quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Registos de um passado presente


Cá dentro tudo tem mais de 50 anos! Se não tudo, pelo menos 90%. Esta é uma história de vida contada em objectos. E se bem que uma imagem vale mais que mil palavras, estas histórias contadas são lindas de ouvir, um prazer e um enriquecimento para a alma. Porque só de raízes bem agarradas à terra se pode construir o presente e alicerçar o futuro.

Aqui era o quarto do tisoiro.





O tisoiro não resistiu a deixar o seu cunho pessoal para este espaço. Prova de que a máquina ainda funciona. E era ver a carraçita toda excitada de volta de todos estes objectos. Num tempo em que o mapa já não funciona, só o GPS; a televisão perde valor face ao imediato do computador; a temperatura não importa quando se tem o botão do ar condicionado e por aí fora, tudo isto era mágico. Ele andava que não parava, aos saltinhos de um lado para o outro, e o avô a explicar como tudo funcionava.


A sogrinha adorava fazer saquinhos e almofadas.


O álbum de memórias de um tempo que já não volta mas que foi vivido intensamente.


Este já não funciona. Mas o sogrinho não perde a esperança de ainda encontrar uma agulha que o ponha a ouvir o velho vinil. E voltar a falar inglês com fluência, porque o velho curso, com livros e discos, continua bem guardado à espera de uma nova vida.


Móveis que só por si, falam de uma época.


E tanta coisa que fica por mostrar. Tanta....

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Receita do Bolo das bolas

Ups! Esqueci-me da receita.

Fazer este bolo ou pãezinhos de leite, mais coisa menos coisa, só difere na forma de apresentação. O da foto foi feito com metade da receita.

Pra ti prima, e para quem mais estiver interessado:

0,5kg farinha de trigo
40g de fermento padeiro (30g no Verão)
1,5dl de leite
2 ovos
1 colher (café) sal fino
75gr açúcar
100gr margarina
margarina para untar a forma ou tabuleiro
farinha para polvilhar
1 ovo ou gema para pintar

Deite a farinha num alguidar, abra-lhe uma cavidade ao meio, deite aí o fermento e esfarele-o com os dedos; junte-lhe o leite tépido e amasse o fermento com a farinha necessária (da que lá está); dê dois golpes em cruz no fermento e deixe-o levedar cerca de 10m; depois, junte o açúcar, o sal e os ovos e amasse bem; junte depois a margarina derretida, amasse muito bem e, se for preciso, junte mais um pouquinho de leite pois a massa deve ficar com a consistência da massa de pão mas ligeiramente mais forte.
Amasse e bata muito bem a massa até se descolar à vontade do alguidar.
Forme com ele uma bola, polvilhe com farinha, cubra com um pano e deixe levedar 2 horas ou até mais.
Depois de lêveda, retire-a e dê-lhe uma amassadela ligeira.
Unte e polvilhe também um tabuleiro.
Retire 7 porções pequenas de massa e coloque-as na forma, mas não encostadas umas às outras. Com a restante massa, faça pãezinhos de leite e coloque-os no tabuleiro, separados uns dos outros.
Volte a cobrir tudo com um pano fino e deixe levedar de novo em local aquecido e não arejado. Quando tudo estiver levedado, aqueça bem o forno.
Pinte as bolas muito ao de leve com gema de ovo ou ovo inteiro e pode deitar uma colherinha de açúcar no topo de cada bola.
Leve a cozer em forno bastante quente, cerca de 30m.; depois retire, deixe arrefecer um pouco e desenforme, com cuidado.
Os pãezinhos de leite são também pintados com ovo e cozem em forno bastante quente.
Ao saírem do forno, descole-os do tabuleiro.
Este bolo pode ser polvilhado com açúcar em pó, à saída do forno.

Receita tirada da Teleculinária, vol. 6.

Bolo das bolas

O fermento a levedar.

A massa a levedar.


As bolinhas a levedar. Daí o nome do bolo.

Ei-lo. Para quem gosta de pouco doce, o lanche perfeito. Para barrar com doce de frutas ou manteiga, uma delícia quentinho.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Suspiro...

Hoje foi o primeiro dia de atl depois de duas semanas inteirinhas em casa. Oh saudades. Suspiro a cada segundo e penso nele a cada instante. E ele provavelmente está todo animado lá na Etar, com milhões de coisas para contar quando o for buscar para almoçar.

Mas que a casa está mais vazia, não há dúvida...

domingo, 15 de agosto de 2010

Trapos


Já perdi a conta aos anos que guardo estes panos. São pedaços de tecidos com que fiz bonecas de trapos, amostras de cortinas, folhos, barras, fitas e bordado inglês. Não sei o que fazer com eles mas também não os deito fora. Alguns já me foram úteis para pregar barras de renda nas prateleiras dos móveis. Fica tão bonito, tão caseiro, tão acolhedor.





Os meus trapos. São relíquias. Linho. Do mais antigo que conheço. Peças dadas pela minha mãe, dadas a ela pelas avós. Quase tenho medo de lhes tocar, não vá a magia que encerram perder-se com o toque das minhas mãos. Mas ainda não perdi a esperança de perder este medo e fazer, para começar, uma toalha pequenina com aplicação de renda em volta. Branca. Tudo branco, uma das minhas cores de eleição, porque daí vêm todas as outras cores e fica bem com todas elas.


Quem não tem um pano destes remendado por uma avó ou uma tia velhinha? É incrível como elas conseguiam fazer isto. É uma arte. E a verdade é que me sinto mais rica por ter estes panos, pedaços velhos de linho, dos quais não se sabe ao certo a origem e por onde já andaram mas que ainda vão contar muitas histórias. Este foi um belo Domingo, não acham?

Tão verde

Não resisti a tirar estas fotos tão verdes, hoje. Assim são as minhas redondezas. Moro num sítio privilegiado. Calmo, simpático, verde e florido. Muitos canteiros de flores há por aqui. O jardineiro, muito simpático, despachado e falador, cuida muito bem desta zona. E os moradores também têm muita vegetação nas varandas. Fica tão bonito. Há aqui uma vizinha que eu penso ter um desgosto tremendo por não morar no campo. Consegue ter na varanda dela, para além dos vasos com flores, um pinheiro, uma oliveira, um limoeiro e mais qualquer coisa que não consigo identificar! Mas o engraçado, é que fica bem, uma vez que os tamanhos são proporcionais à dimensão da varanda. É uma boa zona, esta.



Picante!

O sogrinho não descansou enquanto não me fez ter um piri-piri cá em casa. Eu estava um bocado receosa. Afinal, apartamento é apartamento. Mas a verdade é que este não se deu mal, já cresceu imenso, tive de o mudar de vaso e tudo, até já deu flor e a etapa seguinte, segundo ele, é dar piri-piris. Será? Estou ansiosa para saber se a próxima foto desta planta é com coisinhas vermelhas penduradas. É óptimo para fazer mais piri-piri caseiro, já que o tisoiro acha que os do supermercado sabem a ketchup. Com este, até muda de cor!