quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Outono está a chegar

O céu está mais azul...


... a luz mais brilhante a limpar o horizonte...


... as nuvens fofinhas e carregadas. O cheiro no ar já é outro, as manhãs e as noites já são frescas e até já caíram uns pinguinhos. Mais uma nova estação a chegar. É tão bom...

Entregue à bicharada

Já não bastava o Becas...

...agora ainda tenho a kika (kikolini em linguagem carinhosa)...


...e o Poupas (Poupolini na mesma linguagem)!

As primas vão de férias e aqui o primo (entenda-se tia) é que cuida dos bichanos. A tartaruga come que se desunha e o Poupas anda tímido, ainda não se ambientou muito bem, mas fica todo excitado cada vez que estamos ao pé dele. Enfim, tratadora de animais por duas semanas.

domingo, 5 de setembro de 2010

Pelo castelo

Gosto das casas, dos monumentos, da Mata, do castelo, do Convento de Cristo, dos jardins, do rio, das esplanadas, de tanta, tanta coisa na minha cidade. De manhã fomos lá abaixo à Praça da República.


E fomos ao castelo, só ao adro. É que a minha riqueza, desde pequenino (sim, que agora está um homem feito...) que está habituado a andar e se por acaso entrarmos lá dentro, é volta certa pelas muralhas e recantos do castelo. Por isso ficamo-nos só pelo adro, para não haver grandes tentações.





E desde pequenino também, que está habituado a que o papá faça desenhos na areia. É já um ritual. O pior é quando me pede a mim para desenhar. Socorro! Nem com riscos ao acaso me safo. Já o pai desenha qualquer coisa. Olha a tartaruga... E o autocarro das 50 cadeiras em baixo.





Adoro esta carripana que vende fruta, doces e bebidas. Claro que o preço aqui é inflacionado, mas é muito giro beber ali um cafézinho. Dá um ar castiço.


Flores do fim-de-semana

Voltámos ao mercado no Sábado. Comprámos cravos, desta vez. Foi a carraçita que os escolheu. A variedade de flores não estava de acordo com aquilo que tinha idealizado, mas acho que ele escolheu bem a cor. Alegre.
Mas a semana passada foi mais giro. A senhora era da aldeia e as flores, de certeza, eram do jardim dela. Era daquelas senhoras simples, que negoceiam o preço. Uma pena eu não ter saído à minha mãe nesse aspecto. Incrível, a minha mãe. A regatear não havia quem a igualasse. Até era capaz de receber dinheiro dos vendedores, que lhe pagavam para ela se ir embora porque ela só representava prejuízo! Claro que estou a exagerar, mas que a minha mãe conseguia comprar boas pechinchas, não há dúvida.

Feira de Artesanato da Lamarosa

Os senhores da gaita-de-foles e dos bombos andaram por lá a animar a malta e tocaram uma música especialmente para a carraçita, que ficou envergonhado e não dialogou convenientemente com os simpáticos senhores. Mas que foi bonito, lá isso foi.





Pormenores do expositor da L. Estão a ver lá atrás o meu quadro do Galo de Barcelos? Fui eu, fui eu! O relógio ainda não estava exposto, porque a abertura da feira foi um bocado fora da hora prevista e ainda estavam a montar os expositores.
Uma feira simples, da aldeia, mas ao que parece, sempre muito animada. A avaliar pela música, não há dúvidas!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Flores e erva seca

Hoje também houve flores mas já não houve ovelhas. Mas houve beleza e cor. Se bem que muitas flores já vão adquirindo aquele ar vintage que advém da sua cor amarelecida pelo fim da época. Bonitas na mesma, porque todas as fases têm o seu encanto.


Mais uma casa velha. Hoje dei por mim a folhear um catálogo de uma agência imobiliária e a olhar com muita atenção para as páginas das casas em ruínas. Claro que, na sua aparência, uma casa neste estado não tem quase beleza nenhuma, mas a verdade é que me encantam a sua história representada nos traços arquitectónicos e as suas potencialidades futuras. Um mundo a imaginar.


E agora, digam que lá se eu não sou o sonho de qualquer sogro ou sogra! Como podem ver por esta afirmação, a minha auto-estima anda por dias bons...
É que, depois de um dia de trabalho, ao sol e a andar que nem uma moira, ainda fui limpar o quintal do sogro das ervas secas que por lá andavam espalhadas. O mérito pode não ser muito, é verdade, porque afinal, estando a erva seca, o peso não era nada de especial, mas acreditem, aquilo dava um grande mau jeito para carregar. Ficou um monte do tamanho do mundo - este da fotografia ainda não é o resultado final!
Agora é esperar por Outubro para fazer a borralheira. Adoro borralheiras! Aquele cheirinho no ar representa mesmo o Outono, o tempo das castanhas e das folhas no chão, das tardes mais frescas e do recolhimento a que convidam. Huuum, já me sinto aconchegada ante este prazer antecipado...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Deus, as ovelhas e nós



Hoje, no meu trabalho, já no final do dia, deparei-me com estas imagens. Captaram a minha atenção. A primeira, devido à simplicidade colorida das flores que alguém se lembrou de fazer crescer ali, no meio da horta, juntamente com as couves e o milho já seco. E precisamente ao lado, este rebanho pequenino de ovelhinhas a pastar. Pareciam tão mansas e limpinhas. Um quadro de calma, que refrescou um pouco o meu cansaço.

E imediatamente me lembrei do tanto que já ouvi acerca de Deus, as ovelhas e nós. Tudo, no sentido de como as ovelhas são um exemplo para nós. São mansas, obedientes a uma única voz - a do pastor, andam sempre juntas, etc. Qualidades a seguir, sem dúvida. Mas...

Sem querer entrar aqui em conflito com a ciência porque, de forma alguma, acho que ela seja incompatível com a fé, mas essa é outra conversa, Deus criou as ovelhas. E criou-nos a nós, a sua obra-prima. Criou-nos com livre arbítrio. Não fosse uma heresia criticar Deus, acho que muitos apontariam o dedo a este aspecto da criação humana. Afinal, o Homem é mau e faz muitas coisas más. Mas eu acho que criar-nos com livre arbítrio foi a coisa mais bela que Deus fez. Afinal, é isso que nos faz diferentes das ovelhas. Elas são mansas porque não pensam. Estavam a comer mesmo ao lado de flores tão bonitas, e nem sequer pararam para apreciar a sua beleza. São obedientes porque, não pensando, acham que só o que lhe mandam fazer é que está certo e fazem-no. Amam o pastor porque não conhecem nenhum outro. Estão juntas, porque não sabem viver de outra maneira. Em suma, elas são assim porque são, não têm outra escolha. Nós, pelo contrário, ao termos liberdade para escolher, podemos escolher o mal, mas também podemos escolher o bem. Tudo tem o seu contrário e nós podemos escolher o melhor ou o pior. E é isso que faz de nós seres diferentes.

É essa a beleza de poder escolher, o de fazer com que, amar Deus e os outros não seja um acto mecânico, mas sim uma decisão do coração. Entre tantos exemplos que se podem dar, muitos de nós costumam levantar-se todos os dias ao lado de um parceiro com olheiras, pele oleosa e mau-humor, mas escolhemos que essa é a pessoa da nossa vida e por isso, a mais bela do mundo. E Deus agrada-se de escolhermos o amor. Porque o amor gera vida e escolher é um dom. Como tal, a vida é o dom, por excelência, do amor.

Desejo a todos uma vida cheia de boas escolhas e plena de amor!