sexta-feira, 17 de setembro de 2010

São rosas, Senhor!

Que bom é sentar em frente a um par de rosas, sentir o vento a refrescar a pele quente e descansar na beleza da cor e da forma, como se de um quadro de um ilustre pintor se tratasse.
Vagueamos, por vezes, em busca de um qualquer milagre, sem prestar atenção ao maior e verdadeiro milagre: a celebração da vida. O dom maior. Desejo a todos muitas celebrações e muitas vitórias, com todas as alegrias a elas inerentes.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

I Festival de Estátuas Vivas em Tomar


Estou ansiosa para ver. Acho que vai ser o máximo. Quem puder, não perca!








quarta-feira, 15 de setembro de 2010

De orelha a orelha

Deixei-o na escola novamente depois do almoço e saí de lá com um sorriso de orelha a orelha. Uma mãe ou um pai ficam com mais 100 anos de vida quando vêem um filho feliz!
Este ano não houve a angústia da separação como no ano passado, em que ele ficava a chorar no colo da educadora, de braçinhos estendidos para mim. Bem sei que passava logo a seguir, mas o meu coração ficava a chorar a manhã toda, até chegar a hora de o ir buscar para o almoço.
Este ano já está um senhor, e é ele quem consola os meninos que entraram de novo. E acorda todo excitado a querer ir para a escola. Desconfio que uma manhã destas já o vejo com o pequeno-almoço preparado, vestido e lavado e de mochila às costas, pronto a sair!
Hoje fez uma traquinice! Apanhou um gafanhoto e pô-lo dentro da mochila do Simão! Safadinho, esta minha riqueza. "Mas eu depois soltei-o, mamã. Porque não se mata a natureza." Lindo!
Estou quase a ir buscá-lo novamente. Deixei-o tão contente. Correu para o pátio mas não encontrou nenhum amiguinho. Voltou-se e veio a correr todo feliz porque tinha encontrado o Afonso. E o Afonso ficou todo contente ao vê-lo. Afaguei o cabelo do Afonso, recebi o meu beijinho da minha riqueza e fui embora consolada.

(A foto retrata uma das muitas brincadeiras dele. Põe tudo em polvorosa em casa do avô. Faz-nos ficar em fila a desfilar pelo terreno e cada um a tocar o seu instrumento. O avô fica com o tambor, eu com a pandeireta, ele com o acordeão, e quando o pai está, cabe-lhe o microfone! E se ousamos esmorecer, lá vai ele: "Vamos lá pessoal! Toca a cantar!" A quem é que ele sairá?)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A nossa árvore


Sou uma mulher realizada.
Já plantei uma árvore (e semeei esta), já fiz um filho e já escrevi um livro (a história de uma princesa, com direito a ilustrações e tudo, quando tinha uns 7 anos). Não falta mais nada, pois não?
Bom, isto é uma árvore, ainda que não pareça. Encontrámos uma vagem no jardim perto do rio, no ano passado. Trouxe-a para casa e quando a abri, tinha sementinhas dentro. Tirei-as, guardei uma e deixei-a secar. Pu-la dentro da terra com a carraçita, que todos os dias ia espreitar se já tinha nascido qualquer coisa. Ao fim de algum tempo, lá começou a despontar uma coisinha verde, que foi crescendo, crescendo, tal como ele. E agora está assim. Aquelas folhas amarelas no meio preocupam-me um bocadinho, mas acredito que esta plantinha ainda vai ser muito forte e terá de ser transferida para um vaso maior.
Mais uma vez ouvi falar mal da cidade. Em parte, os comentários tinham fundamento, tenho de admitir. Mas também foram proferidos por gente de fora, que não tem raízes cá e tem o coração a olhar para longe, de onde vieram. Mas dói... Embora a nossa casa seja, de facto, onde o nosso coração se sente em paz, ela também é onde podemos e temos de estar num determinado momento das nossas vidas. Às vezes não é escolha nossa, outras é mas apenas por um tempo, mas independentemente das razões, olhar para os aspectos positivos do que nos rodeia acho que não faz mal.

