sábado, 23 de julho de 2011

Mimos do dia de ontem





- Os momentos solitários mas revigorantes que levaram a estas imagens;
- Reler as vossas palavras tão calorosas;
- Chegar a casa depois de um dia de trabalho produtivo mas cansativo e ouvir a correr para mim: "Mamã!" E quando ouço mamã, é coisa boa na certa, porque já estamos muito crescidos para estas "mariquices", e dizer mamã é sinal de muito mimo e muito boa disposição. "Mamã, tenho uma surpresa para ti!" E faz-me baixar ao nível dele: "Chuac! Um beijinho." E salta por mim acima: "E um abraçinho. Gostaste, mamã?" Adorei, filho!
Sou tão abençoada...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mais desabafos


Quando iniciei este blog, os comentários que mais ouvi das pessoas que me conhecem foram: "quem não te conhecer, que veja o teu blog, és mesmo tu" ou "é mesmo a tua cara". Eu pensava que não podia ser de outra forma, mas a verdade é que, para quem não me conhece, esta sou eu. Com os defeitos, fraquezas e inseguranças que aqui não vêm explicados, mas ficam a saber que o que aqui escrevo e mostro, é o que me vai na alma e na vida.
Gosto de pensar nas coisas, gosto de navegar no mundo invisível do interior de cada um, de onde procedem muitas das coisas que se vêem e não se vêem. Gosto de pensar em Deus e de ser uma bem-aventurada que não vê, mas crê. E tudo o que aqui digo acerca dEle é o que vivo.
Neste momento da minha vida, vivo uma fase bastante complicada. Graças a Deus não tem a ver com saúde, mas ainda assim, vivo momentos de angústia. O amanhã não o sei, o hoje ainda mal o digeri, o ontem parece um passado longínquo. Mas em tudo, continuo a afirmar que me sinto carregada ao colo pelo Pai. E é por isso que não temo até ao limite do desespero, porque sei que Ele cuida de mim e me leva pela mão. Pelo caminho sussurra-me palavras de amor e esperança e eu sei que posso confiar.
No meio religioso é já quase chavão dizer que "posso todas as coisas naquele que me fortalece". Pois posso. Apesar de ser uma passagem associada a milagres vitoriosos, para mim, que me tenho vindo a despir de todas as vestes da religião, poder todas as coisas em Deus, é poder alcançar todas as vitórias mas também poder passar por momentos como o que estou a passar e/ou outros piores e ainda assim poder sair vitoriosa, porque "todas as coisas contribuem para o meu bem, porque O amo". Posso viver na riqueza, e posso também viver na pobreza; posso viver em risos, mas também no choro; posso viver na saúde mas também na doença. E o alcance é só um: continuar presa ao único que nos dá uma eternidade de alegrias.
É esta a minha certeza e nela me refugio para não cair. Pode ser que aconteça de não ser tão assídua por aqui. Ou talvez até possa ser. Tudo depende da disposição e do que terei para dizer, pois há alturas em que o silêncio grita e diz tudo, mas diz para quem entende; para quem não entende é melhor ficar quieta.
Disse tudo isto na possibilidade de alcançar alguém que por aqui passe. Que possa ter a convicção de que para tudo há esperança. Tudo tem solução. O que é feito hoje não o vemos, mas o veremos amanhã. Não adianta desesperar, porque a solução vem no caminho. Não sabemos quando, mas vivemos enquanto esperamos. E como Deus diz: "melhor é o fim das coisas do que o principio delas".
Creio que irei continuar na frequência com que tenho vindo até aqui, mas se não o fizer, creiam que eu posso estar triste mas, definitivamente, sou feliz!

domingo, 17 de julho de 2011

Hoje

Hoje sinto-me assim... Como uma flor a olhar o curso do rio. Calma, pensativa, mão pousada sobre o fluir da água que corre sempre no seu ritmo certo, apesar de tudo. Apesar das nuvens que se mostram cinzentas por cima de mim, que não deixam ver o brilho da água. Mas mesmo na cor baça do rio encontro paz, porque é bom saber que o barulho suave da água e a brisa fresca não param e não mudam. E assim renasce a esperança...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Olhar para cima

