domingo, 30 de janeiro de 2011
Flores
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Ponto Cruz
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Inverno
Ainda não me cansei do Inverno. Gosto do frio, e gosto sobretudo destes dias de sol. A luz é tão brilhante, penetra em tudo sem pedir licença e transforma a coisa mais banal em algo harmonioso e esplendoroso. Pelo menos é isso que eu acho.
E é bom trabalhar no Inverno, no meu caso. A andar, aqueço o suficiente para não ter frio e não transpiro até ficar peganhenta, como acontece no Verão.
Mas bom bom, é ter tempo suficiente para usufruir do ar livre com a carraçita.
O Homem-Aranha treina para salvar os bons das garras dos maus.
O sol brinca às escondidas atrás de uma árvore.
Ou atrás das nuvens, que com ele disputam o céu.
Vamos ver se conseguimos ver as pessoas dentro dos aviões?
Talvez não consigamos, mas conseguimos descobrir mais um ninho deixado em cima de uma árvore.
O merecido descanso dos guerreiros, antes de ir fazer o jantar. A cadeirinha a postos para ficar ao meu nível na bancada da cozinha, e a carraçita é presença assídua na preparação dos cozinhados cá de casa. Ele é o Telmo, eu sou a Tula. Conhecem?
E é bom trabalhar no Inverno, no meu caso. A andar, aqueço o suficiente para não ter frio e não transpiro até ficar peganhenta, como acontece no Verão.
Mas bom bom, é ter tempo suficiente para usufruir do ar livre com a carraçita.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Avental
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Ponto Cruz
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O que será melhor?
Foi um fim-de-semana que deu que pensar, este.
Em primeiro lugar, ontem foi dia de eleições. Fui votar na consciência de que é um direito e um dever. Com toda a honestidade, cada vez menos acredito na política mas, em nome dos que outrora lutaram com sacrifício por este direito, fui votar. Pena acreditar que, em essência, nada mudará...
Em segundo lugar, tive uns encontros que me fizeram pensar no que se segue.
O que será melhor?
Ter uma casa ou um lar? Uma boa casa, bons acabamentos, piscina até, recheio de luxo; ou uma casa talvez mais modesta, pobre até, mas vivida na sua essência, cuidada e mimada e recheada de pessoas luminosas?

Ter um automóvel ou um meio de transporte? Um modelo topo de gama, daqueles que fazem sombra ao sol; ou um carro que nos leve onde queremos e nos proporcione viagens a cantar, a contar histórias e a partilhar emoções?
Ter um parceiro ou um casamento? Ter alguém para nos fazer companhia, só para dizermos que não estamos sós, só para manter a aparência de família mas, nalgumas situações, a viver um divórcio casado, com medo de assumir o que já se perdeu; ou ter alguém para partilhar a vida, alguém com quem podemos rir, chorar, mostrar o lado princesa (ou príncipe) e o lado bruxa má (ou sapo) e ainda assim permanecer firme, e partilhar um projecto com objectivos comuns?

Ter filhos ou educá-los? Pôr filhos no mundo para deixar a sua educação ao critério de outros e mais tarde, ao seu próprio critério, só para dizer que é bom ter filhos e porque toda a gente tem; ou influenciar na sua maneira de ser, gostar de partilhar a vida com eles e chorar a dor deles e rir da alegria deles?
Ter um emprego que dê dinheiro e status ou um emprego mais modesto? Ter um trabalho que dê milhões mas que para os obter roube o tempo precioso para as coisas preciosas; ou ter um onde se ganhe menos e a posição seja de pouca ou nenhuma projecção, mas que permita ter tempo para rebolar no chão com os filhos, passear de mão dada, cozinhar aromas e sabores inesquecíveis, apreciar a luz das velas?

Ter roupas sempre novas ou usar as mesmas durante anos? Ter boa aparência, só para dizer que se tem e por dentro, andar meio roto; ou andar de forma simples mas andar com segurança e em novidade de vida?

Acredito que se as perguntas acima fossem a votos, à falta de escolha de ambas as hipóteses, que seria o ideal, 95% votariam na segunda hipótese em todas elas porque, em teoria, seria a mais adequada. Mas na prática, quantos não dão maior valor ao aspecto exterior das coisas? Porque o aspecto exterior é aquilo que os outros vêem, e a opinião dos outros ainda continua a importar muito para nós. Esquecemos assim que o aspecto exterior é aquele que se desvanece mais rapidamente. Um pouco como a palha e o ouro. A palha, vem o vento e leva-a, vem o fogo e consome-a, vem a água e apodrece-a. O ouro, venha o que vier, até o próprio fogo que o derrete, não deixa de ser ouro, não se consome e continua a ser sempre de grande valor.