Uma das razões apontadas foi o facto de não haver nada para ver nem haver nada a acontecer. E de ser uma cidade parada. Pequena. Mal cuidada e aproveitada. Pode até ser nalguns aspectos, mas ponho-me a imaginar se, quem diz isto, tivesse de morar no campo.
Como será acordar todos os dias com a mesma paisagem, com toda a ausência de acontecimentos culturais e falta de espaços comerciais? Como será acordar todos os dias ao som dos passarinhos, ouvir os cães a ladrar, adormecer com os grilos, ter dificuldade em dormir a sesta por causa do canto das cigarras, sentir o cheiro da terra molhada e da erva orvalhada, sentir o cheiro das árvores a dar fruto, ver o brilho do sol por entre as folhas e a esbater-se nas flores coloridas, ouvir o silêncio e ouvir assim o próprio coração, poder pescar no rio e refrescar os pés por baixo da água que corre em cima das pedras, apanhar musgo no inverno com as crianças para assim enfeitar o presépio, conhecer todo o tipo de bichos e perceber que as crianças crescem um palmo cada vez que se deparam com os que já conhecem só dos livros ou da televisão, poder descansar numa espreguiçadeira rodeado de calma, poder comer numa mesa cá fora?
Sem dúvida alguma, o lugar adequado para a criatividade e para todo um jorrar de actividades que preenchem a vida. Porque viver num lugar pequeno e parado, depende de como os nossos olhos o vêem, grande parte das vezes.
Claro que é bom ter tudo à mão, a um saltinho de casa. É muito prático, sim. Mas penso que, conseguir viver num sítio assim, longe do curso normal dos nossos dias, em que tudo é correria e concorrência, cansaço e insatisfação, carreira e ambição, é ter ganho na alma. Porque o verdadeiro prazer nasce de dentro, das coisas simples e eternas. O resto, são circunstâncias da vida, mais ou menos boas, mas exteriores a nós e que não afectam a estrutura de quem vive com o deleite de quem já tem a paz.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Tele Culinária


Alguém se lembra dos primeiros fascículos da Tele Culinária do Chefe Silva? Um espectáculo! Há uns anos que os uso, todinhos. Uma vez que cada volume tem fascículos para um ano (na altura saíam semanalmente), já há 6 anos que cozinho tudo o que encontro por ali. E a minha mãe fez pelo menos 19 volumes!
Ainda me lembro de ir com ela buscá-los e até de ver alguns programas na televisão, que depois vinham na rubrica Receita Filmada, uma receita com os pormenores passo a passo. A livraria ficava na Corredoura, na Papelaria Havaneza, actual Benetton. Como tanta coisa já mudou. Mas os sabores permanecem. Um mimo.
Tantos anos passados, encontrei no tisoiro uma cobaia à altura! Uma cobaia que experimenta tudo, e melhor ainda, gosta de tudo! E quando a coisa sai com menos bom aspecto ainda diz: "Não importa, o que conta é o sabor." E pronto, arruma-me com esta e eu fico toda satisfeita.
Mas a verdade é que tem aqui umas receitas fantásticas. Umas tipicamente portuguesas, outras nem por isso, mas sempre uma inovação na rotina gastronómica. E depois, aquelas cores castanhas e laranjas e padrões duvidosos próprios do final da década de 70, princípio de 80, fazem-me lembrar um tempo que passou por mim e eu por ele, e que vivo num outro em que nada há de novo, antes tudo se reinventa. É bom viver para apreciar tudo isto.

domingo, 12 de setembro de 2010

Do fim-de-semana

Este Sábado não fomos ao mercado. Estive a trabalhar e não deu para ir. Por isso improvisei, até comprar flores novas. Aproveitei os cravos da semana passada que ainda estavam meio viçosos e meti-os nesta garrafa que herdei do sogrinho. Mais uma coisa que ia para o lixo. Ando a ficar preocupada comigo... Será que ando a pôr em prática a velha máxima: guarda o que não presta, saberás o que te é preciso? A verdade é que há coisas que acho verdadeiras preciosidades, marcas de uma época vivida com os seus costumes próprios e talvez seja isso que eu queira preservar: a história de um passado que marca o nosso presente.


A carraçinha aproveitou para dar umas boas pedaladas na bicicleta. Até adormeceu mais cedo! É bom andar aqui à volta. É sossegado. É bonito. E também se encontram algumas preciosidades naturais que sabe bem registar.






Ei-lo ali ao fundo. Não há quem o pare. E já faz algumas habilidades: andar sem mãos, andar com os pés no ar, pôr os pés em cima do guiador (isto enquanto está parado), subir e descer o lancil, etc. Está aqui está a aprender a andar sem as rodinhas de trás.
Amanhã recomeça a escolinha. E que saudades ele já tem. Da professora, dos coleguinhas, do recreio. Vai ser bom voltar. Até eu estou emocionada. Acho que ele teve um bom início "académico" na vida dele. A escolinha é muito boa, com bons espaços para brincar quando está bom tempo, a professora é muito simpática e competente, os coleguinhas são amigos, as iniciativas são muitas e eles estão sempre a aprender enquanto brincam. Que seja sempre assim pela vida fora: bons amigos, bons professores, boa aprendizagem. Que aprender possa ser sempre um prazer e que o prazer possa existir sempre em relacionamentos sólidos e num bom carácter.

Vem o Outono
Pro jardim de infância
Agora que é Verão
Tudo tem mais importância

Tantas coisas lindas
Que eu já sei fazer
Assim a brincar
Não custa nada aprender

Dia da criança
Para a despedida
Arrumo a mochila
Para férias divertidas

Vou correr na praia
Vou correr veloz
Brinco todo o dia
Na casa dos meus avós

A música é fácil e é um doce acompanhá-lo nesta canção!