Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 31 de janeiro de 2015

Janeiro


Onde se meteu Janeiro? Dentro do espaço de tempo que cada um soube construir para si, de certeza. Este foi um mês que já se foi, ou melhor, está a queimar os seus últimos cartuchos, ou como quem diz, últimos minutos. O tempo passa a correr, dizem. Sim, eu também o sinto e fico amedrontada diante da perspectiva do que ouço outros dizerem que, quanto mais envelhecemos, mais rápido sentimos o tempo passar. Não é que queira parar o tempo, mas a verdade é que por vezes a intensidade da vida é tão grande que também sinto o que ouço outros dizerem: que o tempo é demasiado curto para todos os livros que quero ler, para todos os passeios que quero dar, para todos os projectos que quero realizar, para todos os trabalhos que quero fazer, para todos os mimos que quero dar, para todas as sementes que quero plantar e ver crescer... Ui, cansa. O que quero mesmo é viver intensamente cada momento para retirar dele todo o partido. Por isso, Janeiro que te vais embora, foste um mês bom, muito bom. Frio lá fora, mas caloroso cá dentro. Sobretudo, foste um mês de esperança. Um mês que me deu lições e me ensinou a construir alguns moinhos. Se os construí fortes e com velas resistentes, só o tempo o dirá. Mas o tempo que corre e por vezes nos escorrega por entre os dedos, esse espero vivê-lo para ver o resultado da obra...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sobre nós







“Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso,
Trabalhar em conjunto é a VITÓRIA!”

Ao deixar este pensamento, Henry Ford estaria a fazer nascer uma luz de perseverança dentro de mim. De facto, de vez em quando é necessário alguém relembrar-nos que nos devemos manter no caminho e no foco, especialmente diante das contrariedades, para que o alvo seja alcançado. 
Ao ler este pensamento, senti como se ele fosse a história da minha vida neste ano que passou, com o final ainda por escrever nos anos vindouros. 
O ano começou com união, uma união que começou sorrateiramente, com um estender de mão do meu agricultor, que na altura apenas me queria ajudar a percorrer o caminho que eu queria percorrer, mas não sabia como, e que também acabaria por vir a ser o dele. Progredimos nesta união, na persistência de aprender em conjunto e de caminhar com um objectivo comum. E se trabalhar em conjunto é a vitória, então a nossa está garantida! Porque todos os dias acordamos para respirar esta vida que abraçámos. Vivemos sem o glamour das reportagens das revistas sobre temas rurais, antes enfrentamos a realidade das roupas gastas e sujas, do corpo transpirado, das mãos ressequidas e encardidas, dos arranhões mais ou menos profundos na pele, das quedas mais ou menos aparatosas que se dão. Mas sim, são verdadeiros os testemunhos da gente que abraçou a vida no campo e se sente realizada com isso, da gente que sabe o quão bom é poder acordar a ouvir os passarinhos, poder trabalhar a terra e retirar dela o fruto, conviver com as origens e tradições da cada lugar, e poder saborear o sorriso franco que isso põe no rosto. Por vezes gostaria que fosse mais fácil pensar no passo a dar, somar os prós e os contras, fazer as contas e upa, começar. Porque o desconhecido não me assusta assim tanto, assusta-me mais a realidade. Penso, pensamos, discutimos estratégias, planeamos, fazemos, mas no fim, apenas o que obtemos é a satisfação de sermos nós próprios, de seguirmos aquilo em que acreditamos, ainda que aquilo em que acreditamos não seja suficiente para fazer face às necessidades da vida. Isto não tem a ver com a crise. Tem a ver com a sociedade instituída e na qual é difícil encontrar um nicho para quem queira agir de forma diferente. Mas enfim, creio no resultado do nosso trabalho, creio que não trabalhamos em vão, creio que a esperança vai resultar em concretização e a concretização na vitória! E nesta atitude, esperamos que a Primavera chegue...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Desejando-vos a continuação de uma semana tranquila e aconchegante



É o que temos, mas mesmo o que temos, pode ser bom. Até que o sol venha.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Por estes dias




Quando a vida real nos puxa para viver, é fácil relegar a vida virtual para segundo plano. Muitos caminhos se cruzam no nosso caminho e há que saber escolher ou escolher todos. Nem sei se isso é possível, mas sei que me foi dada uma nova vida no início deste ano. Tem sido um ano difícil, mas sem dúvida, um ano de oportunidades e experiências. Todas gratificantes. Mesmo as que se fazem à custa de lágrimas. Não importa assim tanto, o importante é o resultado. E a todos os que têm feito parte deste processo, seja na vida real, seja na vida virtual, o meu muito obrigada. Obrigada pelo apoio, pela motivação, pela força, pela energia positiva, pelas sugestões, pela companhia, pelo carinho que me chega.
Chegou a altura de abraçar mais um projecto. Um projecto de mãos, habitado no coração. Exactamente como eu gosto. Exactamente aquilo que me move. Para já, não vivo na expectativa de ver grandes frutos aparecerem, apenas aqueles que forem possíveis, ao ritmo a que for possível. Como em tudo, o meu lema tem sido "devagar, mas com consistência". E assim quero continuar, porque é assim que me identifico e me sinto forte.
Muito em breve darei notícias mais concretas do que escrevo aqui. Mais um passo na minha vida. Não é um grande passo para a Humanidade, mas sem dúvida que o é para mim!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Apaixona-te pelo maior número de coisas possível


Só assim aguentarás os "nãos" que vais ouvir na vida e te conseguirás manter no caminho que sonhaste alcançar.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Simplesmente, respira


