sexta-feira, 25 de março de 2011

As nossas tardes

Esta semana temos passado umas tardes de prazer, com o sol que resolveu visitar-nos. Depois do lanche, lá vamos nós um bocadinho ao parque andar nos baloiços e fazer macacadas nas cordas e nos varões. Depois segue-se o já invariável passeio pelo campo, aqui a dois passinhos de nós. Sabe tão bem. Não é muito amplo, mas para uma criança aquilo representa a selva, cheia de mato por desbravar, árvores frondosas, muitas formigas e formigueiros, joaninhas, melgas, escaravelhos, pássaros que não têm vergonha nenhuma e pousam mesmo ao pé de nós. O mato é só a erva alta que cresceu com a chuva do Inverno, as árvores frondosas pouco mais são do que oliveiras, mas a emoção é total.




Quando chego a esta parte do caminho, penso sempre em como a vida por vezes é assim: uma bifurcação. Quando nos são apresentadas duas ou mais escolhas, qual delas seguir? Nem sempre é fácil. Às vezes parecem ambas tão similares, outras ambas tão tentadoras,
outras vezes até gostaríamos de poder escolher as duas. Mas só uma é a escolha porque só conseguimos andar com as duas pernas num só caminho. Uma perna num caminho e a outra noutro torna o andar desajeitado e à medida que os caminhos se vão afastando um do outro torna-se humanamente impossível alargar as pernas por forma a continuarem a caminhar.



E no caminho de volta, tempo de olhar para cima e ver as andorinhas a esvoaçar por cima das nossas cabeças, levando consigo algo mais para acrescentar ao lar que estão a construir. E todos os dias vamos ver se o ninho já está maior. Este ninho é mesmo giro, é diferente; quando todos os outros são feitos de palhinhas, estas aves pretas de barriga branca resolvem ser diferentes e fazer um de barro. São uma lição de vida estas tardes. Para ele e para mim.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mudanças

É engraçado como, com o passar dos dias, das semanas, dos meses e/ou dos anos, os nossos gostos, as nossas necessidades e a nossa perspectiva da casa vão mudando. É bom. Uma casa estática talvez seja uma casa pouco vivida, mas a minha é-o com fartura, sem dúvida.

Não é uma casa de revista, é uma casa onde por vezes as coisas estão desarrumadas, por limpar e outras por arranjar. Mas é uma casa onde há movimento, vida, alegria e muita conversa. E enquanto conversamos percebemos também a necessidade de mudar algumas coisas cá dentro. Coisas que se podem mudar, claro, nada estrutural. Isso será quando um dia fizermos obras... Desta vez mudámos a sala e a cozinha. Trocámos de móveis e mudámos outros de sítio. Ganhei mais espaço na sala e mais arrumação na cozinha. Tudo mais, por isso acho que ficámos a ganhar.

Mas na sala, mantenho à vista o meu serviço de jantar da Spal. Em tons de azul, a minha cor preferida. Sempre quis ter um. Daqueles para ocasiões especiais, serviços completos para uma mesa requintada. Mas são tão caros! Ainda tive uma amiga querida que me ofereceu parte de um como prenda de casamento, da Casa Alegre, lindo, tão colorido, mas ficou muito incompleto porque entretanto deixei passar a colecção. Desta vez encontrei este, juntamente com outros, mas foi este que me luziu o olho. Aqui bem perto de mim. Numa casa de artigos em segunda mão. Completíssimo. Impecável. Só com um dos pratinhos de pão rachados numa pontinha, mal se dá por ela. E a um preço verdadeiramente inacreditável.

Guardo-o com toda a dedicação. Ponho-o na mesa com todo o amor. Faço bem uso dele nas ocasiões especiais que temos. E ponho-o na mesa mesmo quando há crianças. Aliás, cá em casa há sempre pelo menos uma criança. Bom, bem se pode dizer que a maior parte das vezes somos três crianças, mas isso são pormenores... Ponho-o na mesa porque entendo que, apesar de este ser o serviço da minha vida, não é a minha vida. E se se partir alguma peça, não ficarei chateada. É bom sinal. É sinal de que foi usado da melhor maneira, em alegria e papinha da boa. Não sou agarrada às coisas. Tudo tem o valor que tem e no mais, sempre e em qualquer circunstância, as pessoas são o mais importante.

terça-feira, 22 de março de 2011

Mais receitas

Ok Norminha e para quem quiser, aqui vão as receitas. É verdade que não tenho o hábito de publicar aqui as receitas das quais mostro os resultados. É que experimento tantas receitas novas todas as semanas como parte das minhas ementas, que se as publicasse todas aqui isto virava um blog de culinária num instante, eh eh!

Mas as bolachinhas de aveia ficaram mesmo boas, e o bolo é óptimo para aproveitamento de claras cujas gemas gastámos noutras receitas. Então aqui vai.

BOLACHAS DE FLOCOS DE AVEIA

Ingredientes:

125gr de flocos de aveia
1 colher café de fermento em pó
100 gr de açúcar
125 gr de farinha de trigo
125 gr de margarina
1 ovo

Unte um tabuleiro com margarina e polvilhe-o com farinha. Amasse a margarina com o açúcar; depois junte-lhe o ovo e amasse; depois junte a farinha, os flocos e o fermento e amasse tudo bem. Estenda com o rolo até à espessura de 3 ou 4 mm, polvilhando a mesa e o rolo com farinha sempre que necessário para não pegar. Coloque as bolachas no tabuleiro e leve a cozer em forno bastante quente, 15 a 20m. Depois retire e descole-as do tabuleiro. Guarde depois de frias.