Em primeiro lugar, ontem foi dia de eleições. Fui votar na consciência de que é um direito e um dever. Com toda a honestidade, cada vez menos acredito na política mas, em nome dos que outrora lutaram com sacrifício por este direito, fui votar. Pena acreditar que, em essência, nada mudará...
Em segundo lugar, tive uns encontros que me fizeram pensar no que se segue.
O que será melhor?
Ter uma casa ou um lar? Uma boa casa, bons acabamentos, piscina até, recheio de luxo; ou uma casa talvez mais modesta, pobre até, mas vivida na sua essência, cuidada e mimada e recheada de pessoas luminosas?
Ter um automóvel ou um meio de transporte? Um modelo topo de gama, daqueles que fazem sombra ao sol; ou um carro que nos leve onde queremos e nos proporcione viagens a cantar, a contar histórias e a partilhar emoções?
Ter um parceiro ou um casamento? Ter alguém para nos fazer companhia, só para dizermos que não estamos sós, só para manter a aparência de família mas, nalgumas situações, a viver um divórcio casado, com medo de assumir o que já se perdeu; ou ter alguém para partilhar a vida, alguém com quem podemos rir, chorar, mostrar o lado princesa (ou príncipe) e o lado bruxa má (ou sapo) e ainda assim permanecer firme, e partilhar um projecto com objectivos comuns?
Ter filhos ou educá-los? Pôr filhos no mundo para deixar a sua educação ao critério de outros e mais tarde, ao seu próprio critério, só para dizer que é bom ter filhos e porque toda a gente tem; ou influenciar na sua maneira de ser, gostar de partilhar a vida com eles e chorar a dor deles e rir da alegria deles?
Ter um emprego que dê dinheiro e status ou um emprego mais modesto? Ter um trabalho que dê milhões mas que para os obter roube o tempo precioso para as coisas preciosas; ou ter um onde se ganhe menos e a posição seja de pouca ou nenhuma projecção, mas que permita ter tempo para rebolar no chão com os filhos, passear de mão dada, cozinhar aromas e sabores inesquecíveis, apreciar a luz das velas?
Ter roupas sempre novas ou usar as mesmas durante anos? Ter boa aparência, só para dizer que se tem e por dentro, andar meio roto; ou andar de forma simples mas andar com segurança e em novidade de vida?
Acredito que se as perguntas acima fossem a votos, à falta de escolha de ambas as hipóteses, que seria o ideal, 95% votariam na segunda hipótese em todas elas porque, em teoria, seria a mais adequada. Mas na prática, quantos não dão maior valor ao aspecto exterior das coisas? Porque o aspecto exterior é aquilo que os outros vêem, e a opinião dos outros ainda continua a importar muito para nós. Esquecemos assim que o aspecto exterior é aquele que se desvanece mais rapidamente. Um pouco como a palha e o ouro. A palha, vem o vento e leva-a, vem o fogo e consome-a, vem a água e apodrece-a. O ouro, venha o que vier, até o próprio fogo que o derrete, não deixa de ser ouro, não se consome e continua a ser sempre de grande valor.
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Momentos
sábado, 22 de janeiro de 2011
E sai mais um
Este é único (por agora...), mas já estão em marcha outras encomendas. Que bom é dar forma e cor a linhas que se fundem com o pano.
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Ponto Cruz
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Que dia tão rico
Em jeito de começo, o cinzento dos dias foi deixado para trás e hoje, finalmente, esteve sol à séria.
E parece que, com ele, tudo se exibiu em esplendor e fez sobressair o seu melhor.
Durante este meu dia de trabalho fui ter a uma casa, como já fui tantas vezes. Fica num beco. É velhota. Tem um quintal ao lado com algumas sementeiras e ao fundo, um monte de tralha. Quem a habita é um casal também velhote. Geralmente é ele que me atende, porque anda sempre cá por fora no quintal. Curvo, com roupas velhas, ninguém dá nada por ele. Hoje não estava cá fora e tive de entrar quintal adentro e bater no vidro da janela para me fazer ouvida. A porta estava aberta e a luz do sol inundava o interior. Fiquei extasiada. Lá dentro, em cima do sofá e pelas paredes, uma colecção enorme de quadros, emoldurados ricamente. Representavam paisagens, na sua maioria de Torres Novas e algumas praias. E na entrada estava aquilo que, durante a quadra do Natal foi a aldeia do presépio, toda em cortiça. Naquele velhote, estava o poder de dar vida a materiais e telas de uma forma tão amorosa e impressionante. Fiquei tão comovida. Foi a mulher que me disse que era tudo obra dele e ele, que tinha vindo à porta, escondeu-se. Talvez por humildade, talvez por timidez, ou até mesmo por antipatia, sei lá. Mas sem dúvida, um coração a descobrir.
