terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eu vi





Pois é, isto cá por Tomar andou turbulento, hoje. Foi assustador. Nunca tinha visto um tornado assim, mais parecido só nas notícias na televisão, e ver o reboliço que este pequeno fez, foi preocupante. O barulho era imenso, as folhas andavam no ar e entravam dentro de casa, os pombos andavam desgovernados ao sabor do vento que girava, ouvia-se pessoas a gritar, as sirenes dos bombeiros, ambulâncias e INEM eram assustadoras. O trânsito estava um caos. Acidentes causados talvez pelos nervos e pela distracção dos condutores, aconteciam. Estava tudo em polvorosa, é verdade. E como estávamos privados de energia eléctrica, não havia acesso a notícias, só pela rádio e na altura dos acontecimentos, ainda não havia notícias, só barulho. Só descansei quando fui buscar o pequenito e vi que estavam todos bem. As previsões meteorológicas não são animadoras, mas esperemos que outro não volte.

Correcção: por falta de meios de comunicação, só há pouco soube que as minhas sobrinhas estavam no sótão de um prédio na altura em que passou o tornado. Para além do pânico, uma perna atingida por estilhaços e alguns pontos em cima. Tadinhas. Mas está tudo bem.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lagar

Hoje foi dia de ir ao lagar e trazer azeite. Daquele com cor, aroma, textura e sabor de azeite. À séria. Meu Deus...



Foi bom demais sentir aquele perfume no ar e aquela cor de ouro a jorrar para dentro dos garrafões. A carraçinha estava numa agitação só. Queria ver tudo, saber como tudo se processava, adorou ver as máquinas a trabalhar e fez milhões de perguntas. E fez questão de nos ajudar com os garrafões. Andava tão mimocas diante da alegria de ver uma coisa nova e boa. Foi muito bom.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ano velho, chávena nova

Dia de chuva, dia de muitas decorações natalícias e preocupações com a febre da carraçita, que pouco se deu por vencido diante de tantas coisas para fazer. Meteu o nariz em tudo, quis participar em tudo, deu a opinião em tudo e ainda deixou vestígios do seu bom gosto por todo o lado. Assim é que é.
Pausa. Ao ritmo a que eu parto loiça, é um estrear de loiça nova com alguma frequência. Agora que estamos a chegar ao fim do ano, tempo de tirar do fundo do baú as velhas chávenas de café. Taaaantos anos que elas já têm. Não sei bem ao certo, mas estavam guardadas há cerca de 30 anos! Estou mesmo a ficar velhota... Mas gostei. Sabe bem. São velhinhas, mas novas aos nossos olhos. Óptimas para saborear um merecido momento de pausa... Até que a carraçinha chame outra vez, claro.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Frio

Hoje amanheceu assim. Preferia que a erva branquinha fosse neve, mas tem-se o que se pode... Frio, muito frio.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fogo na água

Adoro o meu trabalho! Porque me permite passar por sítios lindos e ainda registá-los na minha máquina. Adoro o frio. Bom, talvez não adore assim tanto, mas gosto mesmo muito.

Hoje ia a caminho de Fátima e reparei no fumo que saía da terra. Sabia que por ali passavam riachos. Não resisti a parar.

Fantástico passar por ali. Eu andava saltitante. Só me apetecia deixar o carro para trás, largar o trabalho e ir desbravar terreno por ali. Nem sentia frio, tamanha era a excitação. E se estava frio!

Desconfio que, durante o Inverno, há sítios por aqui nestas encostas que não chegam a ver a luz do sol durante todo o dia. A estrada permanece constantemente molhada e tem de se ir com atenção redobrada.


Ao chegar a Fátima vi, numa curva, alguém a tirar fotos. Achei engraçado e perguntei-me a mim mesma: será que aquele também tem um blogue? Olhei pelo retrovisor e só deu para ver branco na base do espelho. Novamente pensei para comigo: que nuvens tão bonitas. Ele também deve ter a mesma fixação que eu pelas nuvens. Foi então que, deste ponto alto onde me encontrava, fui à procura das tais nuvens...

Pois não senhor. Apesar de a qualidade das fotos não ser a melhor, o que eu vi e aquele senhor estava a fotografar, era a neve lá nas montanhas.

Ao vivo, era lindo de ver. Tentei saber onde era mas nenhuma das respostas me satisfez. Alvaiázere? Impossível. Sicó? Idem. Lousã? Também não. A última resposta que obtive foi Pampilhosa. Talvez. Só sei que era lindo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia 1

O nosso calendário do advento!
Em vez de comprar um, fizemo-lo. Dá para 12 dias e ainda não sei o que vou pôr lá dentro. Se os tradicionais chocolatinhos ou uma história relativa ao Natal, para contar antes de deitar. Bom, ainda tenho 12 dias para pensar.
Tinha tudo cá em casa, foi só compor. Um quadro de cortiça, um pano para forrar, rolos de papel higiénico forrados com papel autocolante, uns bonecos e alfinetes e já está. A carraçinha adorou. Bem sei que não está formidável, mas está nosso e faz-nos felizes. É o importante.
A Árvore vai ter de esperar até ao fim-de-semana. Hoje não deu, que pena. Mas é bom ir assim devagar, para saborear lentamente cada dia deste quase Inverno gelado e húmido.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O meu mês está a chegar

Dezembro... Não sei como não nasci em Dezembro. Acho que é mesmo o meu mês.

Chuva, frio, verde, luz acolhedora, sol brilhante, gotas de orvalho, geada. Gorros, cachecóis, luvas, casacos, meias de lã. Lareira, castanhas, conversas calmas, cobertores quentinhos, chocolate quente, café, chá...

Natal! O Natal. Os preparativos, a decoração, a Árvore, a consoada, o Bolo-Rei, as felhoses-velhoses-beloses-o que queiram, os junquilhos em forma de flores, os coscorões, as rabanadas, o polvo, o bacalhau grosso, as couves, o cabrito, a roupa velha...
O aconchego, o riso das crianças, as conversas dos adultos. O recolhimento, o espírito que se eleva. As velas acesas, o calendário do advento, as prendas feitas com carinho e oferecidas com amor.
E Jesus. Sabemos lá qual foi o mês em que Ele nasceu, mas escolhemos celebrá-lo em Dezembro. É por Ele que nos juntamos e que todos os bons valores de que se fala nesta época fazem sentido. É por isso que Natal é quando o Homem quer, e quisesse ele que fosse todos os dias! Afinal, se Deus entendesse que o que nós mais precisamos é de dinheiro, Ele ter-nos-ia enviado um economista. Se de boa aparência, um esteticista. Se de boas casas, um construtor. E por aí fora. Mas Ele entendeu que a nossa maior necessidade era interior, era elevada ao nível da felicidade, da paz, do amor, da misericórdia, da alegria, do altruísmo, da esperança, da vida eterna. Por isso nos enviou o Salvador. Para nos reconciliarmos com nós próprios e com os outros.
Será que alguém pensa nisto nos dias que correm?