segunda-feira, 21 de março de 2011

Primavera









Mais uma estação que chega. A vida sai aos poucos do interior das tocas, do conforto das casas, dos mil afazeres que se aproveita para pôr em dia em dias que não apetece sair por causa do frio e da chuva, e a vida começa a mostrar-se naquela actividade fervilhante, ansiosa de mostrar a energia, as ideias e os projectos que foram sendo escondidos e acumulados. Tudo pronto para se mostrar no seu melhor. A vida ganha outro ritmo, o ritmo do nascimento e o ritmo do crescimento. É impossível ficar-lhe indiferente.

domingo, 20 de março de 2011

Agradecimento

Quero agradecer a todas vocês que comentaram aqui no penúltimo post. As vossas palavras demonstraram presença e empenho e isso para mim é de valor.
Não se preocupem com os meus medos. Ainda que eles existam e eu não os consiga combater completamente, tudo está entregue a Deus e assim em confiança, tendo medo, não tenho.
Não vos agradeci na altura própria porque andei com a saúde em baixo durante toda a semana. Já estou quase boa e aos poucos, volto a ter novo interesse pelos meus cozinhados sem aversão aos aromas e às texturas. Aliás, novo interesse por tudo, uma vez que parece que se apagaram as luzes durante esses dias e de novo a luz volta a dar cor e brilho a tudo. Que bom é voltar.
Obrigada.

sábado, 19 de março de 2011

Dia do Pai


Defende a mãe com unhas e dentes. Mas o pai é o herói, o companheiro de todas as lutas e brincadeiras mais arrojadas. O pai fá-lo subir mais alto, amparando nas fragilidades e indicando o chão mais seguro, incentivando a chegar com segurança a lugares que fazem parte do sonho.

O pai carrega-o no cansaço e na força, que é para isso que um pai serve, para estar presente, sempre, mesmo quando o corpo tem de estar longe.
Neste dia do pai, a melhor homenagem que este filho faz ao seu, é tornar todos os dias do ano Dia do Pai. E fá-lo com esmero.

Mas apesar desta homenagem, nesta noite nem dormiu, a sonhar com o abrir da prenda para o pai. O sol tinha nascido há pouco e já ele estava a cutucar o meu ombro. "Posso abrir a prenda para o pai?" O pobre pai ainda nem tinha aberto os olhos e já ele estava a rasgar o papel. Vibrou tanto ou mais que nós com este momento. Lindo! E já está a sonhar com o dia da mãe... Acho que estou tramada. Antes do galo cantar, lá vai estar ele ao meu lado no seu eficaz serviço de despertar. Boa filho, sê bem-vindo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mais compreensão

"Onde há amor não há medo. Na verdade, o perfeito amor elimina toda a espécie de receio, porque o medo traz consigo a ideia de culpa, e mostra que não estamos absolutamente convencidos de que ele nos ama perfeitamente. A verdade é que nós o amamos porque ele nos amou primeiro."
IJoão 4, 18,19.

A sério que gostava de ter mais revelação sobre esta passagem do que aquela que tenho. Na verdade, considero mesmo a minha revelação uma coisa ínfima e reduzida ao básico. Ou seja, apenas creio no amor incondicional de Deus, amor tão grande que O levou a dar o Seu único filho por cada um de nós e o aceito. Não alcanço completamente como é que Jesus amou igualmente João, o amigo do coração, e Judas, o amigo que o traiu, mas aceito esse amor porque é um amor que transforma e que preenche qualquer canto da alma. E aceito que ele é dado gratuitamente. E isso basta-me para Lhe dizer: "Eis-me aqui."

Mas gostava mesmo de ter mais revelação. Porque... se aceito esse amor, se o experimento na minha vida, se ele me leva a querer ser mais e melhor naquilo que me é dado alcançar em termos humanos, porque é que sinto medo? Não falo daquele medo instintivo que nos avisa do perigo e evita perigos maiores. Falo de medos bem mais profundos.

