Mostrar mensagens com a etiqueta passeios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta passeios. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Dornes
Foi aqui que viemos conhecer o Sr. Hilário, o tal senhor de quem só conhecia o nome e a voz. Em Dornes. Concelho de Ferreira do Zêzere e aldeia que visito desde criança, sendo o meu pai dali de perto. Hoje, representa para mim um lugar de escape, evasão, relaxe. Não há como não ansiar esta paz, este sossego, esta vida calma, este passar do tempo sem pressa. Água e terra, juntos, sempre juntos. Com muito, muito potencial, inexplorado, claro, ou não estivéssemos nós em Portugal. Mas talvez seja isso parte do seu encanto, esta beleza quase virgem, este estar tão longe da civilização e onde é permitido parar no tempo e segurá-lo na mão para o saborear com gosto. Neste ambiente pouco explorado, é permitido sonhar tudo e planear na cabeça um sem fim de projectos lindos que podiam ser postos em prática aqui. Mas não são. Não saem da nossa cabeça, seja por falta de tempo, de empenho, de força ou, essencialmente, da direcção da própria vida. Talvez Dornes tenha nascido para permanecer assim calma, sossegada e encantadora para poder acalmar, sossegar e encantar todos os que ali vão.
Depois de umas banhocas bem barulhentas e fantásticas fomos, ao fim do dia ter com o Sr. Hilário. Conhecemo-lo pessoalmente, mas foi o colega que nos levou na viagem pelo rio, mais de uma hora de verdadeira simpatia e classe, um senhor encantador, de pele curtida pelo sol, voz calma e que nos levou a ouvir o silêncio no meio da água, nos explicou curiosidades locais referentes à geologia, gentes, cultura, acontecimentos, curiosidades e que guardou o melhor para o fim: o dar o "leme" à carracinha, que não estava nada à espera e que pegou nos comandos do barco com a maior cara de felicidade. Quem queria lá estar era eu! Foi há poucas semanas, ainda as aulas não tinham começado e agora, que o Outono já começou, sabe bem recordar bons momentos das férias que lhe quis proporcionar. E foi bom, muito bom, poder mergulhar o corpo em águas calmas e conhecidas e terminar o dia a navegar sobre elas. Dornes vale sempre a pena e dela retiro sempre os melhores momentos da minha vida.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Água Formosa
Setembro marca não só o início do ano lectivo, como também o início do objectivo a que me propus: conhecer as nossas 27 Aldeias do Xisto, maravilha para quem quer conhecer o interior mais tradicional e preservado do país.
Escolhi Água Formosa como ponto de partida por ser a que se encontra mais perto de nós, e não desiludiu.
O dia estava muito quente. 42º, apaziguados pela perspectiva de ir a banhos ali perto, no Penedo Furado, o que acabou por não se concretizar. Mas eu aproveitei o melhor que consegui diante das circunstâncias e sonho já com a próxima visita a uma outra aldeia.
Água Formosa fica num vale perto da água, como convém a uma população que precisa de sobreviver. E ali, tem de tudo para sobreviver. Pedra para construir uma casa, terra para semear e água para viver, sol para se alimentar - a aldeia está estrategicamente localizada de modo a ser banhada pelo sol durante grande parte do dia. A água ainda corre, apesar da seca. A população residente, escassa e envelhecida, cuida da sua terra e previne já o Inverno que aí vem, limpando a levada da erva que a quer dominar, limpa o forno comunitário que cozeu pão recentemente no forno rústico de palha e telhos, cuida das flores plantadas em vasos junto à fonte e cuida de outras coisas que não vi mas que acontecem, certamente, num ritmo pacato.
O percurso à volta da aldeia não o fiz por completo - para meu desgosto - mas previa-se todo lindo por igual, mesmo debaixo do calor intenso.
O aglomerado de casas era um convite à vivência caseira e a vontade era entrar em cada uma. A maior parte apresentava-se bem tratada e cuidada. Os pequenos pátios e/ou varandas tinham mesas com cadeiras e flores coloridas para alegrar os momentos de descanso de quem pode usufruir do espaço com vista sobre a ribeira e a serra.
A loja estava fechada, as casas estavam fechadas, as ruas vazias, mas a horta estava regada e de quando em vez ouvia-se um barulho vindo de um lado qualquer, prova da habitabilidade do local.
Muito calor, mas muito bonito. Fez-me sonhar, como me faz sonhar todo e qualquer passeio que dou, porque a finalidade de um passeio é renovar as nossas doses de energia, esperança, força e alegria e voltarmos revigorados para casa.