FATIAS DE PRATA DOURADA

Ingredientes:

6 claras
250 gr de açúcar
100 gr de margarina
meia chávena de leite frio
sumo e raspa de uma laranja
250 gr de farinha de trigo
50 gr de miolo de amêndoa (facultativo)
margarina para untar a forma

Escalde as amêndoas, retire-lhes a pele, corte-as em filetes e seque-as. Unte muito bem a forma com margarina e polvilhe-a com farinha. Numa tigela, amasse 200 gr de açúcar com a margarina e o sumo e raspa de 1 laranja até ficar em creme; depois junte o leite e mexa muito bem; fica uma espécie de coalhada mas não faz mal, o que interessa é que mexa bem. Bata as claras em castelo e, quando estiverem quase levantadas, junte-lhes os restantes 50 gr de açúcar aos poucos e batendo continuamente. Quando estiverem bem firmes, misture na massa primeiro um pouco de farinha (cerca de 1/4 parte), mexa bem e, depois, a restante farinha e as claras, aos poucos e intercaladamente. Misture-lhe as amêndoas, deite o preparado na forma, alise e leve a cozer em forno que ao princípio pode estar bastante quente mas que, quando o bolo começar a querer alourar, reduz para médio. Leva 45 a 60 m a cozer e de início não convém abrir muitas vezes a porta do forno. Verifique se está cozido e, depois, retire-o. Deixe arrefecer um pouco, desenforme com cuidado e, depois de frio, pode cortar em fatias que são tostadas no grelhador ou em forno quente.

Receita de iogurte natural

Uma fatia de bolo caseiro, bolachinhas de aveia

e um iogurte natural para o pequeno-almoço, e está dado o mote para dar aqui a receita de iogurte natural para a iogurteira, que me foi pedida por um amigo.
Um amigo daqueles que se admiram por já terem entrado na idade em que a maioria já arrumou as botas, mas este parece que descobriu agora a vida! Fantástico. Trata a informática por tu, zela pela saúde como pela vida porque é ela que lhe dá vida e está cheio de projectos. Repito: fantástico.
Bom, a pedido do Sr. S., aqui vai a receita. Nada mais simples!

É só mexer muito bem o conteúdo de um iogurte natural comprado na loja, juntar um litro de leite pasteurizado, adicionar um ou duas colheres de sopa de leite em pó e misturar tudo muito bem. Depois é só encher os boiões e colocá-los destapados dentro da iogurteira durante 8 horas. Mas as instruções vêm geralmente com o aparelho.

Esta é a receita de iogurtes naturais, sem açúcar. Pode adicionar açúcar e fazer iogurtes de sabores, frutas, etc., tudo a gosto. Para mais receitas é só ir aqui e aqui, entre muitos outros sítios. Boas experiências!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Primavera









Mais uma estação que chega. A vida sai aos poucos do interior das tocas, do conforto das casas, dos mil afazeres que se aproveita para pôr em dia em dias que não apetece sair por causa do frio e da chuva, e a vida começa a mostrar-se naquela actividade fervilhante, ansiosa de mostrar a energia, as ideias e os projectos que foram sendo escondidos e acumulados. Tudo pronto para se mostrar no seu melhor. A vida ganha outro ritmo, o ritmo do nascimento e o ritmo do crescimento. É impossível ficar-lhe indiferente.

domingo, 20 de março de 2011

Agradecimento

Quero agradecer a todas vocês que comentaram aqui no penúltimo post. As vossas palavras demonstraram presença e empenho e isso para mim é de valor.
Não se preocupem com os meus medos. Ainda que eles existam e eu não os consiga combater completamente, tudo está entregue a Deus e assim em confiança, tendo medo, não tenho.
Não vos agradeci na altura própria porque andei com a saúde em baixo durante toda a semana. Já estou quase boa e aos poucos, volto a ter novo interesse pelos meus cozinhados sem aversão aos aromas e às texturas. Aliás, novo interesse por tudo, uma vez que parece que se apagaram as luzes durante esses dias e de novo a luz volta a dar cor e brilho a tudo. Que bom é voltar.
Obrigada.

sábado, 19 de março de 2011

Dia do Pai


Defende a mãe com unhas e dentes. Mas o pai é o herói, o companheiro de todas as lutas e brincadeiras mais arrojadas. O pai fá-lo subir mais alto, amparando nas fragilidades e indicando o chão mais seguro, incentivando a chegar com segurança a lugares que fazem parte do sonho.

O pai carrega-o no cansaço e na força, que é para isso que um pai serve, para estar presente, sempre, mesmo quando o corpo tem de estar longe.
Neste dia do pai, a melhor homenagem que este filho faz ao seu, é tornar todos os dias do ano Dia do Pai. E fá-lo com esmero.

Mas apesar desta homenagem, nesta noite nem dormiu, a sonhar com o abrir da prenda para o pai. O sol tinha nascido há pouco e já ele estava a cutucar o meu ombro. "Posso abrir a prenda para o pai?" O pobre pai ainda nem tinha aberto os olhos e já ele estava a rasgar o papel. Vibrou tanto ou mais que nós com este momento. Lindo! E já está a sonhar com o dia da mãe... Acho que estou tramada. Antes do galo cantar, lá vai estar ele ao meu lado no seu eficaz serviço de despertar. Boa filho, sê bem-vindo.