sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mimosas e camélias

Muitas cores e aromas suaves foi o que eu vi e senti nos meus dias de trabalho. Os poucos raios de sol que, com a sua força, iluminaram a natureza, evidenciaram as promessas da vinda da próxima estação. Já tudo começa a despontar, brotar, rebentar. A natureza, no seu melhor, começa a revelar-se, anunciando a esperança de eterna renovação da vida. Impossível ficar alheio a tanta força. Sem reservas, é tão bom rendermo-nos àquilo que nos faz bem.





quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Continuemos...

Agora que os trabalhos pequenos acabaram, resta continuar a toalha grande. Tão grande, que ainda nem tive coragem para a medir.

Adoro espreitar pelo saco entreaberto e ver a conjugação de cores escolhidas. E recordar a maciez deste tecido tão antigo que a cliente amiga guardou, à espera de encontrar alguém que lhe bordasse estas flores campestres. Tudo é rústico nesta toalha.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chuva de esperança

Choveu de noite e o dia amanheceu cinzento e chuvoso. A roupa estava estendida lá fora, na esperança dos raios de sol que a meteorologia tinha prometido, em vão.

Mas cá dentro há sempre tanto que fazer. Cá dentro não há tédio. É uma pena que não se valorize devidamente quem dedica todo o seu tempo a cuidar da casa e da família, porque esta é uma ocupação de suma importância. É um verdadeiro luxo poder cuidar daqueles que amamos. Lavar, passar, esfregar, arrumar, limpar, cuidar, mimar, brincar. Levar assim a vida com brilho e bom cheiro. A vida não é só isto, mas também é isto. E cada um deveria ter a oportunidade de escolher como vivê-la, sem pressões nem críticas, antes com valorização e incentivo.

Mas, por entre brinquedos e ramos secos, mais um paninho terminado, pronto a entregar.

E ao mesmo tempo, ficar emocionada ao ver que, no meio de um raminho seco arrancado de uma das árvores ali de baixo, já começaram a brotar rebentos, rebentos de esperança cá dentro.

E não é que o sol chegou? Acompanhado do vento que faz esvoaçar a roupa no estendal. Não faz mal, não tarda nada está toda sequinha. É um privilégio assistir às mudanças com quietude. É, de facto, um verdadeiro luxo poder cuidar daqueles que amamos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Inebriante


Estão a despontar, os meus jacintos. E entrando na cozinha, é impressionante como o odor que eles emanam enche todo o espaço. Inebriante.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Consolo na dor


Às vezes dói. Às vezes faz chorar. Às vezes parece que tudo se vai desmoronar ao ficarmos sem chão nem ramo a que nos agarrarmos. Assim é a vida às vezes. Pessoalmente, tenho uma forma de transformar o tamanho da minha dor no tamanho do meu consolo. Sentar no colo do Pai. A sério. No meu coração, não há melhor do que chorar no colo dEle e sentir os afagos no cabelo, as carícias na pele, o enxugar das lágrimas, o sorriso compreensivo, o aperto dos braços num abraço caloroso e ouvir sussurros de amor. E ficar assim, quietinha, a sentir o bater do coração dEle e a Sua presença tão forte. Não há como o amor do Pai para nos consolar assim, para nos dar força, vida e esperança. Porque Ele a ninguém abandona, a ninguém critica, a ninguém mente. Mesmo na nossa (minha) infidelidade Ele permanece fiel, sempre. E quem prova deste amor incondicional, quer provar toda a vida com base nele.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Caminho


Não me lembro se li algures, se sonhei, se pensei, mas a verdade é que isto me tem vindo muitas vezes à cabeça: se olharmos para baixo, vemos o caminho; se olharmos para cima, vemos o céu.
O ideal será o meio termo, não andar sempre de cara enterrada nem andar sempre dez palmos acima do chão. Mas todos nós sabemos que há dias assim. Dias em que não tiramos o olhar do chão e outros em que só vemos o horizonte vasto, bonito e brilhante. Não importa. Importa que o nosso coração esteja sempre focado no alvo. O olhar, esse, guia-nos pelo caminho, seja ele na terra, seja ele no céu. E lá chegaremos, se soubermos para onde nos dirigimos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sol e laranjas

Apesar das manhãs e tardes frias, que fazem permanecer a tosse teimosa, sabe bem aproveitar o calor que o sol dá durante o dia. E encher a cesta de laranjas sumarentas e doces, com a ajuda da carraçita, pois tá claro, que nunca se nega, mesmo depois do enorme esforço de fazer uma cova na terra para depositar sementes de abóbora e de a regar para comermos muitas abóboras mais tarde!

Chegar a casa, arrumar as laranjas na fruteira e fazer sumo, muito sumo. Aqui a minha velha máquina de espremer citrinos continua uma máquina! Já não é branca, apesar de me ter sido oferecida numa altura em que os meus cabelos também ainda não o eram (!), já tem aqui e ali uma ou outra rachadura, mas nunca me desapontou.

E beber. Saborear. Fechar os olhos. E dizer aaaah, no fim. Tão bom...