Sou humana, eu sei. Qualquer sentimento humano é legítimo a um ser vivente e pensante. Mas se sinto medo em relação a uma pessoa ou situação, será que isso significa que não sinto amor por essa pessoa ou situação? Não me parece assim tão linear e recuso-me a aceitar isso desse modo. Daí que gostaria de ter mais luz sobre este assunto. Talvez aquela luz que me faça ver claramente que os medos que tenho e que para mim são gigantes, não passam na realidade de uns meros gafanhotos. É que, apesar de os gafanhotos serem capazes de dar saltos de gigante, em verdade eles são pequenos e frágeis. Isto pode não ter importância nenhuma para alguém que passe por aqui, mas tem muita para mim... Abri um canto do meu coração...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pensamento do dia


É velha, como ele é velho, mas é uma reflexão sempre actual:

A nossa maior glória não é nunca cair, mas levantarmo-nos de cada vez que caímos.
Confúcio

quarta-feira, 9 de março de 2011

Iogurteira

Iogurteira... Quem tem uma? Decerto bastantes pessoas, especialmente as que gostam muito deste alimento e apreciam aquilo que é feito em casa com dedicação e preocupação pela saúde. Mas uma destas...

Fui ao fundo do baú e desencantei esta, que o meu pai comprou há muitos, muitos anos, nem sei bem porquê. É que nunca ninguém lá em casa foi grande apreciador de iogurtes, daí a minha dúvida. O certo é que esta custou 60$00!! Um grande investimento na altura, para ficar lá em cima, escondida numa prateleira do meu quarto em casa da minha mãe, ainda dentro da embalagem.

Pois então, resolvi trazê-la para a luz e dar-lhe nova vida. Estava decidida a experimentar fazer iogurtes em casa. Não porque ache mais económico, porque não acho. Ao preço a que eles estão, de marca branca, não me parece que seja por aí. É que se fizermos as contas a um pacote de leite, a um copo de iogurte e ao leite em pó que é necessário ir adicionando em cada preparação, sem falar na electricidade gasta, não é mesmo por aí. Quanto a mim, a questão prende-se com a saúde, com os aditivos, a adição de açúcares e tudo o resto. Aí, sou eu que controlo. Sem falar no enorme prazer que é prepará-los em casa, claro.

É bem antiguinha, não é? Um mimo e uma relíquia. Reparem no pormenor da lâmpada ao centro. Lindo!

A verdade é que a experimentei ontem à noite e de manhã já tinha os meus primeiros iogurtes naturais, prontos a ir para o frigorífico. E quando cheguei a casa, toca a provar. Deliciosos! A carraçinha comeu logo dois seguidos com os primeiros morangos que comprámos este ano. Ia apanhando uma barrigada. Aprovados estes, seguem-se novas receitas de iogurtes com sabores, frutas e por aí fora. No Verão então, acho que a coitada vai estourar.

Junex, a sua iogurteira, pois então.

terça-feira, 8 de março de 2011

O nosso Carnaval

Do Grandioso Corso Carnavalesco (é que a minha carraçinha se farta de rir quando digo esta expressão com aquele ar de quem está a anunciar o maior espectáculo do mundo!), o que eu gosto mais é mesmo daquilo que me é tradicional e que não vai de modas, nem de sátiras, nem de actualidades. Do que eu gosto mais é dos Cabeçudos e Gigantones, que faziam os meus horrores em criança, ao mesmo tempo que me atraíam o seu colorido e a sua dimensão, dos Zés Pereiras com os seus bombos e gaitas de foles, e daqueles que se atrevem a mascarar-se com o que a imaginação lhes ditar. É disto que eu gosto. O resto, para mim, é paisagem, apesar de reconhecer o empenho daqueles que se esforçaram na decoração dos carros alegóricos neste dia tão cinzento.










E agora estou mesmo a ver o que se segue nos próximos dias, à semelhança dos anos anteriores: vai a minha carraçinha à frente a bater no seu tambor, e eu atrás, com os braços bambos, a rodopiar, a fazer de Gigantone. E assim deambulamos pela casa. Socorro!!