quinta-feira, 1 de março de 2012

Descanso

A cabeça fervilha de ideias, o coração pula de ansiedade, o corpo, ai o corpo... esse coitado, cansa-se com tanta intensidade. Inspira, expira, uma boa leitura para relaxar e distanciar da realidade...

... seguida de um sono repousante.

Amanhã é um outro dia...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Toalha



Está terminada mais uma encomenda. Uma toalha de 2 x 1,50mt, com uma barra floral em cores suaves, ao gosto da cliente.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Descobertas

Foi com o meu pai que peguei o bichinho das descobertas. Ele levava-nos aos sítios e connosco descobria os locais a explorar. Vimos sítios interessantíssimos, ruínas de ofícios já esquecidos e lugares de belezas sem igual.

Tenho tantas saudades deste lado do meu pai... E do seu humor apurado. E de outras coisas que não tive oportunidade de conhecer... Mas não é disso que quero falar aqui hoje.

Quero falar do prazer de continuar a fazer descobertas. E de, numa curva da estrada por onde ainda não tinha passado, descobrir este solar. Fiquei boquiaberta. Em ruínas, mas ainda majestoso.

Imponente na sua essência, subimos a escadaria meio coberta pelas silvas, admirámos a paisagem, a fachada, o sol da tarde a iluminá-la e entrámos.

O soalho de tábuas corridas estava já roto em alguns sítios. Os tectos eram trabalhados, mas a minha máquina resolveu amuar e não consegui tirar fotos do interior com qualidade.

Não percorremos todo o interior. A minha audácia já não é o que era, e o medo de despencar por ali abaixo até ao piso térreo, o medo de ser descoberta por estar a invadir um local privado, os arrepios causados pelas divisões frias e escuras, fizeram-me ficar por ali e ficar apenas com um vislumbre do que terá sido aquele casarão e do que ainda é. E das suas potencialidades.

Não pude deixar de lamentar a degradação a que estava votado todo este património. E ali, no cima da escadaria, a ver a paisagem e o sol a pôr-se ao som dos passarinhos que cantavam melodias lindas e livres, pus-me a imaginar como seria aquela casa reconstruída, com gente a entrar e a sair, a usufruir de todo o seu esplendor e de toda a sua potencialidade. Voltei com o vazio da impotência de não poder fazer nada por aquele local, mas voltei com a esperança de que haja alguém com visão e poder para o devolver à vida que merece.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Luz

No calendário falta pouco menos de um mês para a Primavera por isso, oficialmente, por aqui ainda é Inverno e devia de estar cinzento, frio e a chover. Mas o brilho do sol torna tudo já tão nítido, tão cheio de cor.

As árvores estão em botão, os passarinhos esvoaçam pelo ar todos animados a cantar, o ar é já tão primaveril. Com tudo isto junto, o tempo está propício para sonhar e desejar tornar tudo realidade. É tempo de sair do recolhimento e concretizar tudo o que foi planeado dentro de portas que do frio abrigavam.

É tempo de inspirar com força, sorrir, abrir os olhos e dizer: é possível! Obrigada a todos os que me ajudam a sonhar e a não baixar os braços.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sonhos

Por diversas vezes deixei escapar o sonho. Prioridades e fraquezas sobrepuseram-se. Mas ele continua cá. Se um dia o irei concretizar, só Deus sabe. Mas anseio por sentir a terra ceder por debaixo dos meus pés, por ouvir a encantadora serenata do chilrear dos passarinhos, por semicerrar os olhos diante da luz brilhante do sol, por inspirar de prazer perante odores tão distintos mas tão inebriantes, por vislumbrar campos cobertos de flores de muitas cores, por ver crescer o produto do meu trabalho que a natureza abençoa, por descansar serenamente numa tarde de sol debaixo da sombra fresca de uma árvore, por ouvir o correr da água num riacho perto ou numa bica do tanque ao lado, por ver os animais caminharem livremente em busca de alimento, por partilhar o produto da terra com quem não tem, por deixar o tempo seguir o seu ritmo certo e lento e seguir com ele, em paz e feliz.




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fim do dia


Adoro as manhãs e gosto muito do fim do dia também. A luz mansa do sol, que já se despede do dia, promete uma noite calma, um repouso sempre merecido e é bom gozar esta quietude.

E chegar à conclusão que, isto é mesmo o melhor que consigo na minha cama. NUNCA consigo ter o edredon lisinho nem as almofadas direitas. Uma cama bem feita é o pretexto ideal para se desmanchar, saltar, rebolar, esticar, encolher, enfim, dar mostras de que a energia habitual está a dar lugar à febre, que vai saindo de mansinho, a malandra.

Desta forma, o fim do dia permite um descanso ainda maior, se não no corpo, pelo menos na alma. Bom...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Prisioneira

Sim... Com um filho em casa com febre e sozinha, sinto-me prisioneira...

...prisioneira na minha própria casa... Mas não é mau, porque isso significa ser prisioneira do amor...

... dos mimos, dos cuidados, da esperança de o ver melhor e da riqueza que é ter um lar para cuidar dele, um lar recheado com a nossa alma. Tudo irá correr bem, com toda a certeza. Um bom dia para todos.