domingo, 28 de abril de 2013

15 dias

Foram 15 dias em que tentei agarrar o tempo para o fazer correr mais devagar e saborear cada instante. Assim, foram 15 dias com a intensidade de 15 meses. 15 dias  de buscas e encontros, de perguntas e respostas, para chegar à conclusão, agora óbvia, de que aquilo que eu procurava, esteve sempre à minha frente!















domingo, 21 de abril de 2013

Voltar a amar




Certamente, o amor não é fácil. E durante um certo tempo até pensamos poder viver razoavelmente sem ele. Percebemos porém que ao cortar a árvore para evitar o incómodo das folhas que caem, perdemos a sombra e os frutos, perdemos o doce farfalhar. E então estamos recomeçando a plantar.

(tenho pena de não me lembrar do autor deste trecho...)

sábado, 6 de abril de 2013

Sabão aromático feito em casa

Num dia cinzento de chuva insistente, quando o que apetecia era apenas ficar sem fazer nada, pensei que o ideal seria deixar-me ficar junto ao fogão, na minha cozinha perfumada pela mistura e preparação deste sabão aromático, cuja receita encontrei num livro esquecido nas prateleiras da biblioteca municipal e que de vez em quando requisito para sonhar em casa...
Dizem que é antiséptico e de cheiro activo, combinado com mel e flocos de sabão para fazer um sabão suave que produz muita espuma e que é excelente tanto para amaciar as mãos calejadas dos jardineiros como para lavar à mão tecidos delicados. Eu usei óleo de alfazema, mas pode usar-se de cravo-da-índia e rosmaninho, cujas propriedades antiséptcas são semelhantes.


São necessários:
250 gr. de flocos de sabão (eu usei sabão azul e branco)
60 gr. de mel claro
2 colheres de sopa de óleo de cereal (eu usei óleo de milho), mais o necessário para a caçarola grande
tigela e caçarola grande
2 colheres de sopa de óleo de alfazema ou outro dos indicados
formas pequenas
carimbos de madeira (facultativos)


1 - Se habitualmente não usa flocos de sabão, compre o tipo destinado à lavagem manual de roupa; não use qualquer outra qualidade de sabão ou detergente. O mel não precisa de ser especial, poderá servir qualquer mistura. Pese os flocos e coloque-os num prato.

2 - Ponha os flocos de sabão com o óleo de cereal e o mel numa tigela em banho-maria na caçarola, e mantenha uma temperatura branda. Mexa com uma colher de pau durante cerca de 15 minutos, até se formar uma massa mole. Acrescente à mistura o óleo de alfazema.


3 - Retire a água da caçarola e limpe-a bem. Transfira a mistura para a caçarola e continue a aquecê-la em temperatura branda até se formar uma massa com certa consistência. Sirva-se da colher de pau para mexer e revolva a mistura para que não pegue ao fundo da caçarola.

4 - Passe a mistura para uma tábua ou uma placa e deixe arrefecer um pouco. Quando atingir uma temperatura suportável, amasse-a com as mãos até se transformar numa massa macia e firmemente homogénea.


5 - Unte as formas com óleo para a massa não colar. Divida a massa em pedaços e ponha uma parte numa forma, espalhando-a e comprimindo-a com os polegares para ficar bem encostada às paredes da forma. Passe uma ou duas gotas de óleo pela superfície para a amaciar. Proceda do mesmo modo com os outros pedaços.


6 - Comprima um carimbo de madeira contra a superfície da massa, para uma decoração engraçada, especialmente se o sabão se destina a uma oferta. Retire os queques de sabão das formas e coloque-os num lugar quente e seco durante uma ou duas semanas antes de os utilizar. Guarde-os entre toalhas ou tecido para conservar o perfume.

 
 
 
 Adoro!


quinta-feira, 28 de março de 2013

Saber ver

 
É preciso reviver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver.

Lua Oliveira

quinta-feira, 21 de março de 2013

É bom ter consciência


Se há coisa que me faz mesmo feliz é conhecer pessoas com essência, com valores com os quais me identifico e que não têm "vergonha" de os expôr. E retiro-me, para vos apresentar a Belinda:

"Depois de ver algumas fotos do mercadito da carlota, fico a pensar que a "crise" não é para mim sinónimo de ajudar quem mais precisa ou de pedir a quem mais tem. Quem precisa vai continuar a pedir e quem não precisa vai continuar a consumir.

"Vamos ali comprar um vestido da Knot e levamos um frasquinho de grão para os mais necessitados." Que estranho conceito de solidariedade. Eu posso consumir o que me apetecer mas tu limitas-te a pedir alimento.

A "crise" deveria ser um meio para as pessoas evoluírem, se tornarem mais conscientes, mais ligadas à natureza e menos ligadas aos bens materiais. A crise deveria fazer com que partilhássemos um carro, uma casa, uma sopa, um brinquedo, umas meias, um abraço. Não, a crise faz com que os que têm mais deem aos que têm menos. E assim todos uns acima dos outros. Eu tenho e tu não.

A minha filha não usa roupas do mercadito da Carlota, usa roupas usadas por outras crianças, usa roupas feitas pela avó com restos de outros tecidos, usa, uma ou outra vez, roupas que a mãe compra, mas não tem tudo de marca e muito menos tem o que está na moda. E assim tem sido com livros e brinquedos, de outras crianças e para outras crianças. Não é uma questão de "crise" é uma questão de expansão da consciência.

Certo que, esta é apenas a minha forma de evolução e a minha forma de educar uma criança. E, como todos sabemos ninguém está certo e ninguém está errado, as pessoas vivem da forma que muitas vezes escolhem. Eu escolho viver assim. Com pouco de tudo e muito de nada."

O meu aplauso. E agora vou ali espreitar o mar porque certamente voltarei cheia de força...

 
 

sábado, 9 de março de 2013

Destes dias


As palavras correm soltas dentro de mim mas, tal e qual um rio desgovernado, atropelam e engolem tudo o que apanham pela frente e quando chegam a aflorar a superfície, são já uns salpicos sem força para produzir qualquer efeito.
É esta a incongruência de alguns estados interiores e tal é o meu. Posto isto, a ausência de palavras não se deve à falta de vida, muito menos de sentimentos, mas antes ao esmagamento de emoções a que me sinto sujeita e que me calam a voz.
E ao escrever estas palavras, não o faço como justificação de coisa alguma, faço-o antes como registo de um estado de espírito num percurso de vida intenso na sua essência, e que virá a frutificar no tempo certo.
Já diz a Palavra que há um tempo certo para todas as coisas acontecerem. Não me resta outra atitude, que não a de concordar. Não adianta ter pressa e abreviar o tempo e os acontecimentos.
Sinto-me a despertar de um período de hibernação, mas quando sairei da toca, ainda não sei. Aguardo com expectativa os dias de sol, os dias em que virei cá para fora, restabelecida do longo descanso e renovada de energias, para vir tomar um lindo pequeno-almoço no meio de erva verde, ao som dos pássaros e ao cuidado da brisa sauve. Na mesa, pequena, de madeira velha, uma toalha colorida, sumo de laranja natural e água da nascente em jarros transparentes, e pão e bolos caseiros. E assim, sem pressa, saborear o alimento que reanima o corpo e a alma.
Cada um busca o que quer, cada um alcança aquilo que tem capacidade para alcançar. Que Deus nos ajude a todos. Que o ânimo que Ele insuflou nos nossos espíritos no princípio dos tempos, seja o mesmo que dá vida à nossa existência até ao fim deles.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A vida necessita de direcção...