Como eu adoro olhar para CIMA!
Não importa como esteja o céu. Importa que ele está lá. E basta-me erguer a mão para o tocar e sentir-me cheia de alegria. Nem que esse erguer seja feito apenas com o motor do coração. Ninguém sabe, ninguém vê, mas tudo sabe aquele que está comigo. Afinal, aquilo que não se vê acaba sempre por ser o essencial à vida.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Licor de anis estrelado

O Licor de Erva-doce foi eleito o meu melhor licor até hoje. Também gosto muito. Acho que está uma mistura muito equilibrada de sabores, entre a aguardente e o açúcar, com a nota suave da erva-doce. Mas claro, tenho de ter a opinião de mestre do meu amigo S., o conhecedor da ciência da degustação de bebidas. Ele é quem dará o veredicto final, ele que até agora elegeu o Licor de Poejo como o melhor dos melhores. Mas acho que ele vai gostar deste...


Gostos são algo subjectivo e, sinceramente, acho que o principal mesmo é o gosto de cada um e que cada um se agrade daquilo que prova. Mas para mim, mais do que provar, o meu prazer está no fazer. Este, de anis estrelado, está em maceração há um mês, para daqui a outro mês o transformar numa bebida apetecível. É um prazer de evasão. É uma alquimia de sensações, aquela que experimento. É quase como se estivesse no meu laboratório privado, cheio de líquidos e frascos, tubos em ebulição, fumos inebriantes e coloridos, odores misturados para darem origem a um só, a descobrir demoradamente. É uma fusão de matérias diversas com o objectivo de proporcionar um momento breve, o de reter por momentos um sabor que será único para cada um, um momento breve mas que perdurará na memória enquanto esta o permitir. É transformar a matéria em algo imaterial, em algo que não se toca, nem se sabe explicar muitas vezes, mas que se sente e permanece.
E já devem de estar a constatar que tudo isto não é mais do que os vapores do álcool que me subiram ao cérebro, eh eh. Ou como diria uma amiga minha, muito prática, "só tu mesmo para fazeres poesia com uma coisa destas". Pois, pensem lá o que quiserem, eu de facto sinto esta turbulência toda que me aquieta e pudesse eu dedicar mais tempo a fazer licores, a experimentar, a originar novos sabores e a dá-los a todos a provar!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sem pilhas...

Nada como ir para um acontecimento memorável sem máquina fotográfica ou ir com ela sem carga ou com as pilhas no fim! Grunf. Foi o que me aconteceu. Por isso deixo aqui apenas alguns registos dos tabuleiros expostos na Mata dos Sete Montes, no dia anterior ao cortejo, que se realizou ontem. Estes são os tabuleiros que as raparigas carregam à cabeça. É uma festa cheia de cor, música e foguetes, com muitos pormenores dignos de menção. Única.




sábado, 9 de julho de 2011

Ruas ornamentadas


Muitas são as alegrias de uma festa. A da nossa cidade, a Festa dos Tabuleiros, é o ponto alto do ano. Pena que só aconteça de quatro em quatro anos.



Presto aqui o meu tributo a todas as pessoas envolvidas na elaboração, organização e doação do seu tempo neste trabalho tão bonito. Trabalho de meses e noites sem fim para exibir numa única noite e dia.

Dá-me saudades, esta festa... Morando numa das ruas principais da cidade, tudo o que era acontecimento na cidade passava por ali. Então, estes eram dias garantidos de muita diversão e alegria. Dia de família, dia de saídas especiais, dia de visitas, dia de refeições melhoradas e dia de poiso certo à janela a ver o cortejo passar. As nossas janelas e varanda eram disputadas por familiares e amigos que, dependendo do número, se tinham de revezar para todos verem um bocadinho do que passava pela rua.

Mas, como dizem os mais velhos, tudo passa... Até aquilo que tínhamos por garantido. A vida surpreende-nos, somos surpreendidos com ela e com ela reaprendemos a viver. O clima dentro de mim não é propriamente efusivo, mas vibro com estes dias o melhor que posso. Para tudo há esperança! E não me tenho saído mal... Ora espreitem mais umas fotos que consegui tirar no meio do caos que foi ontem à noite a minha cidade. Tão bonita...