limpar, porque já mudaram de residência definitivamente. Ficou a experiência, muito interessante, de ter presenciado o nascimento de uma ave, um privilégio sem dúvida.