quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mais um quadro

Depois deste, segue-se o da foto. Passado quase um ano, terminei o segundo de quatro quadros sobre praias descansadas, onde apetece estar a contemplar a força do mar e a serenidade do horizonte salgado, quadros com que gostaria de vestir as paredes do meu quarto. Seguindo o pensamento da querida Myrian e da minha prima, é realmente uma terapia dar continuidade a trabalhos de mãos. Quem tem o coração aberto para abraçar a natureza e as mãos ocupadas com um trabalho, poupa-se a algumas angústias que teimam em permanecer e investe num bom tempo para pensar em coisas boas que edificam.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Preciso disto





Preciso disto, mais do que nunca e cada vez mais. De ver a água a correr mansamente e os peixes a saltarem. De ver a relva verde a descansar sobre a terra e a ser aquecida pelos últimos raios de sol do dia. Viver por uns instantes presa neste mundo à parte e pensar que a vida é realmente boa. Cheirar o ar, a terra e a água. Ouvir os sons do dia que se despede lentamente. Renovar as forças e a esperança na natureza que nunca nos desilude. Querem encontrar-me? Procurem-me à beira da água ou encostada a uma árvore. Agora, que tenho um pouco mais de tempo para mim, preciso disto mais do que nunca e cada vez mais.

domingo, 24 de julho de 2011

O que estou a ler

Às vezes tenho a noção de que ainda me falta tanto para alcançar os mínimos... Às vezes tenho noção de que ando às voltas atrás do meu próprio rabo, perdida no meu mundo e esquecida do essencial. Acredito que estou no processo, não quero que esta dor saia até que eu não chegue lá, mas por vezes fico ansiosa por lá chegar!
Estou quase no fim desta leitura. Fascinam-me as pessoas que amam pessoas e se entregam a elas! Que vêem em cada ser um indivíduo inigualável, que merece sempre outra e outra e outra oportunidade para viver o milagre da vida, ao ser valorizado como ser humano e dignificado com amor.

sábado, 23 de julho de 2011

Mimos do dia de ontem





- Os momentos solitários mas revigorantes que levaram a estas imagens;
- Reler as vossas palavras tão calorosas;
- Chegar a casa depois de um dia de trabalho produtivo mas cansativo e ouvir a correr para mim: "Mamã!" E quando ouço mamã, é coisa boa na certa, porque já estamos muito crescidos para estas "mariquices", e dizer mamã é sinal de muito mimo e muito boa disposição. "Mamã, tenho uma surpresa para ti!" E faz-me baixar ao nível dele: "Chuac! Um beijinho." E salta por mim acima: "E um abraçinho. Gostaste, mamã?" Adorei, filho!
Sou tão abençoada...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mais desabafos


Quando iniciei este blog, os comentários que mais ouvi das pessoas que me conhecem foram: "quem não te conhecer, que veja o teu blog, és mesmo tu" ou "é mesmo a tua cara". Eu pensava que não podia ser de outra forma, mas a verdade é que, para quem não me conhece, esta sou eu. Com os defeitos, fraquezas e inseguranças que aqui não vêm explicados, mas ficam a saber que o que aqui escrevo e mostro, é o que me vai na alma e na vida.
Gosto de pensar nas coisas, gosto de navegar no mundo invisível do interior de cada um, de onde procedem muitas das coisas que se vêem e não se vêem. Gosto de pensar em Deus e de ser uma bem-aventurada que não vê, mas crê. E tudo o que aqui digo acerca dEle é o que vivo.
Neste momento da minha vida, vivo uma fase bastante complicada. Graças a Deus não tem a ver com saúde, mas ainda assim, vivo momentos de angústia. O amanhã não o sei, o hoje ainda mal o digeri, o ontem parece um passado longínquo. Mas em tudo, continuo a afirmar que me sinto carregada ao colo pelo Pai. E é por isso que não temo até ao limite do desespero, porque sei que Ele cuida de mim e me leva pela mão. Pelo caminho sussurra-me palavras de amor e esperança e eu sei que posso confiar.
No meio religioso é já quase chavão dizer que "posso todas as coisas naquele que me fortalece". Pois posso. Apesar de ser uma passagem associada a milagres vitoriosos, para mim, que me tenho vindo a despir de todas as vestes da religião, poder todas as coisas em Deus, é poder alcançar todas as vitórias mas também poder passar por momentos como o que estou a passar e/ou outros piores e ainda assim poder sair vitoriosa, porque "todas as coisas contribuem para o meu bem, porque O amo". Posso viver na riqueza, e posso também viver na pobreza; posso viver em risos, mas também no choro; posso viver na saúde mas também na doença. E o alcance é só um: continuar presa ao único que nos dá uma eternidade de alegrias.
É esta a minha certeza e nela me refugio para não cair. Pode ser que aconteça de não ser tão assídua por aqui. Ou talvez até possa ser. Tudo depende da disposição e do que terei para dizer, pois há alturas em que o silêncio grita e diz tudo, mas diz para quem entende; para quem não entende é melhor ficar quieta.
Disse tudo isto na possibilidade de alcançar alguém que por aqui passe. Que possa ter a convicção de que para tudo há esperança. Tudo tem solução. O que é feito hoje não o vemos, mas o veremos amanhã. Não adianta desesperar, porque a solução vem no caminho. Não sabemos quando, mas vivemos enquanto esperamos. E como Deus diz: "melhor é o fim das coisas do que o principio delas".
Creio que irei continuar na frequência com que tenho vindo até aqui, mas se não o fizer, creiam que eu posso estar triste mas, definitivamente, sou feliz!

domingo, 17 de julho de 2011

Hoje

Hoje sinto-me assim... Como uma flor a olhar o curso do rio. Calma, pensativa, mão pousada sobre o fluir da água que corre sempre no seu ritmo certo, apesar de tudo. Apesar das nuvens que se mostram cinzentas por cima de mim, que não deixam ver o brilho da água. Mas mesmo na cor baça do rio encontro paz, porque é bom saber que o barulho suave da água e a brisa fresca não param e não mudam. E assim renasce a esperança...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Olhar para cima

Como eu adoro olhar para CIMA!
Não importa como esteja o céu. Importa que ele está lá. E basta-me erguer a mão para o tocar e sentir-me cheia de alegria. Nem que esse erguer seja feito apenas com o motor do coração. Ninguém sabe, ninguém vê, mas tudo sabe aquele que está comigo. Afinal, aquilo que não se vê acaba sempre por ser o essencial à vida.