segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Felicidade

Felicidade é celebrar com ele todos os dias e todos os anos um dia especial, o dia em que ele veio transformar e enriquecer as nossas vidas. Celebrou ontem cinco anos. Uma vida curta mas creio, bem vivida, cheia de alegrias e emoções, aventuras e descobertas, seguro na confiança e no amor dos pais.
A prenda dos pais e do avô foi uma visita ao jardim zoológico. Nem tivemos dúvidas na escolha. Sim, porque quem fica em êxtase só de visitar a loja dos animais, certamente iria delirar com o jardim zoológico. Não nos enganámos. Foi um dia inesquecível para todos. Para o avô, que não ia lá há uns 50 anos e para os pais, que não iam lá há uns 30. As diferenças são muitas, para melhor.
De tudo, guardo com emoção cada bocadinho mas rio sempre só de lembrar o espectáculo com os golfinhos. Lindo. Quem me estivesse a observar, iria ver-me sempre de lágrima no olho e boca escancarada. Totó do princípio ao fim, mas bem emocionada. O avô, esse, estava a ver que o tínhamos de sedar. Lindo! Quase se punha em pé, "Olha, olha, olha!!!!", "Bestial!". À nossa frente, quase silêncio, e o sogrinho no delírio, quase a saltar para dentro do tanque. Isto, a fazer 81 anos! Não tem juízo nenhum. O máximo.

E no dia, o jantar com as primas, os tios e os amiguinhos do coração. Brincadeira, comida, prendas, jogos, eles fizeram a festa toda e nós, à nossa maneira, também celebrámos à grande. E desta vez foi mesmo só abrir a mesa, sem necessidade de mudar móveis. Enooorme, que ela me pareceu. E coubemos todos à vontade.
No fim, sobrou a satisfação de momentos bem vividos e de muita loiça para lavar. Todos têm pena de mim porque não tenho máquina de lavar loiça. Acho que ainda não os consegui fazer compreender que para mim é um prazer lavar aquele montalhão todo de loiça. É quase como um prolongar da festa. Normalmente guardo essa tarefa para o dia seguinte. E enquanto arrumo, limpo, lavo, esfrego e o mais que houver, vou revivendo o que se viveu. Recordar é viver, dizem. Se calhar...
E hoje, com mais um lindo dia de sol, lá foi ele todo contente e saltitante para a escolinha com mais um bolinho, porque é o dia dos coleguinhas lhe cantarem os Parabéns. É uma felicidade vê-lo feliz.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cheiro a Primavera

Tempo de abrir as janelas de par em par e deixar a casa arejar. Coisa que faço frequentemente porque, se há coisa que me é essencial, é ar e luz natural.

Tempo de sentir saudades da carraçita que está na escola e que por acaso deixou a mesa da varanda toda desarrumada com brinquedos...

Tempo de olhar o brilho do sol na paisagem e o aroma da roupa acabada de lavar, que o vento traz até mim e inspirar por puro prazer.

E tempo de jardinar.

É complicado fazê-lo num apartamento, mas insisto em como a minha casa tem de ter flores e plantas, tentando saber quais as que melhor se adaptam ao local, quais as necessidades de cada uma, cuidar delas também, porque requerem cuidados de ser vivo. Não sou propriamente uma jardineira convicta, mas esforço-me por trazer cor e aromas à casa e adoro mexer na terra, nos vasos, nos ramos a podar, nas folhas e flores secas a tirar.

E esperar pelos melhores resultados e que estes se mantenham. A verdade é que de tudo isto tiro imenso prazer até ir buscar a minha riqueza, sentindo o cheiro da Primavera a chegar. Sabe bem.

Esta semana tem sabido a Primavera.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A pé

Hoje amanheceu cheio de brilho mas, no início desta semana, passando eu a pé por sítios onde habitualmente passo de carro, fiquei comovida com a paisagem à minha volta.

Só a pé dá para sentir o cheiro húmido no ar e o vento frio que faz apertar mais o casaco contra o corpo, numa tentativa de o aquecer.

O fuminho sai pela boca na manhã fresca, mas sabe mesmo bem ter uma perspectiva calma e minuciosa dos sítios por onde se passa a correr a maior parte das vezes.


Nesse mesmo dia apanhámos raminhos de mimosas ainda orvalhados da chuva e fizemos as alegrias da casa com mimos amarelos e cheiro doce.

E agora o sol já reina, o cheiro no ar já é outro e a Primavera parece estar mesmo aí a chegar...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Desejo de vida


Desejo de vida
Desejo na vida
Desejo para a vida
Desejo vida
Desejo
Vida

E é assim que se acende uma vela e com o coração de joelhos se faz uma oração. Obrigada Deus, por me entenderes.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mimosas e camélias

Muitas cores e aromas suaves foi o que eu vi e senti nos meus dias de trabalho. Os poucos raios de sol que, com a sua força, iluminaram a natureza, evidenciaram as promessas da vinda da próxima estação. Já tudo começa a despontar, brotar, rebentar. A natureza, no seu melhor, começa a revelar-se, anunciando a esperança de eterna renovação da vida. Impossível ficar alheio a tanta força. Sem reservas, é tão bom rendermo-nos àquilo que nos faz bem.





quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Continuemos...

Agora que os trabalhos pequenos acabaram, resta continuar a toalha grande. Tão grande, que ainda nem tive coragem para a medir.

Adoro espreitar pelo saco entreaberto e ver a conjugação de cores escolhidas. E recordar a maciez deste tecido tão antigo que a cliente amiga guardou, à espera de encontrar alguém que lhe bordasse estas flores campestres. Tudo é rústico nesta toalha.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chuva de esperança

Choveu de noite e o dia amanheceu cinzento e chuvoso. A roupa estava estendida lá fora, na esperança dos raios de sol que a meteorologia tinha prometido, em vão.

Mas cá dentro há sempre tanto que fazer. Cá dentro não há tédio. É uma pena que não se valorize devidamente quem dedica todo o seu tempo a cuidar da casa e da família, porque esta é uma ocupação de suma importância. É um verdadeiro luxo poder cuidar daqueles que amamos. Lavar, passar, esfregar, arrumar, limpar, cuidar, mimar, brincar. Levar assim a vida com brilho e bom cheiro. A vida não é só isto, mas também é isto. E cada um deveria ter a oportunidade de escolher como vivê-la, sem pressões nem críticas, antes com valorização e incentivo.

Mas, por entre brinquedos e ramos secos, mais um paninho terminado, pronto a entregar.

E ao mesmo tempo, ficar emocionada ao ver que, no meio de um raminho seco arrancado de uma das árvores ali de baixo, já começaram a brotar rebentos, rebentos de esperança cá dentro.

E não é que o sol chegou? Acompanhado do vento que faz esvoaçar a roupa no estendal. Não faz mal, não tarda nada está toda sequinha. É um privilégio assistir às mudanças com quietude. É, de facto, um verdadeiro luxo poder cuidar daqueles que amamos.