Da parte da tarde, passei numa rua onde, desde sempre, vi um senhor, também velhote, a cuidar de um quintal enorme, cercado por muros e rodeado de casas. Uma espécie de oásis no meio do deserto. "Sabe, isto não é meu. Mas moro aqui perto e os donos, que moram longe, deram-me esta terra toda para cuidar." E a verdade é que o quintal estava sempre repolhudo, uma beleza. Isto já foi há uns anitos e ultimamente não tenho visto o senhor e o quintal parece até um pouco abandonado. E pensei: se calhar o senhor está doente ou então já morreu. É que já morreu tanta gente durante estes anos neste serviço, algumas que me deixam saudade e a pensar na vida. Mas é assim mesmo e não podemos fazer nada... E qual não foi a minha surpresa quando, hoje, vi o senhor! Lá estava ele, agarrado à bengala que nunca lhe vi mas ainda assim, com a enxada na outra mão a cavar a terra. Fantástico! Fiquei tão feliz.
E para finalizar, quando fui buscar a minha riqueza, já quase escuro, todas as cabeças olhavam para o ar. É que, lá no alto do telhado, numa antena de televisão, estava um pássaro numa melodia única. Há tanto tempo que não ouvia um cantar tão bonito. Não reconheci a espécie uma vez que estava a escurecer e se só se lhe via a silhueta. Nada o demovia. Nem o barulho dos carros, nem o barulho das crianças a sair da escola, nada. E encantava todos com o seu canto. Impossível passar despercebido, aquele consolador de almas.
Que dia!
Há por aí tanta gente com dons incríveis e que ninguém conhece. Antes, pensava que era um desperdício esconder tamanhas vocações da Humanidade, que certamente ficaria mais rica se as conhecesse. Hoje, penso um bocadinho diferente. A maioria das vezes, a nossa Humanidade são os que estão à nossa volta, bem próximos de nós. No anonimato, certamente que, com os dons que Deus nos deu, sejam eles quais forem, enriquecemos e mudamos vidas à nossa maneira, sem que nos apercebamos. E somos felizes assim. Por vezes, não é por fazer toda uma Humanidade feliz que se é importante ou reconhecido. Basta tocar um coração para se mudar uma vida. E basta este pouco para se ter o maior galardão de todos: o do amor.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Bons semeadores
"Um lavrador andava a semear nos seus campos. Enquanto espalhava a semente na terra, alguma caiu ao lado dum caminho, e vieram os pássaros e comeram-na. Outra caiu em terra pedregosa e pouco profunda; as plantas depressa nasceram no chão pouco espesso, mas logo o calor as queimou, pelo que murcharam e morreram por terem tão fraca raiz. Outras sementes caíram entre espinhos, que abafaram as folhas tenras. Outras, porém, caíram em chão bom, e deram uma colheita de trinta, sessenta ou mesmo cem vezes o que tinha sido semeado. Quem sabe ouvir, então que ouça!"
Mateus 13
Com a transcrição desta, do Bom Semeador, não quero iniciar nenhuma nova teoria teológica. Tudo é muito simples, basta observar.
Nada mais simples do que uma sementeira. Abre-se a terra e deposita-se a semente ou planta-se uma planta. Vi a minha família fazer isto muitas vezes. Eu própria, em pequenita, não resistia a acompanhá-los e todos os anos me era destinada uma leira para eu fazer a minha horta. Que excitante era ver o despontar do que eu tinha semeado, e regar e ver crescer e colher o fruto desse trabalho. Lindo.
E aprendi isto:
- se semeamos batatas, colhemos batatas;
- basta uma metade de uma batata velha dentro da terra para ela produzir uma batateira que vai dar muitas batatas;
- se cuidarmos do que semeámos, a produção será maior do que se a deixarmos ao abandono.
Este é o mundo natural, segundo as suas regras, tal qual ele é.
E assim sucede no mundo espiritual. Se eu semear o mal, não posso esperar colher o bem. Se eu semear o mal, por mais pequeno que ele seja, ele vai crescer e tornar-se maior e em maior número. Se eu cuidar dele, ele vai durar muito tempo e alimentar-me a mim e aos outros.
Este é um exemplo muito simples, mas não há volta a dar-lhe. É assim. É o que vejo acontecer. De uma forma muito dolorosa, é o que observo. Podemos até mascarar a coisa e dar-lhe uns retoques sofisticados de modo a fazer parecer que o que semeámos foi bom e faz bem, mas a seu tempo, TUDO virá a descoberto e o que foi semeado vai de facto florir e frutificar. O bem ou o mal. E isto ainda aqui nesta terra onde vivemos.
Vamos ser bons semeadores?
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Deus
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