domingo, 12 de setembro de 2010

Do fim-de-semana

Este Sábado não fomos ao mercado. Estive a trabalhar e não deu para ir. Por isso improvisei, até comprar flores novas. Aproveitei os cravos da semana passada que ainda estavam meio viçosos e meti-os nesta garrafa que herdei do sogrinho. Mais uma coisa que ia para o lixo. Ando a ficar preocupada comigo... Será que ando a pôr em prática a velha máxima: guarda o que não presta, saberás o que te é preciso? A verdade é que há coisas que acho verdadeiras preciosidades, marcas de uma época vivida com os seus costumes próprios e talvez seja isso que eu queira preservar: a história de um passado que marca o nosso presente.


A carraçinha aproveitou para dar umas boas pedaladas na bicicleta. Até adormeceu mais cedo! É bom andar aqui à volta. É sossegado. É bonito. E também se encontram algumas preciosidades naturais que sabe bem registar.






Ei-lo ali ao fundo. Não há quem o pare. E já faz algumas habilidades: andar sem mãos, andar com os pés no ar, pôr os pés em cima do guiador (isto enquanto está parado), subir e descer o lancil, etc. Está aqui está a aprender a andar sem as rodinhas de trás.
Amanhã recomeça a escolinha. E que saudades ele já tem. Da professora, dos coleguinhas, do recreio. Vai ser bom voltar. Até eu estou emocionada. Acho que ele teve um bom início "académico" na vida dele. A escolinha é muito boa, com bons espaços para brincar quando está bom tempo, a professora é muito simpática e competente, os coleguinhas são amigos, as iniciativas são muitas e eles estão sempre a aprender enquanto brincam. Que seja sempre assim pela vida fora: bons amigos, bons professores, boa aprendizagem. Que aprender possa ser sempre um prazer e que o prazer possa existir sempre em relacionamentos sólidos e num bom carácter.

Vem o Outono
Pro jardim de infância
Agora que é Verão
Tudo tem mais importância

Tantas coisas lindas
Que eu já sei fazer
Assim a brincar
Não custa nada aprender

Dia da criança
Para a despedida
Arrumo a mochila
Para férias divertidas

Vou correr na praia
Vou correr veloz
Brinco todo o dia
Na casa dos meus avós

A música é fácil e é um doce acompanhá-lo nesta canção!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Casas velhas do meu caminho






Quem será que já se debruçou sobre esta janela? Quem descansou aqui à conversa com uma vizinha ou quem sabe, com um namorado? Quem já olhou aqui um horizonte talvez vasto na altura e sonhou com um futuro brilhante? Será que aqui, braços pousados sobre o parapeito, alguém já pensou o que eu pensei hoje?

Ao ouvir rádio pela estrada fora, ouvi algo que me fez pensar. E que foi mais ou menos isto. E antes de dizer o que é o "isto", importa referir que é engraçado o modo como reproduzimos uma coisa que ouvimos, lemos ou vimos. Acredito que nunca é da forma exacta como o emissor a quis transmitir, mas como de facto essa mensagem ficou gravada no nosso coração. Então o meu coração interpretou isto que eu ouvi desta maneira: a infelicidade é um dos maiores actos de egoísmo. Porque nos faz olhar somente para dentro de nós mesmos, num sentido de auto-comiseração, atentos só ao que está a importunar-nos, em vez de olharmos para fora, para o outro. Portanto, o grande problema não é a nossa infelicidade, mas sim a nossa incapacidade de sairmos de dentro de nós mesmos.

Que cada um entenda da forma como tem a entender, porque uma mensagem tem sempre a capacidade de ser aplicada para aquilo que é útil a cada um.

Desejo a todos um fim-de-semana feliz!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Poema

Depois da chuva, o céu limpo e as nuvens branquinhas.
Que me lembram dois dos meus poemas preferidos. Daqueles de "bolso", que me acompanham há anos e que fazem parte do meu crescimento:


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

(Fernando Pessoa)


Mais do que ser primeiro
herói é quem sabe dar-se inteiro
dentro de si mesmo ir mais além.

(Manuel Alegre)

Terra molhada

Pena não dar para perceber os pingos da chuva nem o cheiro da terra molhada. Que consolo. Vem aí mais calor, eu sei, mas por enquanto gozo o momento da limpeza e da renovação do ar. E encho os pulmões, sentindo-me renovada, eu mesma...

O Outono está a chegar

O céu está mais azul...


... a luz mais brilhante a limpar o horizonte...


... as nuvens fofinhas e carregadas. O cheiro no ar já é outro, as manhãs e as noites já são frescas e até já caíram uns pinguinhos. Mais uma nova estação a chegar. É tão bom...

Entregue à bicharada

Já não bastava o Becas...

...agora ainda tenho a kika (kikolini em linguagem carinhosa)...


...e o Poupas (Poupolini na mesma linguagem)!

As primas vão de férias e aqui o primo (entenda-se tia) é que cuida dos bichanos. A tartaruga come que se desunha e o Poupas anda tímido, ainda não se ambientou muito bem, mas fica todo excitado cada vez que estamos ao pé dele. Enfim, tratadora de animais por duas semanas.

domingo, 5 de setembro de 2010

Pelo castelo

Gosto das casas, dos monumentos, da Mata, do castelo, do Convento de Cristo, dos jardins, do rio, das esplanadas, de tanta, tanta coisa na minha cidade. De manhã fomos lá abaixo à Praça da República.


E fomos ao castelo, só ao adro. É que a minha riqueza, desde pequenino (sim, que agora está um homem feito...) que está habituado a andar e se por acaso entrarmos lá dentro, é volta certa pelas muralhas e recantos do castelo. Por isso ficamo-nos só pelo adro, para não haver grandes tentações.





E desde pequenino também, que está habituado a que o papá faça desenhos na areia. É já um ritual. O pior é quando me pede a mim para desenhar. Socorro! Nem com riscos ao acaso me safo. Já o pai desenha qualquer coisa. Olha a tartaruga... E o autocarro das 50 cadeiras em baixo.





Adoro esta carripana que vende fruta, doces e bebidas. Claro que o preço aqui é inflacionado, mas é muito giro beber ali um cafézinho. Dá um ar castiço.