quinta-feira, 26 de maio de 2011

Em Maio canta o gaio

O Borda d'Água é já uma referência na nossa cultura e na nossa sociedade. Há anos em que calha comprar e no final do ano passado comprei o referente a este ano. Adoro passar os dedos pelas folhas rugosas e perceber que algumas têm de ser cortadas com a faca porque ainda vêm agarradas umas às outras como se de um desdobrável se tratasse.

Em Maio canta o gaio. Sinceramente, não me lembro já do canto do gaio, mas do melro, não me canso. Este ano eles têm poiso certo no quintal do sogrinho que, indignado, não percebe porque é que eles não voltam a fazer o ninho na latada à entrada da casa. Bom, eu até percebo porquê. Afinal, o dono dessa latada teve a infeliz ideia de num ano destes roubar os ovos do ninho dos coitados para tentar fazer criação. Lá porque eles têm um cérebro pequenino, não quer dizer que sejam completamente desprovidos de inteligência! É um encanto o canto deles.
E com as referências ao mês de Maio também fiquei a saber que este é o mês de transferir a aboboreira que a carraçinha semeou lá num vasinho pequenino para um maior, onde ela possa crescer à vontade para eu poder fazer doce de abóbora. Será que dá? Vamos ver... Estes são os planos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Liberdade

Liberdade também é... não ter o pensamento engaiolado.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pura alegria

Nunca pensei que um simples elogio a uma pázinha de doce pudesse fazer isto. Momentos de pura excitação e gozo antecipado. A foto de cima foi tirada mesmo assim, sem ter aberto primeiro, a sentir aquele formigueiro da ansiedade e do carinho demonstrado para comigo.




Fiquei tão emocionada com tantos mimos. Não só veio a pázinha, como uma colher para mexer o sumo da minha riqueza (e acreditem, até a água ele vai querer mexer a todas as refeições!), um coração e um paninho bordados, ambos feitos pela Norma, uma pessoa ultra carinhosa que conheci por aqui. E ainda um bilhete cheio de amor e humildade. Não há melhor. A sério que não tenho palavras. E para quê? Eu creio que muitas vezes elas são desnecessárias quando se fala a mesma linguagem do coração. Obrigada por tanto carinho, Norminha.

domingo, 22 de maio de 2011

Domingo

Hoje foi um dia em grande. Pelo menos para a carraçinha. Acordou super-bem-disposto. E todo animado, porque logo de manhã me viu a preparar o coelho para deixar a marinar para o almoço. Adorou ver tudo, sobretudo os rins, pulmões, fígado, coração, olhos, dentes e língua. Que excitação. Depois veio a sessão de cinema. "A ilha do Impy", um pequeno dinossauro numa ilha com poucos habitantes mas com muitas aventuras. Ainda por cima, visto ao lado do amiguinho da escola. Que farra. Depois o almoço com o avô, que teve de ouvir as aventuras deste dia já looongo, apesar de ainda ser manhã. Depois mais uma visita à avó. Desta vez com direito a explorar a horta do namorado dela.

E ainda tivemos a surpresa de nos depararmos com um periquito à solta, a descansar no ramo da romãzeira. Tão sossegadinho, parecia aquilo uma imagem corriqueira cá por estes lados.

Na horta, à beira do ribeiro com agriões, tempo para apanhar caracóis.

E admirar as vistas.

E ouvir os badalos das cabritas que, ao nos verem ao longe, vieram todas doidas por aí acima à espera que tivessemos algo mais saboroso para elas comerem do que aquela erva boa mas chata de todos os dias. Chegadas cá acima foi o desencanto total, mas fizeram as nossas delícias, porque elas são mesmo giras. Enfim, um dia cheio de calor, um dia cheio de moleza, quebrados da grande azáfama da semana, mas a carraçita fez a festa toda e nós assistimos. Só tínhamos de bater palmas de vez em quando...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O lugar dos sentidos

Cinco são os sentidos, aprendemos na escola. O sexto aprendemos na vida. Poesias e dissertações há sobre eles. Mas nada os consegue descrever com exactidão. Um tacho a fumegar enquanto se faz doce de morango, por exemplo. O aroma que se desprende dele. A textura macia. O sabor, ai o sabor...

Faz-nos viajar. Viajar ao único lugar onde se escondem os segredos que despertam em nós os nossos sentidos e nos fazem explodir de sensações; um lugar precioso que não é feito de palavras, porque nenhuma palavra pode descrever com precisão aquilo que é de cada um sentir. Eu não tenho dúvidas: o lugar dos sentidos é a nossa memória.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Matar saudades



Há meses que não íamos à Biblioteca Municipal. Hoje foi a tarde da desforra. Ele ia tão mimocas ante a perspectiva de rever cantos, livros, jogos e brinquedos conhecidos. Desde que começou a andar que o começámos a levar lá. Primeiro começou na Bebeteca, no meio de colchões, almofadões, brinquedos, músicas e livros de bebés. Depois começou a aventurar-se na casinha, meio encolhido quando havia muitos meninos ao barulho. Mas os livros foram sempre uma constante, e não havia história longa demais nem chata demais. Hoje, centrou-se sobretudo nos puzzles. Está um ás na junção das peças, o meu pequenito já crescido.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

De mãos dadas











Os nossos passeios são cada vez mais longos, as conversas cada vez mais elaboradas. Os medos, as fraquezas, as dúvidas, as ansiedades, as já certezas são sempre partilhados. O caminho é cheio de desafios, caminhar é uma dádiva.
Um dia de cada vez. Como se diz, se soubermos para onde vamos, sabemos por onde caminhar e torna-se mais fácil chegar lá. Talvez. Por agora, mais importante do que atingir o objectivo, é usufruir da caminhada. Cada processo é necessário para a edificação do ser. E eu quero aprender.
Um dia de cada vez. De mãos dadas, como sempre tem sido, de preferência.