Em dias de sol e calor como o de hoje, apetece encostar as costas contra uma árvore ou um pilar qualquer, fechar os olhos e serenar, deixar o tempo correr e a vida fazer-se por ela própria. Se o que está mesmo à nossa frente não está assim tão nítido, há que olhar mais além, talvez o cenário se apresente mais claro. Ou vice-versa. Todos os momentos da vida têm o seu próprio pulsar. Então, não adianta stressar e deixar o cansaço crescer na medida da nossa azáfama. Encosta-te e simplesmente, respira.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Desfruta de cada momento
















Todos diferentes, mas todos iguais na intensidade da paz, da alegria, do descanso, da realização. Cada momento é único. Cabe a nós torná-lo especial... para nós.
Bom fim de semana a todos, cheio de momentos únicos.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Tão pouco para fazer, tanto tempo










Vamos reverter o velho pensamento? Vamos tentar tirar parte do stress que nos acomete nos dias que correm?
O comum é pensar que o tempo é sempre pouco para o tanto que temos e queremos fazer. É verdade. Quem vive em cidades grandes, quem tem projectos ambiciosos, quem tem filhos, sabe que é verdade. Mas podemos tentar reverter este pensamento, porque viver nele traz-nos angústia, frustração e ansiedade. Ora, se isso são sentimentos que não nos fazem assim tão bem, especialmente quando dominam a nossa vida, podemos tentar ver o ponto em que eles se encontram e tentar procurar uma saída satisfatória para que eles sejam substituídos pela paz, pela calma, pela serenidade. Fácil certamente que não é. Quem o escreve é alguém que ferve em pouca água e é nitroglicerina pura: boumm!! Mas vale a pena tentar. Eu quero tentar e confesso que tenho tentado e estou a obter muito bons resultados. Mas tive de escolher o caminho que a maioria não escolhe, longe do bulício, longe da ambição, longe do corropio, longe do poder, longe do espectáculo, longe do reconhecimento, longe dos cifrões e por aí fora. E assim, focada naquilo que me preenche, as minhas ambições de projectos e sonhos e objectivos a alcançar transformam-se em coisas pacíficas, porque tudo pode esperar, tudo tem um tempo para acontecer. Logo, dá para dar um profundo suspiro ao fim do dia, enquanto o sol se esconde atrás das árvores e agradecer porque o tempo é mais que suficiente para aquilo que temos para fazer. Isto é fruto do meu caminho, mas claro que isso não quer dizer que todos tenham de escolher esse mesmo caminho. Cada um tem o seu percurso a fazer e cabe a cada um procurar a melhor forma de o trilhar.
Quanto a mim, é desta forma que valorizo o lento e duro processo de ter lenha para aquecer nas longas noites de Inverno. Há que ir ter com as árvores, cortá-las, serrá-las, rachá-las, transportá-las, empilhá-las. É algo que não se faz num só dia. Pode levar dias, semanas ou meses. Depende de quem trabalha e das ferramentas de que dispõe para o fazer. Mas haja saúde e vontade, que o resultado é o mesmo: uma lareira quentinha e um serão agradável a bordar e a conversar quando o tempo chegar. O tempo assume, assim, outra proporção e permite descansar a alma no doce sentimento de "aaah, tanto tempo que tenho para as coisas que quero fazer"...

quinta-feira, 13 de março de 2014

De balde em balde...



Nada de imagens espectaculares, hoje. Apenas uma que retrata uma tarde de cansaço e felicidade. Começou hoje a recolha para o nosso reservatório de água de rega. Constantes caminhadas até ao ribeiro que ainda corre solto, com um balde em cada mão, para encher dois bidons de 150l cada portanto, teremos pelo menos 300l de água para usar no nosso "jardim" e futura "horta". E a ideia será aproveitar toda a água da chuva e desperdícios domésticos para ser reusada convenientemente na terra produtiva. O corpo dói pela falta de hábito dos kms percorridos com o peso de dois baldes de água em cada caminhada, mas a alma está grata por tamanha dádiva da natureza.

(...) Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias." 

Caio Fernando Abreu

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Lembranças no presente

Enquanto limpava a minha Flor e o meu padeiro agricultor, lindo como nunca, de galochas e moto-serra na mão, limpava as oliveiras, veio-me à lembrança uma frase que li na minha adolescência e da qual não me voltei a lembrar durante estes anos todos. Interrompi tudo e corri para ele para partilhar esse pensamento: um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas um sonho que se sonha junto, é realidade!
 




 
 
Muita chuva e vento forte no fim de semana, mas chá quente e mimos deixam sempre o coração aconchegado, neste ano que começou com um sonho realizado e uma realidade sonhada. Um ano abençoado, portanto, manifestado na concretização da esperança anunciada no final de 2013 neste blog. E como estou grata.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O meu campo e eu


Não sei explicar como estas coisas acontecem, mas aceito! Oh se aceito, quando essas coisas são boas e a alma transborda de alegrias.


Aqui, terreno virgem em coração virgem, vivo as primeiras emoções de muitos amores.


Finalmente fui transportada de um modo tão suave - tão suave, que só poderia ter sido feito por Deus - para o sonho tornado realidade.


Aqui, o coração bate a um ritmo novo. E admito que estou a deixar-me levar.


A adrenalina da novidade é simultaneamente assustadora e doce. Na medida certa. Tão certa, que eu fico quieta e saboreio.


Tento inspirar com confiança. Certa que, qualquer que seja o passo seguinte, ele será dado com a supervisão de Deus e que Ele me dará forças para suportar tudo. Até o bom, que de tão bom, faz explodir o coração!


Falo para mim e com Deus. Uma linguagem secreta ouvida no mundo espiritual, com eco no meu mundo.


Espero, atenta.


Aqui, no meu campo, volto aos cheiros antigos com emoções novas. Ansiosa para aprender a distinguir o canto dos passarinhos, ansiosa para aprender as lições da terra, ansiosa para reaprender a viver!