Água Formosa fica num vale perto da água, como convém a uma população que precisa de sobreviver. E ali, tem de tudo para sobreviver. Pedra para construir uma casa, terra para semear e água para viver, sol para se alimentar - a aldeia está estrategicamente localizada de modo a ser banhada pelo sol durante grande parte do dia. A água ainda corre, apesar da seca. A população residente, escassa e envelhecida, cuida da sua terra e previne já o Inverno que aí vem, limpando a levada da erva que a quer dominar, limpa o forno comunitário que cozeu pão recentemente no forno rústico de palha e telhos, cuida das flores plantadas em vasos junto à fonte e cuida de outras coisas que não vi mas que acontecem, certamente, num ritmo pacato.
O percurso à volta da aldeia não o fiz por completo - para meu desgosto - mas previa-se todo lindo por igual, mesmo debaixo do calor intenso.
O aglomerado de casas era um convite à vivência caseira e a vontade era entrar em cada uma. A maior parte apresentava-se bem tratada e cuidada. Os pequenos pátios e/ou varandas tinham mesas com cadeiras e flores coloridas para alegrar os momentos de descanso de quem pode usufruir do espaço com vista sobre a ribeira e a serra.
A loja estava fechada, as casas estavam fechadas, as ruas vazias, mas a horta estava regada e de quando em vez ouvia-se um barulho vindo de um lado qualquer, prova da habitabilidade do local.
Muito calor, mas muito bonito. Fez-me sonhar, como me faz sonhar todo e qualquer passeio que dou, porque a finalidade de um passeio é renovar as nossas doses de energia, esperança, força e alegria e voltarmos revigorados para casa.
Etiquetas:
Aldeias do Xisto,
passeios
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Fluir como um rio
Na maioria das vezes não precisamos de ir muito longe para encontrarmos o que precisamos. Mas às vezes é preciso vir alguém de longe para nos levar até esse perto dentro de nós.
A vida é engraçada, às vezes. É um vai e vem de situações que só fazem sentido mais lá à frente no tempo, mas que vêm a fazer sentido e isso é que importa.
Passear é tão bom. Seja por que meio for e onde for. Faz bem. E se houver água por perto, tanto melhor.
Acho que o Verão quente e seco me está a fazer suspirar por chuva, nuvens carregadas, campos húmidos e saciados. Dá-me medo, esta seca. Deixa-me insegura. E talvez isso me tire a energia para usufruir desta estação e da vida nela. Mas não podemos fazer nada contra o que nos é dado pela natureza e Deus será sempre quem tem a última palavra. A Palavra é dEle.
Mas foi muito bom este fim de semana de amizade e serenidade. Contar com a amizade de amigos do coração não tem preço e guardo bem cá dentro, onde está o melhor da minha vida, aqueles que amo e que me amam. Nesse fim de semana quente, foi uma bênção descobrir este canto do lado de lá da Barragem do Castelo do Bode e refrescar os pés na água fria contra as pedras roliças e atravessar até ao outro lado. Foi uma bênção caminhar por um percurso traçado por entre o bosque e atravessar pontes instáveis e comer amoras e figos pelo caminho e ir acabar onde o Zêzere e o Nabão se encontram e vão casar com o Tejo. Há quem pesque por estas paragens, e está marcada uma pescaria para um dia destes, que o achigã parece ser uma iguaria por estes lados e eu ainda não tive o privilégio de a saborear!
A vida é feita de pequenas grandes coisas, pequenos grandes escapes que nos dão muita alegria e nos voltam a colocar no ritmo certo quando por vezes tantas coisas parecem estar perdidas. Enfim, esta é mais uma estação da vida. Vamos pegar o comboio que nos levará ao destino que ela tem preparado para nós.
Etiquetas:
passeios
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar
E já estamos em Setembro!
Ufa! A passos contados para o Outono... espero! Que isto da mudança do clima não permite muitas expectativas.
Mas cá estamos e eu vou registando e guardando na memória os belos passeios que tenho feito este Verão.
É interessante como o elemento água está a mexer comigo nesta fase da vida. E imagino como seria viver aqui, à beira da água, voltar a casa ao fim de um dia de trabalho com os seus stresses próprios, e poder observar esta paz, ouvir o barulho calmo do vento a fazer ondular levemente a água, os passarinhos a bebericar, os peixinhos a fazerem acrobacias em grupo... Água ligada à terra, sonhar com os pés firmes no chão... Acho que me adaptava bem a esta vida :)
O sol já acorda mais tarde e vai deitar mais cedo, os dias estão bem mais curtos e a vontade de recolher começa a voltar. Mas ainda há muito para fazer nestes dias de Verão e Outono. E quem tem uma casinha com um jardim, sabe bem do que falo. Há que aproveitar os momentos que a vida nos oferece para sermos felizes, porque já basta o que basta para nos deitar abaixo.
Bom resto de Setembro a todos.
Etiquetas:
passeios
Subscrever:
Mensagens (Atom)